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Estruturas de armazenagem: novas instalações e novos setores aquecem o mercado

Notícia | 09 de Junho de 2012


O momento econômico também propicia bons negócios neste segmento. Afinal, o aumento da produção requer mais locais para armazenagem, ao mesmo tempo em que o custo dos terrenos impulsiona a verticalização dos estoques, o mesmo ocorrendo com a instalação de novas fábricas no Brasil.

Esta matéria especial enfoca, principalmente, as estruturas de armazenagem, nos seus mais diversos tipos, e complementa a sobre sistemas automatizados de armazenagem, que também inserimos nesta edição.

Várias empresas do setor atenderam ao nosso chamado para participar, e iniciamos por uma análise do mercado. “Com o crescimento da demanda pelos consumidores e a alta competitividade, o mercado tem demandado muitas soluções, tanto de armazenagem quanto de movimentação. Soluções que propiciam melhor aproveitamento dos investimentos em imóveis e equipamentos e, ao mesmo tempo, reduzem custos associados à mão-de–obra e à energia estão sendo muito valorizadas, afinal representam as principais fontes de competitividade. Atualmente, as empresas não mais desperdiçam impunemente”, aponta o gerente regional de negócios da Águia Sistemas de Armazenagem (Fone: 42 3220.2666), Vinicius Malucelli.

O aquecimento do mercado de estruturas de armazenagem também é apontado por Alexandre Giovannini, gerente comercial da Altamira (Fone: 11 2095.2855), para quem o potencial de expansão se deve à profissionalização dos clientes e à explosão urbana, que dificulta a obtenção de terrenos suficientes para Centros de Distribuição, obrigando a indústria a contar com áreas próprias de distribuição que demandam solicitações de verticalização em áreas produtivas.

Na análise de Sérgio Vieira dos Santos, gerente comercial da Engesystems (Fone: 21 3457.9000), o mercado de equipamentos de movimentação e armazenagem está em grande crescimento no Brasil e com mudanças de perfil de clientes. “Podemos citar aqueles voltados para a ocupação de áreas em condomínios logísticos, onde o cliente tem uma necessidade momentânea, mas sua opção pelo condomínio logístico faz com que ele reflita sobre sua estratégia futura de negócios, modificando sensivelmente suas opções de compra de equipamentos. Isto exige uma consultoria mais especializada. Também podemos citar o crescimento do mercado voltado para o petróleo & gás, onde a demanda por equipamentos especiais de movimentação e armazenagem está crescente e exigente”, aponta Santos.

Já o engenheiro Filipe Cousandier, supervisor comercial da Bertolini Sistemas de Armazenagem (Fone: 54 2102.4999), credita o crescimento do setor aos incentivos, tanto da iniciativa privada, quanto do poder público, que têm facilitado os investimentos para ampliar a capacidade das empresas, ajudando a melhorar sua infraestrutura e a adquirir novas tecnologias. Ainda segundo ele, o atual otimismo econômico tende a aquecer o mercado, porque a procura por avanços em soluções e equipamentos cria oportunidades de negócio e, como consequência, a concorrência aumenta gradualmente, tornando este mercado altamente competitivo, fazendo com que as empresas busquem diferenciais para se tornarem referência no mercado. E, por sua vez, Tiago Marcel Dozzi Tezza, diretor comercial da Estrutezza (Fone: 19 3589.3400), aponta o dinamismo do mercado – “altamente ativo e próspero” – graças à alta demanda nacional de veículos (leve, médio e pesado), novos projetos e novos lançamentos, tornando este um ano atípico. Pelo seu lado, Robson Abade, diretor técnico da Travema (Fone: 11 3831.8911), destaca que o mercado de proteções e sistemas de armazenagem encontra-se num momento de expansão, mas com uma pequena retração provocada pela crise europeia e americana.

“Apesar das informações contraditórias do mercado brasileiro, percebemos que as informações de recessão em outras partes do mundo não estão sendo bem-vindas ao Brasil, quando atravessamos hoje uma das mais compensadoras fases, já que a nossa divisão Aço Log de armazenagem obteve vários contratos de fornecimento, contradizendo posições de mercado estagnado, quando vivenciamos e participamos no momento presente de vários projetos de expansão e, inclusive, da introdução de novas fábricas que em breve iniciarão suas atividades no território brasileiro”, comemoram, por seu lado, o engenheiro José Roberto Macedo, gerente industrial, e Mario Edson Botteon, gerente de vendas, divisão Aço Log, da Metalúrgica Central (Fone: 11 2272.9377).

No caminho contrário destas últimas análises vai Fernando Jose Ulisses Montenegro, diretor comercial da MetalShop Indústria e Comércio (Fone: 81 3452.6500). Para ele, apesar de 2011 ter sido um bom ano, esperam um 2012 muito desafiador, que já começou a mostrar um sinal amarelo no início do segundo trimestre. “As empresas continuam a demandar um grande número de projetos e orçamentos, mas as decisões estão sendo postergadas ao máximo. Esse adiamento fará com que o segundo semestre seja bastante corrido, com os clientes precisando dos equipamentos num curto espaço de tempo. Tal movimento contribuirá para que as empresas mais automatizadas atendam a esses projetos dentro do prazo exigido”, acredita Montenegro.

Análise diferenciada também é feita por Hétor Ottoni Alcântara Costa, diretor executivo da Montiaço Estruturas para Armazenagem (Fone: 0800 400.1600). Segundo ele, trata-se de um mercado pulverizado com centenas de empresas de pequeno porte e regionais e, também, com empresas multinacionais, nacionais e estrangeiras, com poder de barganha significativo. “Desta forma, as menores precisam diferenciar-se através de seu atendimento, buscar o controle de custos de forma agressiva e focar ao máximo em setores menos concorridos, onde os grandes players do mercado não estejam focando”, revela.

TENDÊNCIAS
Próspero ou não, o mercado de estruturas de armazenagem apresenta inúmeras tendências, segundo os entrevistados.

Malucelli, da Águia, diz que o principal foco atual é no aproveitamento e no ganho de produtividade da mão-de-obra. Em todos os setores, o desperdício tem sido punido com perda de mercado, alerta ele.

“O Brasil está seguindo o caminho dos países mais desenvolvidos e, naturalmente, tem sido levado a aproveitar melhor sua mão-de-obra. Investimentos que antes pareciam preciosismos, hoje não passam de redução de desperdício através do melhor aproveitamento do pessoal. Com isto, o uso de soluções que conciliam armazenagem com movimentação, como os sistemas dinâmicos e push-back, estão sendo muito utilizados”, ensina.

Pensamento semelhante tem Guilherme Barion de Almeida, diretor de vendas da Marcon Indústria Metalúrgica (Fone: 14 3401.2425). Para ele, atualmente, a organização em armazenagem do ambiente de trabalho é fundamental para o ganho de mão-de-obra e evitar desperdícios. Todas as empresas vêm se preocupando com esse tipo de organização, até as menores já estão usando produtos/equipamentos que as auxiliam nesse sentido.

Pelo seu lado, o gerente comercial da Altamira alega que têm verificado uma procura por novas soluções de armazenagem para documentos, para a indústria farmacêutica ou mesmo para o setor automobilístico e de autopeças, requerendo verticalizações com aumento de níveis e cargas nas áreas de produção e armazenagem. “Por outro lado, o mercado alimentício está com uma visão mais ampla e aplicando nossos produtos em novos desenvolvimentos, buscando baixo custo de manutenção e alta produtividade, principalmente nos processos de picking”, complementa Tezza, da Estrutezza.

Costa, da Montiaço, também aponta as novidades: “empresas que comercializam madeiras, como a Leo Madeiras, nosso cliente, entre outros, passaram a utilizar-se de estruturas portapaletes com dimensões adequadas à sua necessidade. A utilização de empilhadeiras para carga e descarga destes produtos também proporciona mais segurança e economia no manuseio das madeiras”.

Outra análise é feita pelo engenheiro Cousandier, da Bertolini. De acordo com ele, quanto às aplicações, entende-se que as estruturas para armazenagem são versáteis porque se adaptam a qualquer produto, moldando-se a todos os tipos de operações. Assim, se fornece para varejo, indústria alimentícia, automobilística, farmacêutica e química, entre outras. “A diferença essencial do mercado é que essas empresas estão crescendo e tomando magnitudes superiores ao que já foi visto até hoje. Sendo assim, estas mesmas empresas necessitam de diferentes aplicações dos nossos produtos. Um exemplo peculiar foi o desenvolvimento de uma estrutura do tipo drive-in para carro satélite, produto este que foi aprimorado para a necessidade de alta densidade de armazenagem e rapidez na operação.”

Neste sentido – ainda segundo o supervisor comercial da Bertolini –, os segmentos atendidos dependem muito do desenvolvimento de empresas e de suas novas necessidades. Desta forma, uma tendência é que estas companhias passem a terceirizar a linha de armazenagem em virtude do alto investimento em Centros de Distribuição. Assim, novas empresas de logística de distribuição estão abraçando esta tendência do mercado, visando à locação dos espaços de armazenagem e à administração de todo o processo, que abrange o recebimento, o controle e a distribuição de cargas.

Projetos customizados são as tendências sob a ótica de Santos, da Engesystems. Para ele, várias fábricas no Brasil vivem tendo que otimizar seus espaços de movimentação e armazenagem. Buscam cada vez mais produtos “personalizados”, como contentores e racks especiais. São equipamentos ajustados para abrigar e armazenar produtos e equipamentos que elas fabricam. “Devido a esta necessidade, estamos tendo que criar cada vez mais ‘projetos customizados’”, completa.

Já na opinião de Flávio Piccinin, gerente operacional da Isma (Fone: 0800 554762), a integração entre os sistemas de armazenagem e as tecnologias para movimentação e controle das operações é uma grande tendência, ao mesmo tempo em que Montenegro, da MetalShop, aponta um grande movimento por parte da indústria no aumento da área de estocagem, seja ela nos almoxarifados de abastecimento de linhas de produção, como também na área de produtos acabados. Para Abade, da Travema, as tendências são a utilização de sistemas automáticos (shuttle, transelevadores) e o processo de transformação de estruturas estáticas em dinâmicas. É o que na Europa se chama “ retrofit”, explica ele.

“A introdução de novos condomínios industriais, nas mais variadas regiões do País, faz com que o segmento de armazenagem seja um dos mais aquecidos, devido aos grandes projetos, com a consequente necessidade de portapaletes, mezaninos, estantes e outros”, dizem, agora, Macedo e Botteon, da Metalúrgica Central.

NOVIDADES
De uma forma geral, quais seriam as novidades do segmento de estruturas de armazenagem?

Malucelli, da Águia, declara que a grande novidade tem sido aplicar a melhor solução conforme a necessidade.

“Pode parecer absurdo, mas isto não estava sendo usado, em troca da chamada ‘flexibilidade’. Vários equipamentos, aparentemente mais caros, são os que na prática tornam o negócio competitivo. Antigamente se dizia: ‘isto é caro; aquilo é barato.’ Atualmente há um melhor entendimento e se vê: ‘isto tem retorno; aquilo não tem’.”

Ainda segundo o gerente regional de negócios da Águia, evoluímos de uma visão simplesmente focada em custos para uma compreensão do retorno do investimento. Por exemplo, muitas vezes se escolhia uma solução de armazenagem, como portapaletes, simplesmente por ser a “mais barata”. Para Malucelli, o mercado está cada vez mais profissionalizado e crítico. “Hoje se sabe que não há uma ‘solução barata’ sem estar associada à operação. Quem continua insistido na ‘mesma solução para tudo’ está ficando fora do mercado”, completa.

Montenegro, da MetalShop, destaca o novo sistema drive-in com carro satélite já bastante utilizado nos EUA e na Europa, e que começa a se firmar no Brasil, como também os miniloads, que já estão se consolidando para a indústria farmacêutica e de vestuário.

“Embora não seja novidade, alguns clientes que historicamente adquiriam estruturas portapaletes passaram a analisar a possibilidade de adquirir o drive-in (primeira a entrar, último a sair), que proporciona um maior aproveitamento de espaço com capacidade de mais posições-palete numa mesma área”, aponta, agora, Costa, da Montiaço. Ainda de acordo com ele, está também no mercado a possibilidade de automação de estoques ou almoxarifados, onde um sistema computadorizado, juntamente com toda uma estrutura, acessa item por item nas prateleiras (endereços) correspondentes a cada produto desejado, diminuindo mão-de-obra e aumentando a rapidez e o controle.

Também para o engenheiro Cousandier, da Bertolini, a palavra do momento é automação. De acordo com ele, quando se pensa em organizar o controle do fluxo de produtos em toda a cadeia de suprimentos de uma empresa, a armazenagem e a distribuição do artigo em questão são as fases mais importantes do processo, porque interferem diretamente no resultado. Porém, para que este resultado seja positivo, há de se ter agilidade, rapidez e organização, respeitando a data de entrega e o baixo índice de perda.

“Além disso, nos dias de hoje podemos buscar algumas ferramentas tecnológicas, como softwares de gestão, voltados ao desenvolvimento de soluções para Supply Chain e logística, como o WMS ou Sistema de Gerenciamento de Estoques.”

O supervisor comercial da Bertolini também revela que outro sistema que está sendo cada vez mais utilizado é a tecnologia do tipo RFID, que monitora o procedimento desde a sua fabricação até o ponto final da distribuição (automatização do processo), levando a identificar um palete com um menor número de pessoas envolvidas. “As estruturas convencionais tiveram que evoluir em consonância com este avanço tecnológico para compatibilizar as operações”, conclui Cousandier.

Pelo sua lado, Piccinin, da Isma, diz que os sistemas de armazenagem em si aparentemente evoluíram pouco, porém, a evolução está no processo de produção e concepção dos produtos. “Hoje possuímos ferramentas computacionais para análises estruturais que foram aprimoradas após muitos estudos em laboratório e matérias de alta qualidade que atendem às particularidades de cada aplicação. Hoje podemos dizer que temos estruturas mais eficientes e seguras”, diz.

A análise das novidades feita por Santos, da Engesystems, é mais setorial. Ele diz que para o mercado de petróleo & gás, que possui inúmeras exigências, estão criando equipamentos de armazenagem “exclusivos e personalizados”. São equipamentos ajustados para cada operação de movimentação e armazenagem, que possui a demanda crescente. Estes são gerados pelas necessidades recentes, criadas pelas novas descobertas na área de prospecção de petróleo em águas profundas, onde as áreas de apoio, para movimentação e armazenagem (máquinas/equipamentos e produtos acabados) necessitam de “contentores” e “racks especiais” para “otimização” dos espaços existentes.

PROBLEMAS E SOLUÇÕES
Mas, como em todos os setores, o de estruturas para armazenagem também enfrenta os seus.

Nesta questão, Giovannini, da Altamira, aponta os produtores fora de padrões na escolha de aço estrutural, que não estão aptos a suportar as cargas projetadas, mas mantêm baixos custos para uma falsa competitividade comercial.

Por este caminho também segue a análise de Montenegro, da MetalShop. Para ele, o maior problema do setor é a concorrência com empresas que não seguem as normas ABNT NBR 15224-1/15224-2 e utilizam matérias-primas com baixa qualidade, resultando num produto idem. Para o diretor comercial, é preciso um pouco de consciência dos compradores na hora da aquisição dos equipamentos, que às vezes só olham o menor preço, procurando informações e, se possível, conhecer o parque fabril da empresa fabricante, pois em muitos casos estão adquirindo produtos de baixa qualidade e fabricados fora da norma. “De fato, enfrentamos problemas de concorrência desleal e má valorização do mercado, que é tão importante para a logística na cadeia de processos e fluxo das empresas”, emenda Tezza, da Estrutezza.

O aço também é a base da análise de Macedo e Botteon, da Metalúrgica Central.

Eles dizem que, como em todos os segmentos, na armazenagem também há as evoluções tecnológicas. Em tempo recente era usado o aço comum SAE 1010, mas com a introdução do aço estrutural muita coisa mudou, principalmente no visual, quando se apresenta com uma aparência mais leve e delgada, fazendo com que alguns clientes, apesar das especificações serem claras quanto a suas características, duvidem da resistência, por fazerem comparativos com as estruturas mais antigas, grossas e pesadas, esquecendo que a resistência dos aços estruturais é muito superior. “Nestes casos, deslocamos nossa equipe técnica para os devidos esclarecimentos, fazendo com que o usuário tome ciência dessa evolução”, dizem.

Por seu lado, Cousandier, da Bertolini, revela que um dos maiores problemas ainda encontrado no setor de armazenagem é a falta de padronização do processo. Esta carência atrapalha e encarece a movimentação de paletes. Outra dificuldade – ainda de acordo com ele – é falta de planejamento da armazenagem. Na maioria dos casos, ela é pensada depois da obra ter sido iniciada ou concluída, fazendo com que o espaço destinado às estruturas de armazenagem seja prejudicado e, assim, ocasionando perda de posição de palete, tornando a operação menos lucrativa.

“A solução para esse problema seria que se planejasse de dentro para fora, isto é, primeiramente far-se-ia o projeto das estruturas metálicas conforme a necessidade do cliente e levando-se em conta entrada e saída de materiais e fluxo interno, dentre outros aspectos. Posteriormente, dar-se-ia o desenvolvimento do layout mais apropriado para o espaço em questão”, complementa o supervisor comercial da Bertolini.

Para Santos, da Engesystems, devido à grande quantidade de exigências dos novos nichos de mercado, os fabricantes necessitam de profissionais cada vez mais especializados, voltados para a produção de equipamentos especiais que atendam a estas necessidades. Existe uma deficiência na oferta de mão-de-obra atual, que mostra profissionais que necessitam ser treinados para esta nova demanda, gerando uma carga de trabalho “a mais” nas empresas fabricantes. Segundo o gerente comercial da Engesystems,é preciso oferecer incentivos aos setores de formação de mão-de-obra técnica, para trazer e ofertar mão-de-obra mais especializada.

Outro problema do setor: a variação da demanda – a diferença entre o máximo e o mínimo entre os meses inutiliza qualquer planejamento, principalmente quando o principal insumo, que é o aço, possui algumas regras para a sua aquisição que não permite tal flexibilidade. Para Piccinin, da Isma, a solução para este problema é, sem dúvida nenhuma, “se reinventar sempre, para que o nosso cliente não seja afetado”.

E, há, também, os juros. Costa, da Montiaço, diz que a expansão do setor fica prejudicada sempre que há um aumento da taxa básica de juros (Selic) e contenção, por parte dos agentes financeiros, da concessão de créditos ao mercado que, em grande parte, financiam este tipo de compra. Para o diretor executivo, é preciso que haja uma política de diminuição de juros por parte, primeiramente, do governo, como está acontecendo, o que proporciona um aquecimento do mercado dentro de 90 a 180 dias. O aumento de liberação de crédito no Cartão BNDES, juntamente com a diminuição dos juros desta linha, também tende a aumentar o interesse dos clientes que vêm nos últimos anos utilizando de maneira significativa esta linha de crédito, completa Costa.

EQUIPAMENTO CORRETO OU PERDAS?
Neste segmento fundamental para o desenvolvimento das atividades logísticas, é primordial a escolha do equipamento correto, ou, caso contrário, se arcará com diversos problemas.

Mas, o que considerar na escolha do equipamento adequado?

“Questione tudo e busque informações concretas, que realmente resultem em ganhos para o seu negócio. O que me trará ganho? Como? Quanto? Avalie a melhor solução para cada material que será armazenado e movimentado. Depois, combine em uma solução integrada. O fornecedor tem de ter condições de ajudar neste projeto desde o início”, ensina Malucelli, da Águia, segundo o qual a escolha errada pode provocar desperdício de investimentos em imóveis e equipamentos e aumentos dos custos operacionais – ou seja, comprometimento das margens da empresa.

O supervisor comercial da Bertolini também aponta para a necessidade de desenvolver-se um estudo do processo individual do cliente, levando-se em consideração importantes aspectos – características do palete, como medidas e peso; o fluxo que essa mercadoria deve ter dentro do processo, como, por exemplo, separar por tipo de produto, se há mais de um tipo e por prioridade. Com essas informações se analisa a melhor estrutura para atender à realidade do cliente. Ele ainda adverte: as consequências da aquisição de uma estrutura inadequada são muitas, e dependem de fatores variados. Por exemplo, se as medidas e/ou o peso dos paletes não se adequarem à estrutura fornecida, o cliente perderá espaço de armazenagem, prejudicando os processos e acarretando em custos adicionais.

“É preciso medir, avaliar e acompanhar toda a operação, caso já exista; buscar informações sobre a movimentação e armazenagem dos produtos que necessita ‘abrigar’ e ‘movimentar’; ter plantas/desenhos, informações do espaço, condições físicas do depósito ou armazém a construir, tipo de piso, legislação local, dimensões disponíveis para planejamento dos equipamentos que irá necessitar; estabelecer volumes de produtos a ‘movimentar e armazenar’, metas e cronogramas de curto, médio e longo prazo para planejar quais e quantos equipamentos irá necessitar.”

Estas avaliações, de acordo com Santos, da Engesystems, são feitas normalmente por empresas de consultorias especiais voltadas para a área de logística. Ainda segundo o gerente comercial, as consequências da escolha errada envolvem orçamentos desnecessários, prejuízos causados por equipamentos que não se consegue usar; tempo perdido entre pedido e entrega dos materiais escolhidos e comprados; uso futuro duvidoso, com a demanda “crescente e alternada”; o erro de planejamento e cálculo no tipo e quantidade de equipamentos a usar pode anular a demanda futura, especialmente quando a escolha for para atender uma demanda “momentânea”.

Para Piccinin, da Isma, “a escolha do sistema de armazenagem correto está diretamente relacionada à correta delimitação da necessidade/problema, especificidades sobre a armazenagem e expedição do produto, modo de unitização, características da edificação (se houver uma) e como será feita a movimentação do produto, sob pena de, se fizer errado, gerar queda da eficiência da operação e, por consequência, o aumento dos custos”.

Finalizando as análises sobre a escolha correta das estruturas de armazenagem, Abade, da Travema, aponta que o “critério principal é o que chamamos de ‘os três ADES’: Seletividade, Densidade e Velocidade. Para cada um destes critérios (ou a associação deles), existe uma estrutura correspondente e ideal. A consequência mais óbvia da escolha errada é a redução da performance do processo logístico, com diminuição da qualidade e velocidade da operação”, completa o diretor técnico.

AS EMPRESAS E AS NOVIDADES
Águia – Na linha de armazenagem de paletes, a empresa fornece desde portapaletes até sistemas de armazenagem automatizada, passando por sistemas de armazenagem dinâmica e push-back. Em relação a caixas até 70 kg, oferece diversos tipos de armazenagens, como prateleiras e flow-racks, assim como soluções para movimentação através de transportadores.

“No último ano criamos o push-back reverso, produto exclusivo que alia melhores custos operacionais com ganhos em investimentos. Na linha de sistemas dinâmicos, através do redesenho dos produtos, conseguimos significativos ganhos, tanto na produção quanto na disponibilização e operação dos sistemas”, informa Malucelli.

Altamira – Oferece soluções de armazenagem e logística, como portapaletes, estantes (leves e pesadas), estantes com pisos intermediários em aço e mezaninos para trânsito leve e pesado (inclusive com paleteiras de até 1.600 kg).

“A Altamira tem investido em tecnologia para poder oferecer produtos confiáveis para pisos elevados e mezaninos, que proporcionem superfícies resistentes para armazenagem e produção – inclusive para áreas que requeiram tratamento antiestático para uso de equipamentos de informática ou leitores óticos”, explica Giovannini.

Bertolini – Dispõe de toda a linha de equipamentos para armazenagem, como portapaletes, portapaletes leve, portabobina, portapaletes deslizante, drive-in, drive-through, drive-in dinâmico, drive-in para carro satélite, push-back, flow rack, bag dinâmico, cantilever, mezanino/passarela, estantes multiblock, autoportantes, armazéns automatizados com transelevador, racks metálicos e divisórias industriais.

A empresa lançou, no último ano, o drive-in para carro satélite. “Este sistema possibilita a otimização do espaço físico da área destinada para estocagem, permitindo o aumento da capacidade de armazenagem e maior seletividade dos produtos em comparação ao drive-in estático. Além disso, oferece maior segurança e velocidade nas operações de carga/descarga por não utilizar empilhadeira dentro do sistema, prevenindo, assim, o risco de acidentes aos operadores e o risco de danos estruturais. Além disso, o sistema opera via WiFi”, aponta Cousandier.

Outro produto de destaque é o bag dinâmico, para armazenagem de mercadorias acondicionadas em bags. “Este produto assemelha-se ao drive-in dinâmico, porém a sua operação se faz com bags suspensos em carrinhos empilháveis e facilmente manipuláveis por qualquer empilhadeira”, explica o supervisor comercial.

Além disso, nos próximos meses será montado, no litoral norte de Santa Catarina, um dos maiores complexos de armazenagem automática do país. Fazem parte do complexo um prédio em portapaletes autoportante com 32 metros de altura e com mais de 25 mil posições/paletes, além de uma estrutura miniload para caixas, com um moderno sistema de separação de pedidos.

O projeto, realizado em conjunto com a empresa especializada em automação Cassioli Brasil, será entregue para um grande varejista da região sul do país.

Engesystems – Desenvolve produtos e equipamentos para logística e armazenagem sob encomenda, ou seja, “personalizados”. Os principais grupos de produtos mais pedidos são: estruturas portapaletes; racks metálicos desmontáveis; racks de colunas removíveis; paletes metálicos; contentores metálicos e aramados.

Estrutezza – A empresa é especializada no desenvolvimento e produção de embalagens metálicas – descartáveis e retornáveis –, com ênfase na indústria automobilística, linha branca, linha pesada e aeronáutica. Também atua no desenvolvimento e confecção de peças e acessórios automobilísticos e agrícola, tendo como foco lote seriado e alto volume de produção.

“A nossa novidade é a prateleira 100% desmontável com processos de parafusos flow-racks e roletes, com ajustes de níveis com e sem grau, fabricada 100% no processo de laser”, diz Tezza.

Isma – Fabricante de portapaletes seletivo, drive-in/through, cantilever, mezanino, estante, estante com piso, flow-rack, push-back, portapaletes dinâmico, divisória e estante e arquivo deslizante.

Marcon – Na Linha Mecânica oferece: armários; prateleiras/estantes; caixas portacomponentes; bancadas; caixas para transporte de ferramentas; e carro para transportar ferramentas.

MetalShop – A sua linha de produtos inclui portapaletes seletivos, drive-in, push-back, dinâmico, cantilever, mezanino, estantes e portapaletes conjugados. “Estamos lançando drives-in com carro satélite e miniloads e, também, estamos na fase final de desenvolvimento do armazém autoportante”, revela Montenegro.

Metalúrgica Central – Fabrica estantes, divisórias, elevados tipo mezanino, portapaletes, cantilever e flow-rack, atendendo projetos especiais, etc. “Nos dias de hoje nenhuma empresa pode se dar ao luxo no desperdício de espaços, que têm de ser otimizados e valorizados ao máximo, fazendo com que o nosso departamento técnico, em conjunto com usuários, desenvolvesse a estrutura rack empilhável, ideal para as operações no aproveitamento desses espaços, sendo o nosso de fácil manuseio, montagem e desmontagem e único no mercado com engates rápidos, não desmontando em casos de tombamento, além da possibilidade de aumento ou ajuste das travessas com facilidade”, diz Macedo. Botteon complementa: “para facilitar o armazenamento, manuseio e transporte, desenvolvemos estruturas portapneus para exemplares com altas dimensões, estruturas dinâmicas para rolos de tecidos e estruturas verticais móveis”.

Montiaço – Trabalha com portapaletes, estantes, gôndolas, bat-racks e mezaninos.

Solutech – A Solutech Sistemas de Armazenagem (Fone: 62 3085.7100) fornece: portapaletes; drive-in; dinâmico; flow-rack; push back; drive through; gaiola; e rack metálico. “Estamos trazendo para o mercado brasileiro a tecnologia da empresa italiana Uteco Contec, referência em sistemas automatizados de movimentação e armazenagem. Através da transferência de tecnologia e acompanhamento pelos engenheiros italianos, a Solutech passará a produzir no Brasil toda a linha da empresa europeia, incluindo: armazéns automatizados; transelevadores; sistemas de paletização automatizados (robôs); picking automático; plantas automatizadas de movimentação; WMS; sistemas customizados; e sistema de estocagem vertical por prateleiras automatizadas (ideal para pequenos itens e grande variedade)”, explica o engenheiro Wilson Nasciutti, gerente técnico-comercial da Solutech Sistemas. E ele continua: “o próximo passo é ampliarmos nossa atuação no mercado nacional. Para isso estamos buscando representantes comerciais em todos os estados brasileiros”, finaliza.

Travema – A empresa atua no mercado de sistemas de armazenagem estática (portapaletes, drive-in, cantilever, estantes, etc.), armazenagem dinâmica (shuttle, push back, flow rack e dinâmico) e no mercado de proteções logísticas (guard-rails, dilaceradores de pneus, protetor de doca, protetores de coluna e proteções especiais). “A Travema apresenta este ano o sistema de carro satélite (shuttle), sendo a pioneira no projeto e instalação deste tipo de estrutura no Brasil”, completa Abade.
 

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