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Conteúdo 16 de julho de 2008

Libra quer integrar estudos do projeto Barnabé-Bagres

O Grupo Libra, arrendatária de dois terminais no Porto de Santos, quer participar da elaboração dos estudos de viabilidade do projeto Barnabé-Bagres, que irá mais que duplicar a capacidade operacional do complexo. A empresa vai pleitear sua participação nos levantamentos seja junto à Santos Brasil, operadora autorizada pela Secretaria Especial de Portos (SEP) a adiantar as análises, ou de forma independente.

A operadora portuária do T-35 e do T-37 vai se valer de uma das argumentações dadas pela Codesp e pela SEP quando fechou o acordo com a Santos Brasil. Na época, o ministro Pedro Brito disse que qualquer empresa interessada nos estudos teriam "as portas abertas".

Em entrevista a A Tribuna, o presidente da Libra em Santos, Gustavo Pecly, disse que o interesse pode resultar ou não em um projeto conjunto com a Santos Brasil. "O ideal seria que fosse um estudo único. Se não for junto com a Santos Brasil, será junto com outras empresas", garantiu.

O executivo informou que, assim como a Libra, outras empresas têm interesse no projeto e, portanto, pode haver parceria em um segundo estudo. "Neste caso, a Codesp e a SEP terão nas mãos duas alternativas, eventualmente convergentes (uma da Santos Brasil e outra liderada pelo Grupo Libra). O tempo é que vai dizer como essa questão vai se desdobrar", destacou Pecly.

Com o início do processo de revitalização das áreas do Porto de Santos na Margem Esquerda (Guarujá), hoje ocupadas pelos núcleos habitacionais de Prainha e Conceiçãozinha, fica evidente que a Libra deseja chegar, por meio defuturos processos licitatórios, a esses espaços.

Segundo Pecly, o Grupo Libra ­ que vive um período de transição na presidência ­, "como investidor em porto, analisa todos os processos e projetos". "A gente participou de todos (os processos licitatórios em portos) nos últimos anos. Não ganhamos todos, não é possível ganhar todos. Mas participamos".

TEVAL

Considerado o grande investi- mento da empresa no momento, o Terminal Retroportuário do Valongo (Teval) está passando por uma reforma geral. Segundo Pecly, o projeto como um todo custará R$ 97,5 milhões, dos quais um terço serão investidos neste ano. Atualmente, o Teval está passando por uma intervenção que viabilizará a circulação de máquinas. O piso, por exemplo, está sendo remodelado, devido à intensa atividade prevista.

O grande foco do Teval será a atividade ferroviária. "Queremos que isso cresça. Que seja uma área em que as operadoras ferroviárias possam acessar com seus trens diários e dentro de um ambiente de racionalização de custos logísticos".

A principal vantagem que a instalação desse terminal trará ao cais santista, na visão do executivo, é o "desafogo" da Margem Direita do porto. "O objetivo é estimular o uso ferroviário. Para determinadas cargas, esse modal é muito conveniente, pelo valor, pelo risco de transitar em rodovia".

Pecly explicou que a navegação de cabotagem também será compreendida no projeto, o que deve deixar realmente o modal rodoviário em último plano. "A Log-In (armadora) tem interesse em utilizar o Teval com fonte ou como destino das cargas que ela transporta para o navio. Por isso, acho que o Teval tem na cabotagem um braço importante da sua viabilização econômica".

Para o presidente da Libra, uma das vantagens para a utilização da navegação de cabotagem no local é que as cargas que chegam pelo mar não têm restrições aduaneiras.

 

Fonte: Revista Portuária

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