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Conteúdo 21 de novembro de 2018

A importância das previsões em supply chain management

A previsão ou estimativa é uma ciência imperfeita e repleta de variáveis que podem levar a falhas ou acertos. E isso é normal. Caso contrário não se chamaria previsão ou estimativa. Concorda?
Mas apesar disso, prever e estimar é uma necessidade para a maior parte das organizações, independentemente de seus tamanhos. E tal afirmação passa a ser ainda mais verdadeira quando tocamos no tema da cadeia de abastecimento ou “supply chain management”. A previsão adequada apoia a organização para que venha a ter a quantidade de recursos necessários para satisfazer a demanda. Os analistas de negócios ou de planejamento lançam mãos de aplicativos de gerenciamento da cadeia para prever a demanda com semanas e meses de antecedência.
Normalmente as previsões nascem nos departamentos de vendas e marketing, com importantes contribuições de demais áreas, e visam projetar o futuro da organização. Projetar essa demanda influencia em todos os aspectos organizacionais. E não se limita apenas ao contexto de alocação de produtos nas linhas de produção ou suprimento de insumos básicos para evitar rupturas ou excesso de estoques. Entender a demanda e prevê-la, leva ao redimensionamento das capacidades (ou não) de equipamentos produtivos, fábricas, transportes, armazenagem e pessoas. Tanto redução como aumento. Os dois tipos principais de previsões são os conhecidos qualitativos e quantitativos. A previsão baseada na abordagem qualitativa leva em consideração o modelo empírico baseado na experiência de pessoas e outras fontes para projetar o futuro. Já o modelo quantitativo se apoia em dados históricos para prever o futuro. Na vida prática, a combinação dos métodos é utilizada com frequência. Quanto mais precisão se obtém nas projeções maior é a contribuição para os negócios da empresa.

Gestão da Cadeia de Abastecimento
Atender a demanda dos clientes e solicitar os insumos necessários, com base nas estimativas, requer um grau de evolução importante nas organizações e via de regra existem problemas enormes para fazê-lo. Uma previsão superestimada da demanda eleva os estoques, aumentando os custos de capital. Por outro lado, trabalhar com demandas abaixo dos patamares consumidos pelo mercado significa que muitos clientes importantes não terão os níveis de serviço adequados no recebimento dos produtos, em suas quantidades e prazos. Aí entra a importância da boa gestão da cadeia de abastecimento. Administrar a cadeia é o processo pelo qual uma empresa assegura que terá o necessário para atender a demanda, mesmo que considere as seguranças intrínsecas ao processo, como níveis de estoque para atender possíveis flutuações e prazos de entrega. Esta administração passa por planejar, executar, controlar e monitorar as atividades operacionais. Entre os objetivos está a estratégia da competitividade, onde se sincroniza o suprimento com a demanda, mantém se o nível adequado de capital de trabalho (estoques), medindo o desempenho da cadeia em suas partes e no todo.

Estimativas
Prever a demanda, exigem atividades extremamente ordenadas. Muitas empresas, dependendo do porte mantém equipes dedicadas para tal finalidade. Grandes empresas lançam mão de ferramentas complexas com algoritmos avançados para apoiar no desenvolvimento das previsões. Porém mesmo assim continuam tendo as suas vulnerabilidades. Empresas de médio e pequeno portes devem usar técnicas de previsões, mesmo que estas técnicas sejam simples. O fato de projetar, mesmo sujeito às intempéries de mercado e seus erros, ajuda sobremaneira a nortear o caminho a seguir. Seja logicamente realista.

Estoques altos
Caso a organização superestime a demanda, ela pode acabar com mais estoque do que realmente necessita. Este fator leva a um aumento do capital de trabalho e os custos de armazenamento se elevam em todos os sentidos: custos adicionais dos insumos, manuseio, armazenagem, transporte, pessoas, entre outros. Caso a empresa seja de alimentos ou remédios, por exemplo, que são bens perecíveis, pode se incorrer numa perda por obsolescência e vencimento dos materiais comprados ou mesmo já fabricados, porém sem demanda. Muitas vezes, o mercado pratica a venda dos produtos já fabricados com desconto, reduzindo a lucratividade da organização.

Estoques baixos
Por outro lado, a empresa pode ter a grata surpresa de receber pedidos aos montes, mas cuja demanda não estava prevista. Como dizia, um grande amigo: “este é um problema muito bom de se ter!”. Sem dúvidas. Mas pode não ser tão positivo assim se não houve um planejamento adequado para a aquisição e a organização pode terminar com uma quantidade de estoques abaixo do necessário e, portanto, impossível de atender a demanda. Comprar materiais urgentes para atender à equação na última hora pode elevar os preços dos insumos e dos fretes, o que novamente pode afetar as margens da empresa, caso não possa majorar seus preços.

Satisfação dos clientes
Para manter os clientes satisfeitos é necessário fornecer os produtos que querem, quando querem e no preço justo. Fazer previsões nos negócios é uma vantagem que ajuda a prever a demanda do produto para que o mesmo esteja disponível para atender pedidos de clientes dentro das métricas e dos prazos estabelecidos., no tempo.
A importância da previsão de demanda é mais relevante quando se produz para estoque, efetua-se montagem contra um pedido ou solicitação ou mesmo dentro de uma filosofia Just-in-Time, trabalhando em um modelo híbrido.

Tecnologia
Aplicativos de gestão da cadeia de abastecimento podem apoiar o processo de estimativas e atendimento ao cliente em tempo real, sincronizando o ciclo de demanda, suprimento, produção e distribuição. Existem muitos no mercado!

Palavras finais
Não se esqueça de que as previsões ou estimativas são processos e, portanto, não são perfeitas. Não espere que sua previsão seja 100% exata, principalmente em um primeiro momento. Quanto mais próximo do evento, maior é a tendência do acerto. O importante é planejar. E não se esqueça do elemento sazonalidade que pode influenciar a demanda de seu produto ao longo da cadeia: seja na demanda ou nos insumos que lhe são importantes.

Que a força esteja contigo!

Paulo Roberto Bertaglia Paulo Roberto Bertaglia
  • Fundador e Diretor Executivo da Berthas, atuou nas empresas: IBM, Unilever, Hewlett-Packard e Oracle. Ao longo da carreira tem se especializado nas áreas de Supply Chain Management, Gestão estratégica de Negócios, Liderança, Vendas e Terceirização de Serviços. Professor de pós-graduação em Logística, Gestão Estratégica de Negócios e Tecnologia da Informação.
  • Autor de vários livros entre eles Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento – Editora Saraiva, 3ª edição – 2016
  • Realiza palestras de temas estratégicos, cadeia de abastecimento e liderança empresarial para empresas e instituições educacionais
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