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Grupo Santa Joana utiliza sistema de rastreabilidade no padrão GS1

Notícia | 14 de Fevereiro de 2012


E m busca de tecnologias que minimizem os riscos aos pacientes que utilizam os hospitais da rede, o Grupo Santa Joana (Fone: 11 5080.6000) passou a utilizar, há dois anos, o GS1 DataMatrix para rastrear os medicamentos. Trata-se de um código bidimensional de conteúdo variável que possui uma grande capacidade de armazenamento de dados, podendo ser impresso em tamanhos minúsculos e, ainda, manter a capacidade de leitura e armazenamento. Com essa grande capacidade, o código carreia as informações de lote e validade, dados indispensáveis para a área da saúde, além das informações necessárias para identificar o produto e o fabricante. O sistema já está sendo usado no Hospital e Maternidade Santa Joana e na Maternidade Pro Matre Paulista.

A rastreabilidade dos produtos através da leitura dos códigos DataMatrix ainda é pouco utilizada pelos hospitais no Brasil, devido à necessidade de atualização de hardware e software.

De acordo com Ana Paola Negretto, coordenadora de farmácias do Grupo Santa Joana, o processo de rastreabilidade recebeu maior segurança por meio da automação. “Com a leitura do código GS1 DataMatrix, o lote e a validade dos medicamentos são inseridos automaticamente no sistema informatizado do hospital, tornando a informação mais segura”, explica.

A segurança no uso dos medicamentos é uma disciplina extensa com processo iniciado na aquisição de produtos de fornecedores homologados e a autenticidade dos mesmos é uma preocupação constante. Como afirma Ana Paola, a rastreabilidade não ocorre apenas das portas do hospital para dentro, ela é iniciada na produção da matéria-prima. Todos os dias os farmacêuticos do grupo monitoram as informações de recolhimento de produtos e roubo de cargas. Essas informações são cruzadas com os lotes adquiridos pelo Grupo Santa Joana e, havendo a necessidade, é possível localizar cada unidade de medicamento. O lote inserido corretamente no sistema de rastreabilidade permite que esse processo seja realizado. “A leitura visual de um lote é bastante difícil, não só por ser um código alfanumérico, onde um 'A' pode ser confundido com um '4', um '8' com um 'B', mas, também, por estar impresso de forma muitas vezes ilegível na embalagem secundária ou primária do medicamento. Com a leitura do código DataMatrix, a etapa de digitação de lote e validade de um medicamento foi eliminada e a etapa de unitarização dos medicamentos, quando o código está impresso na embalagem primária, também. Dessa forma, o processo tornou-se mais ágil e assertivo, garantindo maior segurança no uso do medicamento”, ilustra.

Para um medicamento ser utilizado em um hospital ele deve ser identificado internamente com nome, lote e validade. Esse processo pode ser manual ou automatizado e é totalmente dependente da inserção correta dos dados no sistema informatizado. “Há mais de uma década os farmacêuticos e administradores hospitalares lutam pela identificação dos produtos nas embalagens primárias com lote e validade, para que não haja necessidade de identificação interna”, analisa Ana Paola.

Cada hospital possui um processo interno de reidentificação de cada unidade de medicamento, de comprimidos a ampolas, com nome, lote e validade dos mesmos. Dessa forma, pode-se monitorar comprimido a comprimido dispensado a cada paciente. “O processo manual é inseguro, uma vez que pode ocorrer erro de identificação e um produto pode receber a etiqueta de outro, gerando erros de medicamento, que podem até ser graves. Graças ao avanço da tecnologia, o uso do código GS1 DataMatrix nas embalagens primárias dos medicamentos tornou-se realidade e as etapas de reidentificação dos medicamentos estão sendo eliminadas, conferindo maior segurança no uso dos medicamentos”, continua Ana Paola.

A utilização do GS1 DataMatrix para a rastreabilidade hospitalar deu ao Grupo Santa Joana, em 2011, o Prêmio Automação, na categoria Saúde. Em sua 14ª edição, o prêmio anual homenageia as empresas que se destacaram no setor de automação ao longo do ano, por meio de ações conjuntas com a GS1.

“O Prêmio Automação para o Grupo é o reconhecimento do trabalho que desenvolvemos. Há mais de décadas buscamos alternativas para minimizar os riscos inerentes ao processo de recebimento, unitarização e dispensação de medicamentos. Ao percebermos no código GS1 DataMatrix essa oportunidade, o Grupo Santa Joana não hesitou em implementar o uso do código, atualizando seus processos e fomentando junto à indústria e outros hospitais a impressão e o uso do código. Por isso, receber essa premiação nos traz grande satisfação e orgulho”, finaliza. 

 

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