Aeroporto de Curitiba tem nova rota cargueira da Europa

20/10/2023

O Aeroporto Internacional de Curitiba (CWB), administrado pela CCR Aeroportos – divisão de negócios do Grupo CCR que opera 20 aeroportos no mundo –, está informando o lançamento de uma nova rota cargueira, com duas frequências semanais. Operado pela LATAM Cargo, o voo, realizado com aeronaves modelo Boeing 767-300F, com capacidade para transportar 100 toneladas semanalmente, parte do Aeroporto de Amsterdã – Schiphol (AMS) e tem como destino final a capital paranaense. A rota, que já está em operação, ainda faz escalas em Frankfurt e Miami, de onde também é possível o envio de cargas ao Brasil.

Esta adição estratégica à rede de transporte de carga do aeroporto visa fortalecer a conexão entre a Europa e a América do Sul, com Curitiba desempenhando um papel central na distribuição de produtos para o Sul do Brasil. O voo cargueiro está programado para operar às terças e sábados, proporcionando um serviço confiável e eficiente para as indústrias da região.

“A introdução desta rota cargueira é um marco significativo para o Aeroporto Internacional de Curitiba e reflete nosso compromisso em aprimorar o comércio internacional e a conectividade na região. Ela desempenhará um papel fundamental para atender a grande demanda de importação de produtos farmacêuticos, automotivos e maquinários, fortalecendo nossa posição estratégica neste fluxo comercial entre a Europa e a América do Sul, bem como de exportações do Paraná para o mundo”, comenta Lilian Françoso, Gerente de Cargas.

“Cada rota cargueira que a LATAM inaugura é uma nova porta para o comércio do mundo com o Brasil. Nos últimos anos, temos ampliado nossa conectividade no País, principalmente com a América. Agora, conectamos com mais eficiência e agilidade também o mercado europeu com o Sul do Brasil. Esses investimentos são resultados de uma LATAM mais eficiente e competitiva, que reafirma diariamente o seu compromisso com o Brasil”, afirma Otávio Meneguette, diretor da LATAM Cargo no Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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