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Investimento 1 de março de 2019

Gerdau vira a chave e vai investir R$ 7 bilhões

A Gerdau anunciou que vai investir R$ 7,1 bilhões no triênio de 2019 a 2021. Ao detalhar o plano de investimentos, o presidente da siderúrgica, Gustavo Werneck, disse que os desembolsos para este ano estão estimados em R$ 2,21 bilhões, subindo a R$ 2,49 bilhões em 2020 e a R$ 2,44 bilhões em 2021. O valor previsto para este ano embute importante alta em relação a 2018, quando os desembolsos ficaram em R$ 1,2 bilhão.

Os aportes serão direcionados para manutenção geral, manutenção da usina de Ouro Branco (MG) e atualização tecnológica. Em junho, a Gerdau dará início à parada programada no alto-forno 1 da usina e, em 2020 e 2021, serão feitas reformas graduais. “A gente acredita que a parada está sendo feita no momento certo, à medida que a retomada do mercado interno ainda está acontecendo”, afirmou Werneck.

Parte expressiva dos investimentos até 2021 será alocada nos Estados Unidos e no Canadá, com vistas a melhorar o desempenho e atualizar tecnologicamente as usinas de perfis estruturais. A adição de capacidade em laminados será da ordem de 530 mil toneladas. A empresa destinará R$ 800 milhões para ampliar a produção de aços especiais em Pindamonhangaba (SP) e Monroe, EUA, e R$ 380 milhões para elevar a produção de bobinas a quente no Brasil – mais 230 mil toneladas.

Werneck informou também que a Gerdau investirá R$ 300 milhões para desativação completa da barragem dos Alemães, em Ouro Preto (MG), e implantação de solução de empilhamento a seco dos rejeitos da extração de minério de ferro. Os recursos irão também para a busca de outras tecnologias de segurança para essa barragem, a maior da companhia. O minério extraído pela empresa supre os altos-fornos da usina de Ouro Branco.

“Estamos no momento de definição de tecnologia e equipamentos. Assim que essas questões forem definidas, vamos iniciar a solução de empilhamento a seco”, disse Werneck, acrescentando que a barragem está estável e segue normas estaduais e federais. A grande parte da produção de aço da Gerdau é feita à base de sucata. “Apenas 15% do processamento de minério requer uso de barragem”, acrescentou. A Gerdau tem uma barragem desativada desde 2011, totalmente seca, disse Werneck.

A Gerdau concluiu seu plano de desinvestimentos que somou mais de R$ 7 bilhões em quatro anos. O programa e o melhor Ebitda em dez anos, de R$ 6,7 bilhões, levaram à redução da alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebtida de três vezes, no fim de 2017, para 1,7 vez em 31 de dezembro. A Gerdau tem como meta de alavancagem máxima, no longo prazo, entre uma vez e uma vez e meia. A dívida bruta máxima definida pelo conselho de administração é de R$ 12 bilhões, ante R$ 14,9 bilhões no fim de dezembro.

No quarto trimestre, a Gerdau obteve lucro líquido de R$ 389,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,3 bilhão do mesmo período de 2017. A receita líquida cresceu 11%, para R$ 10,9 bilhões, houve melhoras nas despesas com vendas, gerais e administrativas, alta de 2,4 vezes em outras receita operacionais, menores perdas em ativos mantidos para venda e a não incidência de perdas pela não recuperabilidade de ativos, que em 2017 chegou a R$ 1,1 bilhão.

A previsão para 2019 é de crescimento de 6% a 7% no mercado doméstico. Sobre preços do aço no país, o executivo ressaltou que, apesar de não comentar sua política, a forte alta internacional levou os prêmios de importação a zero ou até mesmo negativo. “É com esse prêmio que a Gerdau espera evoluir nos próximos meses, retornando a patamares históricos”.

Fonte: Valor

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