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Conteúdo 6 de setembro de 2018

Aplicando a teoria das filas no Warehouse

Seria possível melhorar a performance de armazenagem de um Centro de Distribuição utilizando-se a Teoria das Filas?

Antes de mais nada, é importante relembrarmos o que é a Teoria das Filas ou, mais especificamente, a Lei de Little, criada no início da década de 1960, por John Dutton Conant Little, professor do MIT e mundialmente reconhecido pelos resultados obtidos com o uso de modelagem matemática como suporte para tomada de decisão em sistemas complexos, também conhecida como “Pesquisa Operacional”.

A Lei de Little mostra a relação entre a média de itens em um sistema (representada pela letra “L”), a média de chegada ou recebimento de novos itens (representada pela letra grega Lambda “λ”) e o tempo de espera ou processamento do sistema (representado pela letra “W”). Assim, temos a seguinte equação: L = λ . W

A Lei de Little nos ajuda a entender que, nas atividades de um Centro de Distribuição, especialmente quando os recursos são limitados, as suas operações podem ser modeladas, de forma a mostrar a relação entre o número de itens entrantes (processo de recebimento) e o tempo dispendido para a conclusão de uma tarefa específica e sua manutenção no estoque (conferência e armazenagem), até torná-lo disponível para despacho (atendimento do pedido e expedição).

Isso contribui de forma decisiva para a tomada de ações que visem a eliminação de gargalos em qualquer etapa do processo, com objetivo de estabilizar as taxas médias de processamento, complementada pela agilidade proporcionada na obtenção de informações importantes, que ajudam a medir, por exemplo, a sua produtividade operacional.

Se aprofundarmos ainda mais a análise, poderemos determinar a capacidade de processamento do Centro de Distribuição e constatar a performance no planejamento de reposição, através da medição do inventário médio e do giro dos estoques.

O que torna a Lei de Little tão interessante, é a ampla gama de aplicação em operações com frequências de recebimentos e tempos de processamento muito distintas para cada cliente/item, podendo ser empregada somente a um único item ou a uma família toda de itens e, até mesmo, para o centro de distribuição, na sua totalidade ou em suas etapas operacionais.

Se refletirmos a respeito da relação entre movimentação X tempos de processamento X custos operacionais, podemos rapidamente identificar como a aplicabilidade da Lei de Little pode ser útil nas operações de um Centro de Distribuição.

A aplicação de modelos como esse deve ser incentivado em todos os níveis, porém há de se levar em conta que a medição deve ser feita em unidades consistentes, ou seja, possíveis de serem mensuradas.

Até a próxima!

Hernani Roscito Hernani Roscito

Hernani José Roscito

Sócio-Proprietário da MENDES DE ALMEIDA & ROSCITO CONSULTORIA

Consultoria especializada em projetos de Supply Chain

hernani.roscito@marconsultoria.com.br

www.marconsultoria.com.br

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