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Conteúdo 10 de outubro de 2014

Solução logística para a construção civil visa diminuição dos atrasos

Segundo dados da última Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada no final de junho de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de empresas ativas na indústria da construção civil subiu de 52.870, em 2007, para 92.732, em 2011.

Mas, apesar de apresentar bom desempenho nos últimos anos, o setor ainda sofre com os atrasos na entrega. No Brasil, as obras de infraestrutura do governo, por exemplo, costumam atrasar pelo menos quatro anos e custar até seis vezes mais do que o previsto.

Os dados são da Consultoria Ilos — Instituto de Logística. Segundo um estudo realizado pela instituição, feito com base nas 12 maiores obras do PAC, a média de atraso é de quatro anos e a do custo final é 85% superior ao previsto nos projetos iniciais. A comparação dos dados dos balanços do PAC 1 e do PAC 2 ainda revelou que, em muitos casos, os atrasos e percentuais de aumento do investimento necessário são assustadoramente maiores.

Os fatores que influenciam nesse processo são diversos, como a falta de uma distribuição correta de materiais, o controle e gestão das obras e até a melhor capacitação dos profissionais que atendem ao segmento.

Na tentativa de solucionar este problema, e na observação de que a construção civil usa pouca ou quase nenhuma Tecnologia de Informação, a Vialink (Fone: 21 3294.2900) desenvolveu uma tecnologia voltada para o setor.

A Solução em Logística da Vialink para a Construção Civil é baseada em um sistema denominado ViaWMS e apoiada pelo treinamento dos colaboradores. Ela funciona através da implantação de um processo que organiza o armazenamento e a distribuição de materiais e equipamentos, em que é possível controlar o fluxo e a entrega desses recursos nas diversas partes da obra durante toda a sua duração.

“Observamos que o fluxo de materiais é um grande problema ainda não resolvido. Por isso, aproveitamos nossos conhecimentos em processos logísticos e engenharia de computação para criar uma solução que envolvesse processos otimizados e um sistema de controle para resolver esse problema e trazer mais eficiência às obras. Existem vários sistemas de controle de materiais no mercado, mas todos feitos para controle de estoque comum ou para Operadores Logísticos. Nenhum deles é adequado para a operação de uma construtora. Também existem muitas empresas especializadas em processos de construção civil, mas não temos notícia de nenhuma que tenha tido sucesso na implementação de uma ferramenta prática de controle do fluxo de materiais nas obras” explica o especialista em Tecnologia da Informação da Vialink, Claudio Sá de Abreu. “A nossa ferramenta proporciona redução de perdas de materiais, aumento de produtividade e redução do tempo de execução da construção, além de produzir informação em tempo real para os gestores e de auxiliar na tomada de decisões”, completa ele.

Para implementar a Solução, a infraestrutura necessária é simples, diz Abreu.  A empresa precisa apenas de um servidor de pequeno porte e cobertura Wi-Fi nos locais onde acontece o recebimento, a estocagem e a movimentação dos materiais. E cada operador precisa de um coletor (um iPod), para fazer as leituras de códigos de barras que identificam os materiais e suas localizações.

Todos os registros de movimentação dos materiais são feitos pelos trabalhadores da obra, assim como os de recebimento, entrega nos pontos de utilização e descarte. Além disso, o sistema recebe dados de produtos do ERP (sistema) da empresa e também dados de Notas Fiscais de outros sistemas, ou de digitação.

Ao final do dia é enviado um relatório com o resumo do trabalho naquela data para todos os gestores. Com isso, eles estão sempre atualizados sobre o andamento da construção e, também, é possível monitorar se os trabalhadores estão usando corretamente o sistema.

“Para utilizar a solução é necessário um treinamento, mas o sistema foi desenvolvido para ser muito simples de utilizar. Com poucas horas de treinamento os trabalhadores se tornam aptos. E não é preciso a contratação de um gestor que fique responsável pelo controle de que a solução está sendo devidamente utilizada. No pacote de serviços associados à nossa ferramenta, um técnico da Vialink acompanha sua utilização permanentemente, dando as devidas orientações sempre que for preciso”, explica Abreu.

E ele continua: “é difícil ter dados precisos de quantos por cento a solução ajudaria a manter as obras dentro dos prazos, porque o cálculo depende de cada construtora e de cada tipo de obra. Mas a Vialink atua na parte fundamental do problema, ou seja, nos processos logísticos e na ferramenta de software para controle de movimentação de materiais. Se somarmos essa solução com a melhoria dos materiais e uma maior padronização, temos certeza que os prazos poderiam ser menores do que os atuais, a exemplo do que acontece em alguns outros países, onde vemos prédios de 30 andares sendo construídos em alguns dias”, afirma Abreu.

 

Mercado

O executivo da Vialink ainda fala sobre o mercado de TI dentro da logística e da construção civil. Segundo Abreu, ele ainda é fraco em ambos os segmentos.

“A Tecnologia da Informação, quando existe nas obras, praticamente só atende aos escritórios. Não há infraestrutura para coleta e comando de ações em tempo real nos canteiros de obra, muito menos sistemas para isso. Empresas maiores ficam amarradas a sistemas ERP engessados, que não conseguem ter a agilidade necessária para fazer uma obra andar com eficiência, muito menos com a facilidade exigida pela nossa mão de obra. A logística é totalmente inexistente. Antes da nossa Solução, várias empresas já haviam tentado antes, sem sucesso”, explica Abreu.

Para os próximos anos, o objetivo da companhia é dominar o mercado de controle logístico na construção civil, afetando positivamente sua cadeia de movimentação de materiais em todos os níveis. “Também pretendemos aumentar nossa participação em outros mercados, como o de óleo e gás e operação logística, onde já atuamos”, completa Abreu.

 

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