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Conteúdo 27 de fevereiro de 2019

O equilíbrio profissional de cada dia

Os profissionais que ingressam na área de logística, como em outros segmentos de mercado, pensam sempre no sucesso profissional com um bom salário e com qualidade de vida. Embora o mercado atualmente não nos dê muitas opções profissionais que sejam condizentes com nossas aptidões, sim, é possível ser feliz com as execuções de seus planos “B” e “C” sem que seu emprego se torne “o poço de frustrações” que muitos temem por não estarem na atividade que gostariam.

O pensamento de que eu não teria tantos problemas se eu estivesse fazendo o que realmente gosto, é pura ilusão. Sim, há problemas em qualquer área e são eles a mais autêntica forma de revelar talentos, de impulsionar carreiras, de ascender profissionalmente e também contribuir significativamente com nossa evolução como pessoa.

Atualmente, pode-se dizer que o que temos de mais explosivo no meio profissional seja essa combinação de não ser feliz com o emprego e a forma de encarar os problemas, os medos e as dificuldades. O resultado disso são profissionais inertes e pessoas frustradas.

Há muito se implantou no meio profissional o que se acredita hoje ser uma das piores formas de gerenciar uma carreira: “A separação do pessoal e do profissional”. Sem dúvidas, trata-se da mais absoluta desumanização quando se pensa em não misturar vida pessoal com vida profissional. Ora, o que é um profissional hoje senão um ser humano carregado de experiências e de sentimentos que o conduzem? Não misturar esses dois lados é impossível, pois ambos moram na mesma casa. O que pode trazer equilíbrio para essa relação, muitas vezes conturbada, é a assimilação do ambiente: meu trabalho é mais importante quando estou no trabalho e minha casa é mais importante quando estou em casa. Contudo, que “exceções momentâneas” sejam permitidas em prol de um equilíbrio e da intensidade vigorosa em se viver bem cada coisa, em cada momento.

Não há como não repetir o que já foi dito anteriormente que muitos estão se tornado “bons profissionais” antes de serem boas pessoas. Isso vem trazendo muito perigo para ambos os lados que, de um se vê um profissional extremamente competitivo com uma substancial dificuldade em administrar sentimentos, e de outro, pessoas que colocam sentimentos acima do profissionalismo, fugindo de um equilíbrio necessário, onde a ausência deste mesmo equilíbrio é rapidamente percebida pelo mercado, que pune quase de imediato.

O rumo que demos à vida nas últimas duas décadas, principalmente, com toda a correria, estresses, competitividade, má alimentação e todos os “furacões de sentimentos à flor da pele” evocam nossas vulnerabilidades também percebidas e punidas pelo mundo moderno. Não seria nenhum exagero dizer que a palavra “equilíbrio” hoje é a mais perseguida, no sentido de adquiri-la para si e no sentido de destruí-la no outro. É ela que passa pela regência de qualquer contexto existencial, em qualquer campo que se possa imaginar.

Essas conclusões as tenho percebido em vários anos de profissão na logística nos quais a lida com clientes, internos e externos, e a lida no próprio setor de trabalho com os colegas revelaram mudanças significativas na percepção do humor, do pensar e do agir de cada um. Ao mesmo tempo em que se investiu num atendimento mais humanizado, aumentaram as respostas arrogantes e os comportamentos inadequados de ambos os lados. Ao mesmo tempo em que vem sendo pregada a paciência cautelar, vem diminuindo o “pavio” de muitas pessoas que não recusam uma fagulha para acendê-lo.

Poderia citar inúmeras profissões em que a falta deste equilíbrio age diretamente nas tomadas de decisões, mas focando na Logística, percebemos ainda a continuidade das consequências desde seu ponto de origem até o final da cadeia. Feito um rio que corre para sua foz, podemos sim, ser decisivos quanto à transparência de suas águas e ter controle sobre a turbulência com que desaguam. Afinal, por que piorar as coisas se seu barco navega nessas águas?

Marcos Aurélio da Costa Marcos Aurélio da Costa

Foi coordenador de Logística na Têxtil COTECE S.A.; Responsável pela Distribuição Logística Norte/Nordeste da Ipiranga Asfaltos; hoje é Consultor na CAP Logística em Asfaltos e Pavimentos (em SP) que, dentre outras atividades, faz pesquisa mercadológica e mapeamento de demanda no Nordeste para grande empresa do ramo; ministra palestras sobre Logística e Mercado de Trabalho.

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