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Conteúdo 20 de maio de 2021

Crescimento e lucratividade da logística dependem de automação na distribuição

Por Gilson Chequeto*

Impulsionado pelas restrições de abertura de pontos de vendas físicos durante a pandemia, o comércio eletrônico brasileiro bateu recorde de crescimento. As vendas digitais no Brasil em 2020 foram 73,88% maiores do que no ano anterior, segundo o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital. Esse novo panorama econômico também impulsionou o setor de Serviços, em especial as categorias de Transporte, armazenagem e correio, que representam 12,5% do percentual deste segmento.

A forte digitalização neste novo cenário deve permanecer no pós-pandemia e desafia muitas empresas na adequação de processos. Mais do que nunca, distribuição e logística ganham destaque, e é necessário implantar processos e tecnologias que garantam a agilidade e confiabilidade na rotina de entregas. Afinal, além do crescimento exponencial da necessidade de entregas a domicílio – o chamado last mile, quando a empresa finaliza a distribuição ao consumidor final, há a necessidade de controle de custos através de uma visibilidade confiável no processo de entregas.

Em um país de dimensões continentais, onde apenas 14% da malha viária é pavimentada, segundo a Confederação Nacional dos Transportes, soma-se ainda o aumento do preço de insumos – somente o diesel teve aumento de 17% no preço do litro entre maio e novembro de 2020 – e temos uma conta desafiadora para a logística.

É neste contexto que a roteirização se faz presente e torna-se não só um atrativo, mas um processo fundamental para as empresas. Organizar as rotas através da digitalização, levando em consideração mapas atualizados das vias de circulação, o volume e tipo de produtos a serem entregues, prazos e restrições dos pedidos é o único caminho para a lucratividade da área de distribuição.

A roteirização é um dos fatores cruciais para o sucesso da logística 4.o porque permite ao gestor ter controle sobre a organização do processo de entregas. Um mapeamento otimizado evita, por exemplo, que a frota realize rotas sobrepostas, que resultam em custos desnecessários para a logística. Também otimiza o trabalho do motorista, que pode realizar mais entregas próximas dentro do seu horário de expediente, deslocando-se com inteligência e planejamento.

Há ainda o quesito segurança, que precisa ser observado com atenção pelas empresas: em 2020 foram registrados mais de 14 mil roubos de cargas. A roteirização automatizada proporciona a possibilidade de personalização de determinados fatores que contribuem para a segurança das equipes. Há, por exemplo, a possibilidade de configuração para se evitar a passagem em um determinado raio durante certos horários e desconsiderar rotas em vias não seguras.

Tudo isso através de um mapeamento que une inteligência de dados, reduzindo o tempo de trabalho operacional da equipe no back office, que pode se dedicar aos cuidados com o maior ativo que uma empresa pode ter: o cliente. E consumidor que recebe seu pedido em dia e nas condições previstas tende a retomar a compra com a marca que garantiu um bom serviço.

Roteirizar é, portanto, uma prática alinhada à logística 4.0 que tornou-se estratégica para o sucesso dos negócios e o crescimento das oportunidades de entregas.

*Gilson Chequeto é co-fundador e CEO da Lincros, empresa especializada em soluções para gestão logística. Graduado em Ciências da Computação, é membro do Movimento de Transformação Logística

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