Facebook Twitter Linkedin
Conteúdo 9 de janeiro de 2018

Porque empilhadeiras podem se transformar em máquinas de triturar papel (moeda)

Sim, é isso mesmo! Empilhadeiras, quando mal geridas, podem se transformar em verdadeiras máquinas de rasgar dinheiro.
Tudo começa com projetos de armazéns ou de movimentação de materiais, que quase nunca levam em consideração o dimensionamento do equipamento e nem tampouco a quantidade ou o mix correto de tipos e modelos.
Distâncias a serem percorridas, quantidade de operações a serem realizadas por hora ou período, melhor relação entre velocidade de deslocamento versus elevação/descida dos garfos, pesos e dimensões dos materiais a serem transportados, capacidades residuais, largura de corredores, quantidade de baterias sobressalentes (no caso das elétricas) e muitas outras variáveis às vezes nem passam pela cabeça na hora da decisão pelo equipamento mais adequado.
Além disso, outro item de fundamental importância é o tipo e a qualidade do piso, especialmente em projetos VNA (Very Narrow Aisle ou corredores muito estreitos), que não dá para discorrer paralelamente aqui neste espaço, por se tratar de um tema específico e muito extenso.
Muitos se esquecem que, na sua grande maioria, empilhadeiras têm alta durabilidade, à medida que se faça uma boa e regular manutenção. Dimensionar mal de início, portanto, significa ter um problema por longo tempo.
Some-se a isso, os problemas gerados pelos operadores e, aqui, me refiro à imprudência, descaso, inaptidão e, em especial, falta de treinamento e reciclagem. Com relação a este tópico, basta consultar os diversos filmes disponíveis na Internet. Eu mesmo tive a oportunidade de testemunhar vários, pessoalmente, e não foram poucos…
Tudo se agrava, à medida do tamanho da frota!
Qual é, então, o caminho a ser percorrido, para que se tenha o máximo de resultado, para uma geração real de valor ao negócio e à operação?
De forma muito sucinta, considero que os passos a seguir são fundamentais para o sucesso em novos projetos: Primeiramente, ter o entendimento correto e detalhado das operações, conhecendo os seus volumes, suas frequências, suas sazonalidades, os tipos de produtos, os tipos de equipamento de armazenagem, layouts, a quantidade de turnos e muitas (muitas!) outras variáveis e quantificações das atividades.
Posteriormente, dimensionar as quantidades de máquinas por tipo e modelo a serem aplicadas na solução. Isto, já dá um a ideia clara de quais fornecedores poderão ser considerados no processo de qualificação, que será o terceiro passo.
Para essa qualificação, deve-se desenvolver um extenso questionário técnico para cada tipo de máquina, que permita avaliar a empresa e os equipamentos, considerando-se o maior número possível de informações específicas, valores, condições comerciais de fornecimento e respectivos planos de manutenção.
Complementando, acredito firmemente também, que pensar em tecnologia e definir indicadores confiáveis são a base para uma boa gestão, tanto para novos projetos quanto para um parque de equipamentos já instalado. Falo especificamente da análise de eficiência, através de telemetria e uso de algoritmos para análises, tomadas de decisão e ajustes operacionais.
Veja quanta coisa se pode medir com o uso da tecnologia: disponibilidade de equipamentos, nível de utilização e concentração por períodos, definição da quantidade de operadores por máquina/turno, rastreamento de rotas, estabelecimento de “cercas” eletrônicas, excesso de velocidade, alta rpm, impactos, manutenções, recarga de baterias, atendimento aos planos de manutenção e uma extensa gama de outras variáveis.
Projetos bem dimensionados e aplicação adequada de tecnologia é que contribuirão para a redução de custos, aumento da eficiência e a concomitante redução de perdas pela má utilização dos equipamentos.
Dessa forma, tenho certeza que as suas empilhadeiras passarão a gerar dinheiro e não mais a rasgá-los.
Até a próxima!

Hernani Roscito Hernani Roscito

Hernani José Roscito

Sócio-Proprietário da MENDES DE ALMEIDA & ROSCITO CONSULTORIA

Consultoria especializada em projetos de Supply Chain

hernani.roscito@marconsultoria.com.br

www.marconsultoria.com.br

Assine a Revista Logweb Paletrans Alphaquip Toyota Retrak Logweb

Portal Logweb – A logística se atualiza aqui

Faça como milhares de profissionais e se cadastre em nossa newsletter


Mais lida da Logweb
DHL utiliza carros elétricos para distribuição de produtos no Brasil
leia também