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Especial 16 de maio de 2018

Altos índices de roubos fazem crescer o emprego da escolta armada no transporte de cargas

O uso de armamento pesado e os investimentos em tecnologias, por parte dos bandidos, tem feito com que sejam usadas, inclusive, carretas blindadas com quatro vigilantes em seu interior para o transporte de carga, o que tem se mostrado eficiente e vem dando resultados.

Se há um assunto em destaque no segmento de transporte de cargas, hoje, sem dúvida nenhuma é o roubo – e de uma forma cada vez mais violenta. Isto faz com que cresça o uso da escolta armada.
Por outro lado, para se adequar a estes novos tempos, e também enfrentar a violência dos ataques dos bandidos, as empresas que atuam no segmento fizeram diversas mudanças em seus procedimentos.
Como coloca Rômulo Maranhão, diretor comercial da Guard Center – Gestão em Segurança (Fone: 11 5111.8858), a mudança nos últimos anos com relação ao serviço de escolta armada é que o setor, a cada dia, vem crescendo por conta do aumento significativo dos sinistros provenientes de roubo de cargas, principalmente na região Sudeste. E vale salientar que o mercado vem se restringindo às empresas que têm um maior controle de suas operações, subindo desta forma o nível de qualidade dos serviços prestados, diz Maranhão.
“Atualmente temos mais profissionalização de agentes e empresas redobrando o cuidado na execução. Existe também a possibilidade de se começar a utilizar viaturas de escolta armada blindada”, comentam Teanes Carlos Santos Silva, consultor de segurança e docente do CST em Gestão de Segurança Privada da Anhanguera Santana, e Autair Iuga, presidente do Grupo Macor – Macor Segurança e Vigilância (Fone: 11 3959.0111). Ambos são, também, diretores da Abseg – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.
Já Marcos Guilherme Dias da Cunha, diretor geral da Transvip do Brasil (Fone: 11 3757.5000), diz que as mudanças foram diversas. “Não há dúvidas que o transporte de mercadorias é alvo de criminosos espalhados pelo Brasil. As pesquisas mostram que este é um crime que cresce bastante no país. Isso demanda uma maior preocupação dos clientes que buscam empresas que possam realizar o serviço de entrega de mercadorias com segurança”, diz Cunha.

Ação dos bandidos
Além das mudanças nos procedimentos das empresas, também ocorreram mudanças nas ações dos bandidos. “Percebemos um aumento dos ataques às escoltas armadas, principalmente nas cidades do Rio de Janeiro e Espírito Santo, com poder de fogo aumentado por fuzis”, aponta Silva, da Abseg.
“Com certeza, os bandidos se reforçam cada vez mais para roubar e interceptar caminhões que transportam cargas com alto valor agregado nas estradas do país. Eles se reforçam com armamento pesado e investem em tecnologias para realizar os assaltos. Por isso é importante nunca parar de investir em segurança”, também comenta Cunha, da Transvip.
Maranhão, da Guard Center, destaca que a cada dia que passa os bandidos estão mais ousados, e por conta disso as empresas de gestão em segurança, gerenciadoras de riscos e tecnologia vêm criando soluções em segurança para inibir as ações dos criminosos.

Decisão pela escolta
Diante do exposto, como decidir pela escolta da carga? O que considerar?
Afinal, como já foi citado, os bandidos estão cada vez mais bem armados, com fuzis utilizados em guerras, com o objetivo de roubar cargas de alto valor agregado. “Pensando nisso, a escolta armada se torna ineficiente já que não possui o mesmo tipo de armamento utilizado pelos criminosos. A forma mais eficiente e que vem dando resultado é o modelo que temos adotado, de utilizar carretas blindadas no transporte de cargas e com quatro vigilantes armados dentro do veículo. Isso dá mais segurança aos vigilantes e minimiza o risco de roubo”, coloca Cunha, da Transvip.
Por seu lado, Maranhão, da Guard Center, destaca que normalmente a escolta armada só é solicitada quando o valor da carga ultrapassa o valor do PGR (Plano de Gerenciamento de Risco), exigência essa das seguradoras, ou de determinados clientes que prezam pela segurança de sua carga, afinal o custo não é baixo.
E Silva e Iuga, da Abseg, destacam que é preciso considerar se a empresa é regular perante a Polícia Federal, verificar se há negativas municipais, estatuais e federais, fazer visita técnica comercial, checagem de referências, e se é sindicalizada ou não. “Em São Paulo, podemos consultar o Sindicato das Empresas de Escolta do Estado de São Paulo – Semeesp e também o site da Polícia Federal.”

Tendências
Ainda de acordo com os diretores da Abseg, as tendências nesta área são de aumento na utilização desse serviço, devido à eficácia e êxito nesse trabalho.
“Os rumores do mercado sempre cogitaram que a tecnologia irá engolir este segmento, porém os índices e indicadores todos os anos contrariam essas informações, ou seja, este segmento só tende a crescer justamente por conta de insuficiência da segurança pública em nosso país”, avalia, agora, Maranhão, da Guard Center.
E Cunha, da Transvip, conclui dizendo que não utilizam mais a escolta em nenhum transporte de cargas. “A saída é investir em bitrens, carretas e caminhões trucados, todos blindados. O investimento vem dando resultado e iremos investir cada vez mais nesse tipo de veículo.”

Além do transporte de carga
Mas, a escolta não é usada apenas no transporte de cargas. Silva e Iuga, da Abseg, destacam que as escoltas armadas também são muito utilizadas em ônibus de transporte de cargas e passageiros (sacoleiros), e em preservação de centros de distribuição e logística, onde há grande concentração de cargas que necessitam de suporte à segurança patrimonial.
“A escolta armada não é só usada para manter a segurança da carga propriamente dita, ela pode ser utilizada também para trilhar novas opções de rotas para fugir do trânsito intenso e para cargas com produtos que não possam por ventura sofrer alterações de temperatura – neste caso existe toda uma logística para chegar no horário determinado –, dentre outras utilidades”, aponta Maranhão, da Guard Center.
E Cunha, da Transvip, destaca que a empresa usa a escolta apenas no transporte de numerário e metais preciosos, quando o valor do produto é alto. “Mas ressalto que no transporte de cargas especiais, com as carretas blindadas, nós não utilizamos nenhum tipo de escolta armada, mas sim os quatro vigilantes armados dentro do caminhão blindado.”

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