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Navegação Interna 11 de julho de 2018

Bons ares para a cabotagem, mas ainda há muito potencial a explorar

O cenário atual de recuperação econômica começa a mostrar sinais positivos em diferentes setores, incluindo o portuário, no qual a movimentação de carga cresceu 8,3% em 2017, de acordo com os dados da Antaq – Agência Nacional de Transportes Aquaviários.
De fato, estamos vivendo um momento favorável para a cabotagem, segundo Ricardo Carui, diretor de Produto Marítimo da DHL Global Forwarding. “Este tipo de transporte gera redução de custos e ajuda a mitigar a falta de infraestrutura. É uma alternativa para suprir a dependência do rodoviário”, ressalta. Somente em 2017, o crescimento desse serviço na empresa foi de 18% em relação ao ano anterior em termos de volume transportado (TEUs).
Os resultados da Log-In também comprovam essa realidade. No primeiro trimestre de 2018, a companhia registrou um EBITDA de R$ 64,0 milhões e um EBITDA ajustado R$ 26,2 milhões, o maior valor alcançado para um primeiro trimestre em cinco anos. De acordo com o diretor comercial, Marcio Arany, os setores com maior participação nos resultados são os de alimentos, bebidas, higiene e limpeza, eletroeletrônicos e químicos e petroquímicos. “Os volumes na cabotagem têm estreita relação com a atividade econômica interna. Sendo assim, um cenário de produção industrial mais aquecida tende a aumentar a demanda para a cabotagem”, explica Arany.

Ampliando seu uso
Sobre quais fatores são primordiais e urgentes para aumentar o uso da cabotagem, Carui, da DHL Global Forwarding, diz que, do ponto de vista do cliente, são o planejamento e a coordenação dos embarques e sua logística. “Um dos grandes gargalos logísticos ainda a ser enfrentado com maior intensidade é a acessibilidade aos portos, tanto pelo modal ferroviário, quanto pelo rodoviário”, aponta.
Para Arany, da Log-In, o aumento do uso da cabotagem depende do maior conhecimento das empresas sobre os benefícios do modal. Ele explica que a cabotagem possibilita um melhor custo-benefício para distâncias acima de 1.000 km, ressaltando, ainda, que combinar diferentes modais pode contribuir ainda mais para a redução de despesas logísticas.
Além disso, a cabotagem oferece outras vantagens, como maior segurança contra roubo de cargas e baixo índice de avarias. “As empresas estão mais receptivas a fazer testes, pois o modal pode se tornar uma alternativa ao custo gerado com o uso do rodoviário”, considera.
Segundo Arany, é preciso um investimento maior na multimodalidade. “Embora o volume da cabotagem, por exemplo, venha crescendo, o modal ainda tem baixa representatividade na matriz de transporte brasileira, cerca de 9,6%, o que evidencia seu grande potencial. E se considerarmos que, para cada contêiner na cabotagem existe, hoje, cerca de 6,5 contêineres transportados pelo modal rodoviário com perfeita aderência à navegação, fica evidente a margem de crescimento.”
Outra questão relevante mencionada pelo diretor comercial da Log-In é a dificuldade de concorrência com o transporte rodoviário, que tem o diesel subsidiado, enquanto a cabotagem opera com bunker cotado em USD, cuja variação nos últimos 12 meses foi de 73% na moeda brasileira.

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