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Conteúdo 5 de fevereiro de 2018

Os desafios de entregar mais e melhor diante da precariedade e violência das estradas brasileiras

*Por Fabrício Santos

Entregar mais e melhor é o atual desafio que permeia a área de gestão de transportes e logística dos armazéns. Seus gestores se vêem, praticamente, obrigados a coordenar simultaneamente e de forma eficaz uma grande quantidade de problemas que atrapalham o bom andamento dos negócios. Um destes percalços é a atual situação das estradas brasileiras.

E não é para menos. De acordo com a Confederação Nacional do Transportes (CNT), 61,8% das estradas do País estão em condições regular, ruim ou péssima. Por causa desta precariedade, o frete pago pelo brasileiro é caro, impactando na alta dos preços de todos os artigos transportados pelas rodovias, a começar pelo mais básico que é a alimentação.

Recentemente, o Jornal Nacional mostrou em uma reportagem a desistência de caminhoneiros para transportar uma safra gigantesca de grãos em Cristalina, um dos pólos agrícolas de Goiás. A adversidade relatada pelos motoristas era em levar a soja até os armazéns e portos por meio de tráfegos totalmente deteriorados com problemas no asfalto, obrigando estes profissionais a fazerem contorcionismos circenses para não tombar na rodovia GO-467, uma das principais para escoamento de grãos do Brasil.

Junto às péssimas condições da infraestrutura rodoviária brasileira, outro desafio a ser driblado pelo gestor de transporte é o aumento alarmante de casos de roubo de cargas nas estradas federais. Fenômeno crescente nas rodovias, principalmente nas que estão localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o roubo de cargas causou um prejuízo de mais de R$ 6,1 bilhões em todo o Brasil, de 2011 a 2016, fechando o período com quase cem mil casos, segundo dados Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). Para se ter uma ideia, um roubo de caminhão acontece a cada 23 minutos em todo o território nacional.

Todos estes exemplos evidenciam que a responsabilidade prática do atual gestor de transportes e logística está na capacidade de saber gerir os diversos problemas macros e micros em que se apresentam no setor atacadista distribuidor. Para criar processos flexíveis, capazes de acompanhar as constantes mudanças impostas (ou não) do mercado, o uso de tecnologias focadas em agilidade e governança é a saída para uma otimização logística de sucesso.

As ferramentas tecnológicas deixam a gestão de entregas eficiente. Você sabe, exatamente, quando a mercadoria saiu, em que ponto da entrega ela está e quando ela foi entregue. Isso melhora o planejamento das demandas e distribui o trabalho entre o time, além de passar confiança ao cliente ao perceber que seu pedido não está solto, sem nenhum tipo de controle e auditoria.

Para potencializar a segurança da frota e do caminheiro, um controle por meio de geolocalização é bem-vindo. Sem a necessidade de instalar rastreadores físicos para acompanhar o desempenho dos veículos e motoristas, o sistema realiza monitoramentos via GPS do smartphones mesmo para rastrear toda a rota. Ademais, a tecnologia ajuda a economizar combustível, entre outras informações que apoiam o gestor a visualizar processos baseados em melhorias com foco no aumento da produtividade e da segurança da carga.

Outra maneira de melhorar essa segurança acontece no planejamento da carga, o que chamamos de roteirização, nela é possível marcar quais as zonas de riscos para sua rota. Dessa maneira, quando a rota for planejada, o gestor é alertado para saber se o veículo irá trafegar em zona de risco. Esse tipo de informação pode ser utilizado, por exemplo, na contratação de meios de proteção para a entrega, tais como seguro, escolta ou até mesmo a não entrega nessas zonas de risco.

A tecnologia também proporciona um acompanhamento mais próximo das atividades do motorista. Quantas vezes o gestor de logística não foi surpreendido no retorno do veículo com as famosas devoluções? Ou a justificativa “Não deu tempo de fazer todas as entregas”?

Isso causa um grande transtorno na operação, pois a rota do próximo dia do veículo já pode estar planejada e o pedido que voltou tem que ser embargado junto com as mercadorias planejadas sem quebrar a roteirização prevista. Hoje normalmente o gestor só sabe dessas situações quando o veículo retorna para a base. Utilizando a tecnologia de acompanhamento eletrônico das entregas essas situações já são sinalizadas pelo motorista ainda durante a trajeto. Isso possibilita que todas as tratativas possam ser realizadas de forma mais rápida, evitando surpresas no retorno do veículo.

Como vimos aqui, diante da globalização, o mundo se torna mais competitivo e mais perigoso também. É neste contexto que o seu negócio é desafiado diariamente a aderir a este movimento sem volta de inovação, cada vez mais sustentados em tecnologias emergentes que em resultam excelência, em qualidade e em segurança da movimentação até a entrega da mercadoria.

*Fabrício Santos é gestor de oferta logística na Máxima Sistemas, companhia de soluções móveis para força de vendas, trade e logística para o setor atacado distribuidor.

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