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Condomínio logístico 27 de agosto de 2019

Com economia aquecida, Itajaí (SC) atrai grandes empresas para condomínios logísticos

Se a maioria dos estados brasileiros vive na expectativa de uma melhora expressiva na economia, Santa Catarina não tem muito do que reclamar. O estado cresceu 8,07% no período de janeiro a setembro de 2018 se comparado ao mesmo período em 2017, o que mostra que a economia de SC foi uma das primeiras do país a voltar ao ritmo de atividade de 2014, antes da recessão. Os dados são do Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (Iper-SC), apurado pela Federação das Associações Empresariais (Facisc). Das 12 regiões de SC incluídas na pesquisa, a que mais puxou a alta em relação ao período foi o Vale do Itajaí, com 11,86%. Segundo a pesquisa, o crescimento maior da região está sendo impulsionado pelas atividades logísticas e pela indústria.

O bom desempenho do segmento logístico aparece na ocupação dos empreendimentos e na demanda por novas unidades. O complexo Mega Itajaí, da Capital Realty, desenvolvedora e administradora de ativos imobiliários finalizou no mês passado uma ampliação de mais 30 mil m² totalizando cerca de 84 mil m² no condomínio já existente. O investimento para essa ampliação foi de aproximadamente R$ 60 milhões.

Ambev chega ao Mega Itajaí

A área ampliada, porém, já tem dono. A Ambev instalou um centro de distribuição no MEGA Itajaí e conta com 31,4 mil metros quadrados. As operações devem começar no final deste ano. O espaço ficará responsável pelo abastecimento de centros de distribuições da região de Santa Catarina, parte do Paraná e Rio Grande do Sul. O projeto foi iniciado em outubro de 2018 e a Capital Realty fechou contrato de pré-locação com a Ambev em maio deste ano.

Demanda

A expansão atende à necessidade urgente de condomínios classe A, como o Mega, apresentada pelo mercado de Itajaí. O complexo é referência em armazéns para operações logísticas, operações de exportação de carga congelada e também de importações de carga seca, além de atender redes varejistas que abastecem Santa Catarina e outros estados brasileiros. De Itajaí, os produtos são distribuídos para todo o Brasil, utilizando a malha rodoviária do país.

De acordo com Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty, a diversidade da indústria catarinense e os incentivos fiscais oferecidos pelo estado atraem empresários e fortalecem a economia. “Em Itajaí, por exemplo, as operações de diversas empresas são facilitadas pela malha viária, principalmente pelas BRs 101 e 470, e as rodovias estaduais, como Antônio Heil e Jorge Lacerda. Posicionado entre os maiores exportadores do país, o estado catarinense possui forte estrutura portuária, por onde escoa grande parte da produção nacional, com destaque para os portos de Itajaí e Navegantes, seguidos de São Francisco do Sul, Imbituba e Itapoá”, diz.

Crescendo

Há alguns anos o PIB de SC figura entre os de melhor desempenho do país. De acordo com um estudo feito pela consultoria Urban Systems, das cem cidades consideradas as melhores para se fazer negócios no Brasil, nove são de Santa Catarina: Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Blumenau, Joinville, Chapecó, Criciúma e São José. A capital catarinense figura entre as dez melhores, à frente de outras capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Mais emprego

A retomada da economia catarinense também tem se refletido na geração de empregos. Entre janeiro e abril deste ano o saldo de vagas na indústria da transformação brasileira, que é resultado da diferença entre admissões e demissões, foi de 87.127 vagas. Desse total, 30.031 empregos foram gerados somente em Santa Catarina. Os números são do Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

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