Iveco lança nova geração de caminhões semipesados em 41 versões, com cabine curta e leito
Notícia | 09 de Junho de 2012
O segmento de semipesados representa 35% dos caminhões vendidos no Brasil. Seguindo essa estatística divulgada pela própria companhia e buscando ampliar sua fatia de participação neste mercado, a Iveco (Fone: 0800 704.8326) acaba de apresentar o novo Iveco Tector, nova geração de semipesados da marca que já está disponível nas 105 concessionárias espalhadas pelo Brasil. Em 2011, a companhia vendeu 4.480 unidades de semipesados no país.
Durante evento de lançamento, realizado na Praia do Forte, BA, nos dias 16 e 17 de maio, para a imprensa especializada, a Iveco apresentou a nova geração de semipesados que, com 41 configurações possíveis, está dividida em duas versões de acabamento: Iveco Tector e Iveco Tector Attack, sendo esta última a mais barata da gama.
As dezenas de versões possíveis surgem a partir de fatores de escolha como três tipos de cabine (curta, leito e a nova versão leito teto alto), motores Iveco FPT de 218 CV e 280 CV, três opções de transmissão (de 6, 9 e 10 velocidades), três tipos de tração (4x2, 6x2 e 6x4) e quatro distâncias entre-eixos. Outra possibilidade também está na versão cavalo mecânico, 4x2, para serviços especiais, que pode ser comprada por encomenda. Dentre as promessas dos caminhões está a economia de 5% no uso de combustível.
“Dentro da logística, os benefícios dessa gama são muito grandes. O foco da logística é diminuir custos em toda a cadeia, e é isso que os modelos permitem. Os caminhões semipesados ligam as duas pontas: transferência da fábrica para o armazém e a distribuição, com baixo custo de aquisição, manutenção e consumo de combustível”, avaliou Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco.
Dentre os modelos está o Iveco Tector 6x2, para 23 toneladas de PBT, o mais confortável do segmento, segundo a Iveco, com opção de cabine leito teto alto, suspensão de cabine mais macia, painel de instrumentos e ar-condicionado de série. Considerando que no mercado de semipesado 6x2, 60% dos motoristas são donos dos próprios caminhões e têm o poder de escolha, o conforto se torna característica determinante para a compra, tendo em vista que o próprio dono irá utilizar o caminhão por muitas horas do transporte rodoviário de médias e longas distâncias, típicas desse tipo de veículo. “Para esse cliente, os fatores fundamentais em sua decisão de compra são potência, dirigibilidade e conforto”, explicou Davi Lunardi, diretor da gama de semipesados e pesados da Iveco.
Com 65% das vendas do segmento dos semipesados, os modelos 6x2 também precisam de força e baixo consumo de combustível. O modelo Iveco Tector vem com novo motor de 280 CV com ampla curva de torque e opção de transmissão de nove marchas mais suaves, e que oferece até 5% de economia sobre o modelo anterior, segundo a Iveco.
Já com os semipesados 4x2, para 17 toneladas de PBT, a estratégia da empresa foi diferente, seguindo o perfil específico do cliente deste produto. Com 20% das vendas entre os semipesados, o veículo 4x2 é predominantemente usado em entregas urbanas e interurbanas de curta distância e, por isso, são mais simples e atendem ao cliente que busca menor custo, como frotistas, órgãos públicos e pequenos comerciantes. Para este nicho, a Iveco traz novos modelos de entrada, chamados Tector Attack, mais robustos e que mantêm uma política de preços de venda mais acessível ao comprador. As compras de modelos 4x2 da Iveco subiram em 30% de 2010 para 2011. A expectativa é que o modelo Tector Attack represente 60% das vendas da marca em 2012.
Com a nova frota de semipesados, a Iveco quer disputar mercado neste segmento, o que mais cresceu em 2011 (+11%), com 60 mil unidades vendidas no país. Quando lançou a primeira geração do Tector, em 2008, a marca detinha cerca de 3% de participação nessa categoria, saltando para 7,4% em 2011. “Nossa meta é crescer, no mínimo, um ponto percentual por ano nos semipesados”, antecipou Cavalcanti.
A expectativa positiva também se baseia no fato de o novo modelo ser derivado de um dos mais bem-sucedidos caminhões da história da Iveco no mundo. Chamado Eurocargo, ele é o terceiro modelo no ranking dos semipesados europeus, com market share de 21% - um em cada quatro semipesados vendidos na Europa é da Iveco, segundo a companhia. Lançado em 1991 e após quatro gerações, cerca de 500 mil Eurocargos já foram comercializados em mais de 160 países.
A América Latina representa grande participação nos negócios globais da Iveco. Somente em 2011, a região representou 20% das vendas, sendo que, em 2006, a representatividade era de apenas 8%. Cerca de 34 mil veículos, de todos os modelos, foram vendidos na América Latina, aumento de 30% em relação a 2010. Apenas do modelo Tector espera-se vender no Brasil entre 4.500 e 4.800 unidades em 2012.
O novo Iveco Tector é o terceiro modelo lançado da nova geração de caminhões Ecoline, com a qual a montadora renovará completamente toda a sua gama de veículos no Brasil. Já foram lançadas as novas gerações do Iveco Daily (entre 3,5 e 7 toneladas de PBT) e do Iveco Trakker (caminhões pesados fora de estrada para até 74 toneladas de PBT).
MOTORES E MANUTENÇÃO
Para dar maior potência aos caminhões, a Iveco e a FPT Powertrain, empresa-irmã dentro do grupo Fiat Industrial, escolheram duas novas configurações do motor Iveco FPT NEF 6, de 6 litros, com tecnologia SCR – que exige o combustível Arla 32. A primeira vem com 218 CV e torque de 680 Nm, disponível apenas para as versões Iveco Tector Attack 4x2 – 16 toneladas e 6x2 – 23 toneladas.
Já para as versões do Iveco Tector 17, 23 e 26 toneladas, 4x2, 6x2 e 6x4, optou-se por passar da configuração de 250 CV para 280 CV, aumentando em 12% a potência dos modelos. Com o mesmo torque, mas em calibração especial, desenvolvida no Brasil, a nova configuração tem nova curva de entrega mais plana e mais ampla. “O resultado é maior elasticidade do motor, que permite uma condução mais tranquila e a manutenção de velocidades médias mais elevadas com menor consumo”, disse Alexandre Serretti, gerente executivo da Plataforma de Leves, Médios e Semipesados da Iveco. “Já o torque em faixa mais ampla melhora as arrancadas, ajuda nas manobras em baixa velocidade e a vencer subidas. Com os novos motores, conseguimos reduzir o consumo em até 5% quando comparado aos modelos Euro III”, continua.
Outra demanda importante do projeto do novo Iveco Tector foi otimizar os custos de manutenção do modelo. “Esse custo é composto por um conjunto de fatores, como intervalos de manutenção e preço de peças e de componentes etc.”, lembrou Mauricio Gouveia, diretor de Pós-Venda da Iveco.
Para diminuir custos na manutenção, a Iveco adotou o óleo sintético para motor, transmissão e eixos, já que esse tipo de óleo garante maior proteção aos componentes internos do trem de força e aumenta a vida útil dos componentes. Ele também permite trocas mais espaçadas, resultando em economia e menor número de paradas de manutenção do veículo. “O óleo do motor que antes precisava ser trocado aos 40.000 quilômetros, agora só passa por troca aos 60.000 quilômetros. O óleo da transmissão, que tinha intervalo de troca a cada 120.000 quilômetros, agora pede intervalos de 800.000 quilômetros. A troca do óleo do eixo traseiro passou de um intervalo de 120.000 quilômetros para 480.000 quilômetros. “A economia vem pelo número menor de trocas de óleo e pelos intervalos maiores entre as paradas ao longo da vida do modelo, que somadas, resultam em menores custos e maior produtividade”, finalizou Gouveia.
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