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Alimentos e Bebidas Ed. 124 - Uma logística marcada por alto giro dos estoques e fluxo de movimentação intenso

Notícia | 09 de Junho de 2012


Os setores alimentício e de bebidas têm a diferença do consumo imediato. E operam com cargas perecíveis, na maioria das vezes, que exigem controle rígido, seja de temperatura ou de validade, requerendo, por outro lado, uma logística rápida e eficiente.

A logística dos setores de alimentos e bebidas requer capacidade operacional e processos estruturados para movimentação, armazenagem e gestão de grandes volumes de mercadorias, com aporte de tecnologia e know-how operacional para entrega de níveis de serviços cada vez mais altos, com indicadores de desempenhos em várias fases da operação.

“Diferente de outros segmentos, onde as operações são mais seletivas, muitas vezes com volumes mais baixos e valores agregados mais altos, nos segmentos de alimentos e bebidas são necessários infraestrutura, equipamentos, tecnologia e sistemas de controle para movimentação em massa e grande escala, com relação custo x serviços muito equilibrada. Estes setores caracterizam-se, também, por um mercado bastante segmentado no tocante à distribuição, marcado por grandes players com níveis crescentes de exigência de performance e qualificação dos operadores.”

Com esta análise sobre as diferenças na logística nos setores de alimentos e bebidas em relação à de outros segmentos, Agapito Pereira dos Anjos, diretor executivo da Stock Tech (Fone: 41 3525.8228), inicia esta matéria especial sobre estes dois importantes setores da nossa economia e que, por suas características, requerem cuidados especiais.

“Nos segmentos de alimentos e bebidas, o alto volume é característica predominante, assim como o giro dos estoques e o fluxo de movimentação bastante intenso, fatores atrelados a uma sazonalidade acentuada em determinados períodos do ano”, acrescenta Jalaertem S. Campos Junior, diretor de desenvolvimento de novos negócios da AGV Logística (Fone: 19 3876.9000), também apontando as diferenças logísticas.

Já para Ricardo Molitzas, diretor de operações logísticas da Santos Brasil (Fone: 11 4393.4913), – a nova razão social da empresa na área de logística (antiga Mesquita) é Nova Logística –, os setores de alimentos e bebidas têm a diferença do consumo imediato, ou seja, são cargas, na maioria, perecíveis e que exigem controle rígido, seja de temperatura, seja de validade, requerendo, assim, uma logística rápida e eficiente, como também procedimentos aduaneiros diferenciados, nos casos de alimentos e bebidas importadas.

Renato Taveira, gerente geral da Atlas Logística (Fone: 11 4133.3500), também faz sua análise, primeiramente destacando que, em relação às operações de armazenagem de alimentos e bebidas, estas requerem a gestão dos estoques através do controle de lote e validade dos produtos, com base no critério de FEFO (First-Expire, First Out – Primeiro que vence é o primeiro que sai) na separação dos produtos, o que difere da maioria de outros segmentos, onde o controle dos estoques é realizado através do FIFO (First-In, First-Out – Primeiro que entra é o primeiro que sai).

“Há casos, também, em que os setores de alimentos e bebidas não seguem o critério do FEFO, quando determinados clientes, normalmente grandes redes varejistas, exigem que seja fornecido o produto com o lote mais novo, ou seja, que tenha o prazo de validade mais distante, o que ocorre também nos casos de exportação desses produtos”, diz Taveira.

O gerente geral da Atlas Logística aponta, ainda, outra característica peculiar destes segmentos: o rápido giro de estoque dos produtos, sendo que, muitas vezes, os produtos recebidos no estoque não chegam a passar pelo processo de armazenagem, que são as chamadas operações de cross-docking, para diminuir o tempo das operações.

Sobre o transporte e a distribuição de alimentos – ainda de acordo com Taveira –, o desafio está no lead time de entrega. Por serem produtos perecíveis e de rápido giro, a distribuição requer prazos de entrega agressivos e elevada performance no seu cumprimento.

Rosane Maciel da Maia, analista comercial da Cooperativa dos Transportadores do Vale – Cootravale (Fone: 47 3404.7000), faz sua análise dos segmentos com base nas operações de transporte, revelando que elas são complexas: para cargas refrigeradas e congeladas é indispensável o controle e monitoramento da mercadoria; já em relação a cargas secas, os cuidados com manuseio, acomodação e prazo de vencimento diferenciam-se de outros setores – em ambas as situações podem ocorrer entregas fracionadas e distribuição.

“Estes setores são caracterizados por uma logística de alto giro, baixo valor agregado na maior parte das vezes e alto risco de avaria”, acrescenta Camila Testa, do setor de marketing do Grupo TPC (Fone: 11 3572.1700), complementada por Rodrigo Bacelar, gerente de desenvolvimento comercial e marketing da ID Logistics (Fone: 11 3809.3416), para quem as diferenças nestes setores passam pelas sazonalidades, cuidados de manuseios e muito dinamismo, devido às mudanças constantes de estratégias. “Ainda é preciso considerar a intensa fiscalização de órgãos como a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a perecividade dos produtos destes segmentos”, aponta Felippi Perez, diretor comercial da Keepers Logística ATS (Fone: 11 4151.9030).

Luiz Beraldo, Airfreight Perishable Manager Brazil, e Rogério S. e Nascimento, Reefer Development Manager, da Kuehne + Nagel Serviços Logísticos e Eichenberg (Fone: 11 3037.3300), destacam que a maior diferença, principalmente em relação aos alimentos, está na urgência das entregas, devido à característica sensível do produto transportado. Muitas vezes – lembram eles – esses alimentos contam com prazos de validade curtos ou não podem ficar sujeitos a variações de temperatura que possam comprometer sua integridade. Em grande parte destes setores, os produtos são transportados sob temperatura controlada e, por isso, demandam mão-de-obra, equipamentos e procedimentos específicos para as operações. “Apesar da busca constante pela redução de custos, as empresas estão buscando novas tecnologias que proporcionam um acompanhamento da variação da temperatura e embalagens diferenciadas para garantir a integridade da mercadoria e do meio de transporte”, completam Beraldo e Nascimento.

Já a lista de diferenciais da logística destes dois setores em relação à dos outros feita por Raul R. Maudonnet, diretor de vendas da Transportadora Americana (Fone: 19 2108.9000), é mais longa. Ela inclui: setores apresentam um volume de carga crescente com uma ampla diversificação de produtos, apresentando uma distribuição através de três canais básicos – distribuição tradicional, incluindo o atacado e as lojas de varejo; venda direta, evolução do conceito de vendas domiciliares; e franquia, lojas especializadas e personalizadas –; projetos logísticos (desenvolvimento de embalagens por exemplo); montagem de kits e embalagens promocionais; e logística reversa.

EXIGÊNCIAS
Pelas características próprias da logística que envolve os setores de alimentos e bebidas apresentadas, fica fácil perceber que eles também requerem várias exigências.

Por exemplo: controle de pragas; manual de boas práticas; certificado da COVISA – Coordenação de Vigilância em Saúde; Licença ANVISA; operação eficaz, com sistema integrado de gerenciamento e monitoramento; cuidados específicos no prazo de entrega, manuseio, higiene, controle de datas e de temperatura e acomodação da carga; qualidade em todos os processos; controle com sistema WMS; controle por FEFO e lote; especialização, já que muitos produtos demandam controle de qualidade, temperatura e manuseio; controle de lotes de fabricação, data de validade, data de fabricação, etc.; altos padrões de treinamento de pessoal, incluindo colaboradores da área dos CDS e motoristas/ajudantes; equipamentos modernos de logística; pontualidade nas entregas; planejamento e controle correto nas roteirizações da frota; e armazenagem em locais certificados pelo governo como, por exemplo, o SIF (Serviço de Inspeção Federal).

Pereira dos Anjos, da Stock Tech, lembra que nestes setores é exigida uma grande diversidade de regimes e flexibilidade nas estruturas físicas disponíveis e nos equipamentos utilizados para movimentação e armazenagem. As necessidades de estruturas/áreas de armazenagem vão desde áreas secas, sem controle de temperatura, até áreas congeladas, onde as temperaturas de armazenagem podem chegar a até -30° C, passando por áreas climatizadas e refrigeradas. “Muitas vezes estas estruturas têm de estar disponíveis no mesmo Centro de Distribuição, para propiciar compartilhamento e sinergias de recursos, incluindo o transporte compartilhado com várias temperaturas no mesmo veículo de entrega. É indispensável, também, que as estruturas suportem o crescente nível de exigência de qualidade e segurança alimentar determinados tanto pelas normas legais como pelos programas de qualidade e controle dos clientes, que possuem padrões internacionais não negociáveis e que precisam ser cumpridos.”

Ainda segundo o diretor executivo da Stock Tech, no tocante aos sistemas de gestão de armazenagem, eles devem suportar o gerenciamento de lotes e shelf life muito baixos e com critérios de aplicação e seletividade por cliente que, às vezes, são extremamente críticos e cujo correto controle determina o sucesso ou não da operação como um todo. Controles de garantia para produtos em quarentena e questões de rastreabilidade em toda a cadeia também têm forte impacto, pois trabalhar com alimentos e bebidas implica em uma grande responsabilidade, caso algum lote tenha que ser rastreado para um recall, por exemplo, completa Pereira dos Anjos.

“Estes segmentos exigem bastante foco na acuracidade dos estoques e na entrega dento do prazo previsto no destino, de modo a evitar rupturas nos pontos de varejo, onde os consumidores finais são atendidos. Vale ressaltar que a logística dos setores de alimentos e bebidas está sujeita a regulamentações específicas da ANVISA”, acrescenta Campos Junior, da AGV Logística.

Taveira, da Atlas Logística, é mais enfático, e salienta que para armazenar alimentos e bebidas, assim como para transportá-los e distribuí-los, além do know-how e de infraestrutura que as operações requerem para atendimento às peculiaridades destes segmentos, o Centro de Distribuição deve possuir instalações físicas adequadas quanto aos padrões de higiene e limpeza, em conformidade com as exigências da legislação sanitária, que são reguladas pelas Vigilâncias Sanitárias Municipais (conhecidas como VISA) e pela ANVISA.

Já André Stern, diretor comercial da Conlog – Concórdia Logística (Fone: 49 3441.3333), lembra que o OTIF (On Time In Full), que indica o quanto a carga chegou no tempo certo e completa, é outra grande exigência. A disponibilidade de equipamentos a gestão das equipes e o controle dos demais indicadores de desempenho e metas diárias são exigências constantes e devem ser aprimoradas diariamente, acrescenta.

Nesta questão de exigências, Beraldo e Nascimento, da Kuehne + Nagel e Eichenberg, falam, inicialmente que, além da exigência de mão-de-obra qualificada com expertise no segmento, no caso do transporte marítimo muitas vezes há a necessidade de contêineres refrigerados para as mercadorias perecíveis. “Mas, tanto esses contêineres, quanto os contêineres dry precisam estar de acordo com exigências sanitárias impostas pelos órgãos reguladores para transportar alimentos. Tudo isso no intuito de preservar as características originais da mercadoria, mantendo, assim, seu paladar ao consumidor final.”

Ainda de acordo com os representantes da Kuehne + Nagel e Eichenberg, no transporte aéreo também são utilizados contêineres refrigerados, gelo seco e gel Pack, que protegem a mercadoria durante o processo de armazenagem, desembaraço, trânsito e percurso, sendo que as inspeções sanitárias são executadas na origem e no destino. Porém – alertam – as exigências variam de acordo com o tipo de produto e a rota.

TENDÊNCIAS
Assim como as exigências, também são várias as tendências nestes dois segmentos. Por exemplo, como aponta João Bosco Valle, gerente geral comercial da AGM Logística e Guarda de Documentos (Fone: 21 3043.0500): Operadores Logísticos atenderem, em tempo, as exigências entre o mercado fornecedor e o consumidor, que busca cada vez mais produtos saudáveis com menos conservantes.

Ou, conforme Campos Junior, da AGV Logística: “um controle maior dos estoques com sistemas informatizados, permitindo maior fluxo, controle e redução dos mesmos”.

Além disso, ainda segundo ele, a aplicação de sistemas de rastreabilidade e confirmação de entrega que aperfeiçoem o desempenho nos processos do Operador Logístico são fortes tendências, já que a pontualidade muitas vezes é fator decisivo no momento da venda. O tracking total, desde o momento da criação do pedido até a entrega, também é uma forte tendência dos segmentos, segundo o diretor de desenvolvimento de novos negócios.

“Com o aumento do poder aquisitivo da população e o crescimento populacional brasileiro, as tendências destes segmentos são de forte continuidade de expansão. No setor de alimentos, por exemplo, em 2011, enquanto o PIB brasileiro cresceu 2,7% (fonte: IBGE), o setor cresceu 5,9% (fonte: ABIA – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação). Para continuar absorvendo este crescimento, os Operadores Logísticos precisam ampliar a disponibilização de suas áreas para estocagem de produtos e a oferta de transportes e distribuição para os segmentos e elevar o grau de efetividade em suas operações, permitindo aos seus clientes a diferenciação competitiva através da eficiência logística.” A análise, agora, é de Taveira, da Atlas Logística.

Josmar Vinci Filho, gerente comercial da Brasilmaxi Logística (Fone: 11 2889.6100), tem pensamento semelhante. Segundo ele, atualmente, o crescimento nestes setores no Brasil é expressivo, e os Operadores Logísticos que se especializarem, sem dúvida, terão um crescimento significativo em suas operações, pois se tratam de produtos contínuos e sem sazonalidade.

“Cada vez mais os operadores vão se profissionalizar, encontrando novas formas de armazenagem, por exemplo, as estruturas flow-rack e softwares que atendam às especificações de FIFO com maior segurança e responsabilidade.” Perez, da Keepers Logística, também acredita que o mercado de OLs e transportadores vai se estreitar nos próximos anos, para alguns poucos que consigam oferecer esses padrões de controle e qualidade exigidos nestes segmentos.

Beraldo e Nascimento, da Kuehne + Nagel Serviços e Eichenberg, destacam que os setores caminham para uma unificação dos diferentes estágios do processo logístico, sendo feito por um único operador logístico. Tal medida – avaliam eles – tende a acelerar o processo de entrega e minimizar os impactos causados pela manipulação excessiva por diferentes tipos de mão-de-obra e qualidade de prestadores desse serviço.

“De fato, as tendências para os setores incluem uma parceria maior entre Operador Logístico e empresas fabricantes/distribuidores de alimentos e bebidas, tendo maior responsabilidade nas etapas da cadeia, diminuindo, assim, a chance de eventuais problemas”, completa Rafael Ilan Bernater, gerente operacional da KT&T Logística – KT&T-Kadima (Fone: 11 4141.2828).

Rosane, da Cootravale, complementa, dizendo que o crescimento dos setores está acentuado tanto no mercado interno como nas exportações, e a fusão de grandes empresas também é destaque na tendência do setor de alimentos, enquanto Camila, do Grupo TPC, fala em terceirização das atividades logísticas.

André Ferreira, diretor da Rápido 900 de Transportes Rodoviários (Fone: 11 2632.0900), também aponta para o crescimento dos setores: como no ano passado, estes setores continuam sendo um dos mais promissores, senão os mais promissores do mercado brasileiro. Segundo ele, a demanda está muito aquecida em função da economia do país e da chamada “nova classe média”, que compra produtos que antes estavam fora de seu alcance financeiro.

Pereira dos Anjos, da Stock Tech, lembra que existe uma crescente demanda no segmento de serviços logístico nos setores de alimentos e bebidas que tende a se intensificar nos próximos anos, por serviços e operações de alta performance, alta visibilidade das informações, alta flexibilidade de ajuste e com recursos otimizados. As soluções clássicas de atendimento da cadeia de suprimentos estarão cada vez mais obsoletas e terão que ser substituídas por outras, mais inovadoras e com maior capacidade de gerenciar operações cada vez mais customizadas e precisas, tratando, ainda, do paradoxo que a necessidade de escala e gestão de custos impõe. “Para atender a esta inevitável mudança, estamos passando por um momento de consolidação muito forte no setor, que tende a qualificar e padronizar o nível de qualidade e a performance mínima que será exigida dos Operadores Logísticos em geral, sejam em operações próprias ou terceirizadas”, completa o diretor executivo da Stock Tech.

O apontamento de Stern, da Conlog, é um tanto diferenciado: ele diz que as tendências são de maior planejamento, em função de tantas restrições que estão sendo impostas, seja de tráfego nas grandes cidades, como também da jornada de trabalho, conforme a lei 12.619. E, Bacelar, da ID Logistics, fala em diminuição do tempo de estoque sem perder vendas por rupturas.

NOVIDADES
E quanto às novidades nestes dois segmentos. Quais seriam? “Acredito em mais produtividade, menos estoques, redução nos prazos e mais entregas”, diz Valle, da AGM Logística, enquanto Campos Junior, da AGV Logística, fala que uma maior proximidade entre a área de Supply Chain das empresas e o destinatário favorece o atendimento e é uma das principais novidades nos setores. “Os sistemas WMS e TMS aperfeiçoados, juntamente com o voice picking, também são inovações que impactam diretamente sobre os negócios”, revela. Ferreira, da Rápido 900, diz que a principal novidade está relacionada aos procedimentos de manuseio e armazenagem, que demandam perfeição em cada miniprocesso.

Perez, da Keepers Logística ATS, aposta nas novas tecnologias de gestão, controle, identificação e movimentação destes produtos, enquanto Pereira dos Anjos, da Stock Tech, também acredita em um processo acelerado de investimentos em mecanização e automação da infraestrutura, equipamentos de armazenagem e movimentações internas, além de processos de separação/picking cada vez mais automáticos e com aporte de novas tecnologias (picking by ligth, by voice, etc.), aplicação de sistemas de sorters e armazenagem controladas por sistemas automáticos e com uso intensivo de gestão sistêmica das operações. Esta automação acelerada que se visualiza atualmente – ainda de acordo com o diretor executivo da Stock Techmais – está diretamente relacionada com a escassez de mão-de-obra qualificada e a necessidade de otimização de recursos e processos para se fazer frente aos grandes desafios de se movimentar cada vez mais e melhor a um custo aderente às características de cada cadeia de suprimento. “As contas de pay back, que antes eram de difícil fechamento, agora já são viáveis e, na maioria das vezes, a variável de decisão entre investir em automatizar ou utilizar mão-de-obra tradicional já é de capacidade operacional, sendo o investimento inevitável para cumprimentos das metas, volumes e prazos”, pondera Pereira dos Anjos.

Maudonnet, da Transportadora Americana, também se refere, em termos de novidades, a sistemas de conferência eletrônica de carga, cujo objetivo principal é organizar os carregamentos para que deixem de ser conferidos manualmente e passem a ser de forma eletrônica, através do código de barras. De acordo com ele, os benefícios são inúmeros, como eliminação de erros por extravios, ganho de velocidade e maior produtividade.

Por outro lado, em sua análise, Stern, da Conlog, aponta como novidades nos dois setores os equipamentos com maior rendimento operacional e com maior capacidade de carga. “Em se tratando de operações há uma tendência de o operador realizar cada vez mais operações completas: transferência de fábrica para o CD, a operação do CD e a distribuição final no ponto de venda”, destaca o diretor comercial da Conlog.

Beraldo e Nascimento, da Kuehne + Nagel e Eichenberg, fazem uma ampla lista das novidades: equipamentos que monitoram a temperatura durante toda a cadeia logística, desde a saída do exportador até o importador; Projeto Cargo 2000 – Padronização dos procedimentos, utilização de informações eletrônicas com o objetivo de melhorar e agilizar todo o processo de transporte; Projeto e-freight – Consiste na redução de documentos como AWBs, HAWBs, in voice, certificados de origens, packing list, etc.; troca de dados eletrônicos entre órgãos reguladores, transportadores, provedores, exportadores e importadores; novas rotas e voos fretados de passageiros que reduzem o tempo de trânsito na exportação e importação, como os voos do Nordeste para a Europa; e crescimento da utilização do e-commerce.

PROBLEMAS E SOLUÇÕES
Finalizando esta análise dos segmentos de alimentos e bebidas, solicitamos aos entrevistados que apontassem os problemas enfrentados e as soluções, deixando de lado os óbvios problemas de infraestrutura logística e de restrição da circulação dos veículos nos grandes centros urbanos.

O gerente geral comercial da AGM Logística, por exemplo, aponta a longa demora nas entregas nas grandes redes varejistas, o que seria solucionado com mais produtividade, menos estoques, redução nos prazos e mais entregas.

“Os picos de demanda ocorridos em função das sazonalidades anuais e mensais podem ser destacados como principais problemas logísticos enfrentados, em decorrência da concentração de pedidos em períodos curtos. No caso específico das bebidas, o cuidado nos transportes para evitar avarias nas embalagens em vidro se apresenta como desafio constante do operador logístico”, aponta, agora, o diretor de desenvolvimento de novos negócios da AGV Logística. Campos Junior acredita que uma política de vendas que reduzisse a concentração nos finais de mês traria melhor fluxo de movimentação e menores custos nos processos logísticos (calendarização). “Entendemos, entretanto, a complexidade deste problema que envolve uma cultura de consumo já instituída no país”, pondera.

Taveira, da Atlas Logística, não fala em problema logístico, mas em dificuldade comum a estes setores: o elevado giro de estoque, que requer operações muito rápidas e o cumprimento dos prazos de entrega em níveis elevados, pois eventuais atrasos podem ocasionar a falta do produto nos pontos de comercialização. Ainda segundo o gerente geral da Atlas Logística, as soluções passam por processos muito bem desenhados e implementados para garantir a velocidade das operações, com precisão no atendimento dos pedidos e prazos de entrega. Para isso – de acordo com ele –, é preciso contar com tecnologia de TI compatível para suportar operações de alto giro e volume e as equipes envolvidas devem estar treinadas nos processos, sob constante acompanhamento e gestão para garantir alta produtividade e agilidade nas operações. “A especialização é importante, pois pode contribuir significativamente nestes processos”, conclui Taveira.

Marcos Rossi, gerente de produtos da Hellmann Wordwide Logistics do Brasil – Hellmann Perishable Logistics (Fone: 11 4501.5600), analisa que infraestrutura com câmaras de controle de temperatura em armazéns e aeroportos, equipamentos e instrumentos que melhor garantam a cadeia de frio e qualidade de certos produtos, maior disponibilidade de veículos com temperatura controlada e o alto custo de tais transportes em grandes distâncias contribuem negativamente para o desenvolvimento e expansão desses segmentos de mercado. No mercado doméstico, encurtar distâncias e período de tempo na movimentação de uma carga perecível ainda é um objetivo a ser alcançado. “A decisão por realmente transformar o transporte de tais produtos, colocando em prática planos que atendam realmente à demanda exemplificada na questão acima, seria um grande início para a solução destes problemas. O crescimento planejado é eficaz e positivo em todas as organizações, por isso a necessidade de primeiramente se estruturar e somente então operar a logística em si. Em um âmbito internacional, como poderemos enviar e receber produtos sensíveis como desse nicho sem termos a certeza de garantir a qualidade em todos os pontos do processo logístico?”, questiona o gerente de produtos da Hellmann Wordwide.

Já para Bacelar, da ID Logistics, os problemas envolvem segurança da carga e disciplina dos fornecedores para obedecer às regras de armazéns para dinamizar os processos. Como soluções, ele aponta estabelecer cultura de logística para as indústrias e ponto de venda, melhorar o  sistema de transporte (trânsito) e investir mais em tecnologias.

“Podemos citar como o maior problema logístico a falta de estrutura em toda a cadeia. Não basta o produto ficar armazenado em um local com boa estrutura se, no momento da entrega, o veiculo que transporta não atende as mesmas condições. É necessário investir em equipamentos e instalações que atendam às necessidades dos produtos e, consequentemente, do consumidor final”, completa Bernater, da KT&T-Kadima.

Para Perez, da Keepers Logística ATS, nestes setores são comuns problemas com pragas, atratividade do produto e baixo valor agregado. Porém, o principal é, com certeza, a perecividade dos produtos em questão. Essa faz com que a maioria dos produtos se perca no transporte ou na armazenagem. “Para melhor acompanhamento do setor e controle dos produtos, as soluções seriam softwares mais específicos, equipamentos e estruturas de acordo com a necessidade, tais como câmara frigorifica, estruturas de colmeias para as garrafas ou flow-rack para produtos acomodados em caixas, relata o diretor comercial da Keepers Logística ATS.

Beraldo e Nascimento, da Kuehne + Nagel Serviços Logísticos e Eichenberg, também apontam os problemas dos setores: os relacionados à variação de temperatura, quando controlada; dificuldades de liberação perante o Ministério da Agricultura e ANVISA, devido a embalagens erradas ou que não atendem às especificações de catalogação do produto previstas em lei; e alto risco de perda da mercadoria quando problemas alheios de força maior ou erros logísticos ocorrem, fazendo com que o produto perca seu prazo de consumo, tornando-o sem valor comercial. Segundo eles, é preciso antecipar-se aos entraves e prezar pela correta manipulação, acondicionamento, rotulagem e características físicas do bem transportado, evitando problemas junto aos órgãos reguladores e atendendo às certificações de qualidade.

São vários, também, os problemas apontados por Pereira dos Anjos, da Stock Tech: normatização fiscal e tributária arcaica, que penaliza e trava as melhores soluções logísticas; e falta de investimento em infraestrutura de forma geral e falta de integração entre os diversos elos da cadeia de abastecimento para minimizar perdas nos processos de movimentação, armazenagem e distribuição. Estoques e vendas mal planejadas, infraestrutura logística e CDs mal dimensionados, falta de integração sistêmica e de acordos de serviços entre indústria, operadores e varejo são os principais problemas, relata o diretor executivo da Stock Tech, para quem, “no caso de impostos e legislação tributária, as soluções passam por vontade política de resolver os absurdos tributários que temos no país e que interferem na melhor performance logística. Passando para os pontos de maior ação direta dos integrantes da cadeia de suprimento dos segmentos, o investimento em infraestrutura, tecnologia e sistemas logísticos, de forma a cobrir a demanda e o crescimento do mercado, é fundamental. Uma maior maturidade na relação entre indústrias, operadores logísticos e grande varejo também em curto prazo será inevitável para se obter as melhorías necessárias na integração para se evitar as grandes perdas existentes no setor em função de sobre-estoque, filas de caminhões, devoluções, etc.”, completa Pereira dos Anjos.

Maudonnet, da Transportadora Americana, também faz uma ampla lista dos problemas dos dois setores: produtos de diferentes valores agregados (alguns muito caros e outros muito baratos); roubo de carga crescente; dificuldade de entrega nos grandes distribuidores; tempo excessivamente longo nas paradas em barreiras fiscais; infraestrutura específica; cuidados especiais; preocupação com a segurança alimentar; produtos perecíveis/temperatura controlada; restrição quanto à operação com outros produtos; grande volume de itens comercializados/segmento em constante inovação e diversificação das embalagens; forte impacto da concentração de vendas na última semana sobre a produtividade e custos da operação; grande volume de NFs/muitos clientes/diferentes canais de distribuição atendidos; operações com ciclo de vida curto. “A solução passa por tecnologia aplicada ao transporte e aumento/adequação da frota”, finaliza o diretor de vendas. 

RÁPIDAS

CONLOG É ELEITA MELHOR OPERADOR LOGÍSTICO DA AMBEV
A Conlog foi consagrada a grande Campeã do GETrans 2011 (Guia de Excelência em Transportes) e GEMovi 2011 (Guia de Excelência em Movimentação Interna), durante cerimônia de premiação realizada em Atibaia, SP, entre os dias 16 e 17 de abril. Em sua oitava participação no evento, a empresa conquistou os prêmios mais importantes e foi reconhecida como o melhor Operador Logístico da AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) em 2011, pelo Guia de Excelência. Participaram do evento mais de 500 profissionais ligados à logística e ao transporte, que acompanharam a premiação disputada entre 38 prestadores de serviço da AmBev. O diretor-presidente da Conlog, Dagnor Roberto Schneider, afirmou que os resultados foram além das expectativas. “Foi a nossa melhor participação no GETrans e GEMovi, temos a certeza de que tudo foi consequência de muito trabalho e dedicação das pessoas que compõem o time da Conlog.”


TÜV RHEINLAND CERTIFICA QUALIDADE DE ALIMENTOS CONFORME NORMAS BRC DA INDÚSTRIA VAREJISTA BRITÂNICA

A TÜV Rheinland do Brasil (Fone: 11 3638.5700), subsidiária de um dos maiores grupos mundiais de certificação, inspeção e gerenciamento de projetos, está ampliando seus serviços de certificação de qualidade de alimentos conforme as normas do BRC (British Retail Consortium), o programa mundial estabelecido pela união das principais redes britânicas de varejo, que combinaram seus princípios básicos de qualidade de alimentos.

A norma BRC global para a Segurança em Alimentos é identificada pela sigla GFSI (Global Food Safety Initiative), que identifica o grupo criado em 2000 para buscar melhorias contínuas em sistemas de gestão de segurança do alimento, eficiência de custos na cadeia de suprimentos e, acima de tudo, para garantir alimentos seguros para consumidores em todo o mundo.

“O comércio de alimentos vem adquirindo crescente importância no mercado global e a necessidade de se assegurar a qualidade e segurança dos produtos são fundamentais para um crescimento sustentável e duradouro. A responsabilidade das empresas em produzir alimentos que traduzam as necessidades e expectativas do consumidor aumenta a cada instante, da mesma forma que a concorrência”, analisa o gerente de contas da área de alimentos e bebidas da TÜV Rheinland Brasil, Lucas Martins.

As normas são constituídas pelos requisitos básicos da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC ou HACCP, em inglês), em acordo com os requisitos do CodexAlimentarius, o Programa Conjunto da ONU para a Agricultura e a Alimentação – FAO e da Organização Mundial da Saúde – OMS.

“Nos dias atuais temos nos confrontado com inúmeros casos de contaminações de alimentos por todo o planeta. Desde países em desenvolvimento até em grandes potencias mundiais, a exigência por alimentos seguros e redução de custos alertou o mercado para criar um conjunto de normas nas quais nos baseamos para certificar empresas clientes”, afirma Martins.

De acordo com ele, a empresa que consegue a certificação BRC assegura a conformidade com uma norma globalmente reconhecida. Ela ainda otimiza processos, garante a aplicação de todos os aspectos relativos à segurança em alimentos, valoriza sua marca, adquire capacidade para tratar adequadamente diligências exigidas por fornecedores e varejistas, implementa a rastreabilidade, reduz custos e pode combinar a certificação BRC com outras da área alimentar, como a da norma ISO22000 e APPCC.

Além disso, se condiciona a exportar seus produtos para a Inglaterra e também para outros mercados de alto poder aquisitivo, que exigem conformidade com as mesmas normas de qualidade.

Na certificação da TÜV Rheinland o conceito de rastreabilidade é adotado e atinge toda a cadeia produtiva, desde o produtor, passando pelos equipamentos utilizados, prestadores de serviços, fornecedores e indústrias, até os pontos de venda.

 

EVENTO


Empresas do setor participam da APAS


Várias empresas do segmento de logística, bem como entidades ligadas ao setor, participaram da APAS 2012 – 28º Congresso e Feira de Negócios em Supermercado, realizada no período de 7 a 10 de maio último em São Paulo, SP. Veja a seguir algumas delas, sua linha de produtos e as novidades.

PC Sistemas – A PC Sistemas (Fone: 0800 707 2707) – empresa criadora de soluções de gestão empresarial para a cadeia de distribuição – apresentou a sua nova ferramenta para a gestão de relacionamento com clientes.

Integrada ao sistema WinThor – solução carro-chefe da empresa –, o myCRM PC Sistemas tem por objetivo estreitar a fidelização dos clientes através do uso de ferramentas especificas, como cartões fidelidade.

“Através desse sistema consigo traçar um perfil do meu cliente fiel, vejo se ele compra um tipo de marca de macarrão, se ele é vegetariano, se costuma comprar produtos saudáveis. Assim, faço uma promoção especifica para ele”, afirma Ademar Alves, diretor da PC Sistemas.

Como não faz parte de uma atualização do WinThor, o myCRM é optativo para os clientes que já possuem a solução da empresa. Para obter a nova ferramenta, o investimento previsto pela PC Sistema é a partir de R$ 10 mil.

“O myCRM é voltado para negócios de qualquer empreendimento, inclusive os pequenos. O valor do investimento vai de acordo com o que cada cliente deseja e, também, com o tamanho do empreendimento. Fazemos uma analise de cada empresa”, explica Alves.

A PC Sistemas também apresentou um novo sistema de gestão para o setor supermercadista. O WinThor Varejo – Supermercados, que visa auxiliar os supermercados a ter um maior controle do estoque, calcula quais produtos estão em falta e pode realizar cotações on-line dos produtos.

Em junho, a empresa irá inaugurar o 1° Centro de Excelência Logística da América Latina em Goiânia, GO. “Dentro desse Centro queremos mostrar para os clientes como nossas soluções funcionam e, principalmente, mostrar como funciona o sistema das etiquetas eletrônicas”, conclui Alves.

Toledo – Atendendo à demanda do setor supermercadista, a Toledo Brasil (Fone: 11 4356.9000) desenvolveu um novo código de barras que contém a validade do produto. Através do software MGV6 – também desenvolvido pela empresa –, o produto poderá ser barrado no caixa caso esteja fora do prazo de vencimento.

“O sistema irá mostrar para o gerente da loja se existe algum produto que está prestes a vencer, caso ocorra um erro e o produto continue à venda mesmo após o vencimento. Na hora em que o cliente for passar no caixa, o sistema irá bloquear a venda, avisando o vendedor sobre o prazo vencido”, explica João Paulo Nogueira, analista de produtos da Toledo Brasil.

Para não ter que procurar de um em um o produto que está vencido na prateleira, o sistema conta, também, com um aparelho identificador: através dele, o vendedor será avisado sobre qual o produto que está vencido.

“Quando o aparelho for apontado para o produto, ele vai soar um alerta avisando que aquele é o produto com o prazo de validade vencido”, afirma Nogueira.

Mesmo não sendo uma empresa voltada para a criação de soluções e softwares, a Toledo decidiu investir na criação do novo código de barras e no sistema para sua leitura por acreditar que esta é uma tendência mundial. “Essa é uma preocupação tanto do comerciante quanto do cliente, era inevitável a criação de um sistema desses. E esse sistema que desenvolvemos funciona apenas nas balanças e máquinas da Toledo”, explica o executivo.

Além da criação desse sistema, a empresa também lançou uma balança de pesagem. Com tecnologia touch screen, o aparelho possui tela voltada para o cliente, que mostra o produto que é pesado no momento, quantidade, o valor do produto e, também, pode apresentar propagandas de outras mercadorias em promoção.

“Toda tecnologia de hoje é touch screen, o que fizemos foi apenas levar essa tecnologia para dentro dos supermercados. Enquanto o cliente espera que o seu produto seja pesado, ele consegue ver na tela as principais promoções que o mercado tem no momento”, explica Nogueira.

GS1 Brasil – A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação (Fone: 11 3068.6229) apresentou o modelo padrão de código de barras para rastreabilidade de produtos e prazo de validade. O GS1 DataBar possui tecnologia capaz de apresentar para o comerciante, de qualquer lugar do mundo, a origem do produto.

“Somos a ABNT do mercado, então desenvolvemos um tipo padrão de código de barras para que as empresas possam seguir um modelo unificado para que não haja diferenças na hora da leitura e ele possa ser identificado por qualquer sistema, em qualquer lugar do mundo”, explica Flávia Ponte Costa, assessora de negócios da GS1 Brasil.

Além das vantagens com a padronização de um único código, o GS1 DataBar também possui a vantagem de poder carregar mais informações do que o código de barras EAN/UPC, o que possibilita a codificação de itens de diversos segmentos, como frutas, legumes e produtos de pesos variáveis, como carnes e frios. “Através desse novo código de barras é possível especificar o lote, a validade e a origem de uma única mercadoria como, por exemplo, de uma única maçã”, diz Flávia.

Além da rastreabilidade, outra vantagem do código GS1 DataBar está no controle de validade do produto: através dele é possível identificar quais produtos da gôndola de um supermercado estão prestes a vencer ou já venceram, impedindo, assim, a sua venda.

Até 2014 a Associação planeja trabalhar na divulgação do código de barras padrão, para que no ano da Copa ele se torne obrigatório em toda a indústria. “Não somos os fornecedores da solução, apenas criamos a padronização para facilitar a inserção dessa solução na indústria. Temos em nossa lista de associados empresas que trabalham com a criação da solução”, conclui Flávia.

Byg Transequip – A Byg Transequip (Fone: 11 3583.1312) acaba de lançar dois novos equipamentos para o mercado de movimentação de carga. A empresa apresentou seu mais novo rebocador eletrônico para paleteiras e a sua nova empilhadeira tracionária contrabalançada.

Produzido no Brasil, o novo rebocador possui capacidade de arraste de até duas toneladas e tem engates para se criar um comboio. “O cliente pode adquirir diversos engates e transportar diversos produtos de uma única vez, isso claro, respeitando a capacidade do equipamento e o espaço para manobras na fábrica”, explica José Eduardo Kfuri, diretor industrial da Byg Transequip.

Ainda segundo o executivo, a principal vantagem do novo rebocador eletrônico está na redução de custo por conta da nacionalização do produto. “A principal vantagem está no custo. Como ele é quase 100% nacional – apenas o timão e o motor tracionado são importados – temos um valor compatível com o mercado internacional, mas com a possibilidade de ser financiado através do Finame”, afirma ele.

Além do rebocador eletrônico, a empresa também apresentou a sua nova empilhadeira tracionária contrabalançada. Com capacidade para até 1200 kg e chegando a uma altura de até 4,5 metros, a máquina também possui as vantagem de ser nacional e poder ser financiada pelo Finame.

“O grande atrativo dessa máquina está no fato de ela ser contrabalançada, assim conseguimos eliminar as patolas de sustentação, o que permite o uso em locais onde não exista um espaço entre a prateleira e o chão”, explica Kfuri.

Com os novos lançamentos e sua consolidação no mercado de locação de equipamentos (a empresa está neste ramo há apenas três anos), a Byg tem expectativas de crescer até 20% este ano, se comparado com 2011.

“A economia brasileira está sólida e o Brasil é hoje um dos melhores lugares para se investir. O mercado está positivo e temos certeza que esse será um ano de crescimento para a Byg”, conclui Kfuri.

RR Etiquetas – A RR Etiquetas (Fone: 0800 12.9222) apresentou para o mercado as etiquetas eletrônicas para gôndolas. Com tecnologia de radiofrequência, elas permitem que os supermercadistas alterem, através de um software, o preço de diversos produtos de uma única vez.

“Essa é uma tendência mundial, vários supermercados internacionais já utilizam desse sistema, seria inevitável que essa tecnologia chegasse ao Brasil. A RR Etiquetas só decidiu ser a primeira a entrar nesse mercado”, afirma Patrícia Lombardi, gerente de marketing da empresa.

As etiquetas eletrônicas são instaladas dentro de um “corredor” e fixadas através de uma chave – para que não haja troca e roubos dos equipamentos. O supermercadista pode escolher quais informações deseja que apareça em cada uma delas, podendo colocar o preço por kilo do produto, preços de oferta e até a data de validade da oferta.

“Temos modelos de dois tamanhos, mas os dois apresentam as mesmas características na configuração. A etiqueta vem em branco, são criadas pequenas placas com as informações básicas do produto, por exemplo, a marca do sabão em pó. Essa placa é fixada na etiqueta eletrônica e dai é só inserir no sistema os valores e informações que serão apresentadas na tela”, explica Patrícia.

O software de controle funciona através do sistema Linux e o treinamento para seu uso é básico e fornecido pela própria RR Etiquetas. Segundo a empresa, as principais vantagens das etiquetas eletrônicas estão na redução de custo com equipes de troca e a possibilidade de realizar mais ofertas em um mesmo dia.

“Os supermercados precisam manter sempre uma equipe destinada apenas à troca de etiquetas, o que gera gasto e demanda tempo, impedindo que as redes realizem diversas promoções no mesmo dia. Com as etiquetas eletrônicas, o preço é alterado através de um sistema, o que permite realizar a troca no valor de vários produtos”, explica Milton Melchiori, gerente comercial da RR Etiquetas.

Outra vantagem está na coerência entre o preço que está na gôndola e o que está registrado no sistema. “Muitos clientes chegam ao caixa e descobrem que o produto não está com o mesmo valor da gôndola, mas com um sistema totalmente eletrônico, esse constrangimento dificilmente pode ocorrer”, conclui Melchiori.
 

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