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Condomínio logístico 11 de dezembro de 2019

Taxa de vacância de condomínios logísticos no Sul cai para 10% e mostra estabilidade

O mercado de condomínios logísticos na Região Sul fechou o terceiro trimestre de 2019 com estabilidade, conforme aponta o relatório da Colliers Internacional Brasil. A taxa de vacância caiu para 10% ante os 13% no mesmo período do ano passado. Na absorção líquida – saldo da diferença entre áreas locadas e áreas devolvidas – o Sul se manteve estável, com os mesmos 58 mil m² registrados em 2018. Na absorção bruta – que corresponde à área alugada por uma empresa – houve crescimento de 11,8%, registrando 66 mil m² em novas locações ante os 59 mil m² do ano passado.

No acumulado até setembro, a região somou em novas locações cerca de 79 mil m², sendo 43 mil m² no Paraná e 36 mil² em Santa Catarina. Os segmentos varejistas, bebidas, embalagens e transporte e logística respondem pelo maior volume de locações. Os estados com maior absorção líquida são o Paraná (28.256 mil m²) e Santa Catarina (27.300 mil m²). Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo (-2.343 mil m²).

De acordo com Rogério Luz, gerente da divisão de logística da Colliers Internacional, a vacância não é afetada somente por ocupações e devoluções. “Novos empreendimentos influenciam sensivelmente os números, uma vez que em grande parte os imóveis entram no mercado totalmente vagos. No terceiro trimestre observamos a entrega 82 mil m² em novos empreendimentos, sendo 30 mil m² em Santa Catarina e 52 mil m² no Rio Grande do Sul”, analisa.

Paraná lidera

Ainda para Rogério Luz, o mercado de condomínios logísticos no Paraná apresenta elevado nível de transformação e profissionalismo no desenvolvimento de novos empreendimentos. Anteriormente o estado registrava predominância de imóveis ineficientes e de baixo padrão construtivo.

“Tal movimento de transformação é decorrente da empresa líder do Sul, a Capital Realty, com sede no Paraná. Não por acaso, o estado já é o principal mercado da região, além de ser o quinto mercado nacional, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais”, diz.

Líder na Região Sul, a Capital Realty terminará 2019 investindo R$ 60 milhões em construção de novos empreendimentos. A desenvolvedora de galpões pretende ampliar sua área atual de 400 mil m² para até 450 mil m² até o fim de 2020.

“Em 2018, tivemos melhora da ocupação. Em 2019 os preços dos novos contratos estão mais elevados e nós começamos a reduzir nossa taxa de vacância desde o primeiro semestre do ano passado. Por causa dessa melhora estamos confiantes e voltamos a investir. Existe demanda por parte de empresas de consumo, comércio eletrônico e do setor farmacêutico”, diz o presidente da Capital Realty, Rodrigo Demeterco.

A desenvolvedora de condomínios logísticos está expandindo o MEGA Centro Logístico Curitiba, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, em Campina Grande do Sul. As obras vão iniciar em 2020 e a expectativa é de entrega da obra no segundo semestre de 2020. A expansão será de cerca de 21 mil metros quadrados. A Capital Realty também pretende comprar um terreno para desenvolver um condomínio logístico em um dos mercados em que já atua.

SC e RS

Com relação aos preços, o relatório da Colliers Internacional Brasil mostra que o valor médio pedido no mercado de galpões de alto padrão no Sul também se manteve estável no terceiro trimestre, com os mesmos R$ 19/m².

Referente ao mercado, Santa Catarina tem predominância de empreendimentos ligados à intensa atividade portuária da região de Itajaí.

E embora o Rio Grande do Sul apareça com números mais tímidos, o mercado local é promissor. “Com as novas entregas e projetos de construção e expansão em andamento, o estado deverá superar o inventário de Santa Catarina e se consolidar como o segundo mercado do Sul. Empresas de e-commerce devem impulsionar a locação de novos espaços”, analisa.

Inventário, preço e taxa de vacância por estado

De acordo com o relatório, o Paraná é quem tem mais área construída, 604 mil m², seguido por Santa Catarina, com 429 mil², e Rio Grande do Sul, com 298 mil m². Com relação ao preço médio, Santa Catarina cobra R$ 22/m², o Paraná cobra R$ 20/m² e Rio Grande do Sul, R$ 17/m². A taxa de vacância do Paraná atingiu 11%, mas no início do ano registrou 14%. Santa Catarina se manteve estável em 2%.

O relatório anual da Colliers deve ser divulgado no início de 2020, consolidando todas as movimentações de mercado em 2019.

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