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Conteúdo 15 de dezembro de 2021

A contribuição dos portos inteligentes para o transporte marítimo e o comércio global

*Por Wagner Gonçalves

Mais de 90% do comércio exterior passa pelo mar, o que coloca a indústria de transportes marítimos no centro da economia mundial. Por isso, o movimento de digitalização dos portos já é uma realidade mundo afora. O mercado global de portos inteligentes deve chegar a US$ 2 bilhões até o final de 2025, impulsionado pela crescente necessidade de reduzir o tempo e o custo do transporte marítimo por meio da transformação digital.

Portos inteligentes são automatizados e contam com tecnologias de ponta, que podem aumentar a eficiência e agilidade, além de impulsionar a inovação, por meio do uso da plataforma de computação em nuvem mais abrangente, incluindo Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Big Data e blockchain. Todas elas têm a função de melhorar o desempenho e a eficiência do setor de envio e recebimento de mercadorias. Essas inovações ajudam no registro e monitoramento de dados garantindo a melhor tomada de decisão, e a digitalização ajuda no crescimento, facilitando o atendimento de navios cada vez maiores e mais carregados.

A tecnologia auxilia o operador do terminal portuário a minimizar o tempo em que os navios permanecem nos portos, otimizando o fluxo de carga e obtendo um desembaraço aduaneiro mais rápido, especialmente com uso de IoT. A mesma ferramenta garante eficiência, confiabilidade e custos mais baixos tanto aos operadores como às autoridades portuárias, o que pode ajudar a atrair mais clientes a esses portos que saem na frente nesse quesito

Este presente/futuro trará mais competitividade ao mercado e os portos serão melhores não por seu tamanho, mas pelo nível de inteligência que venham a oferecer, devido à economia de tempo e às operações eficientes que eles proporcionam.

A implementação de portos inteligentes requer várias etapas. O primeiro envolve o desenho de uma estratégia, considerando como cada porto lida com um tipo diferente de carga. O segundo processo está relacionado ao entendimento das principais desvantagens dos sistemas tradicionais e a buscar as ferramentas certas para resolvê-los. O terceiro e último, envolve o processo de tomada de decisão para escolher uma tecnologia pronta para uso ou uma solução personalizada.

Alguns dos principais portos inteligentes (incluindo projetos em andamento) são os de Roterdã, Hamburgo, Cingapura, Xangai, Los Angeles, San Diego e Shenzhen.

No Brasil, esse movimento está ganhando força, com algumas autoridades portuárias já buscando a implantação do chamado Porto 4.0, com sistemas automatizados, independentes e, ao mesmo tempo, conectados. Isto porque, o foco é compartilhamento de dados. A inovação pode começar aos poucos, com a implementação de um determinado módulo de um sistema, simplesmente agregando sensores no ‘gate’ ou no cais para ter condições de identificar desde variações meteorológicas até placas de caminhões e numeração de containers. São pequenos ajustes na tecnologia que vão sendo feitos e que fazem com que caminhemos em uma direção de automação.

Um ponto de atenção na modernização dos portos é a necessidade de qualificação de pessoas para interagir com novas tecnologias, garantindo que haja o espelhamento, em ambiente virtual, das operações verificadas no ambiente físico do porto.

Tudo isso ajuda a trazer a instantaneidade, que é uma grande vantagem que garante melhor efetividade das operações, trazendo capacidade de coletar e analisar informações em tempo real por meio de dados normatizados e padronizados, gerando mais organização e segurança às operações portuárias.

*Wagner Gonçalves é Business Development Manager da dataRain

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