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Conteúdo 15 de janeiro de 2008

Infra-Estrutura Logística

A Infra-Estrutura Logística compreende todos os recursos físicos que permitam o transporte e a movimentação das diversas mercadorias e cargas entre suas origens e destinos, seja para o mercado interno, seja para o comércio exterior (importação e exportação).
 
A cidade de Jundiaí e toda a região em seu entorno, estão inseridas em uma macro região formada pela Grande Campinas e Sorocaba, Vale do Paraíba, Grande São Paulo e Porto de Santos, e esta macro região participa com cerca de 60% de todo o volume de carga transportada no Estado de São Paulo hoje compreendida entre 700 e 800 milhões de toneladas por ano.
 
Com crescimento anual da ordem de 5%, o país, o Estado de São Paulo e particularmente a macro região acima citada, demandarão e precisarão com urgência que investimentos importantes e fundamentais ocorram por parte dos diversos poderes públicos em parceria com a iniciativa privada para que sejam dadas condições à infra-estrutura de absorver o volume de transporte que vem por aí.
 
E quais são os exemplos de infra-estrutura existentes das quais dependemos, tendo como base a macro região que citamos a pouco?
 
· Sistema Ferroviário – Ferrovias
· Sistema Rodoviário  – Rodovias
· Sistema Aéreo – Aeroportos
· Sistema Marítimo – Navegação Marítima e de Cabotagem
· Sistema Hidroviário – Navegação através dos Rios
· Sistema Dutoviário – Transporte através de dutos
· Sistema Multimodal
 
O Sistema Multimodal, compreendido particularmente por Terminais Portuários, Aeroviários e Rodo-Ferroviários, permitem a transferência de cargas, principalmente em contêineres, de um modal de transporte para outro modal, viabilizando assim o que chamamos de Logística Multimodal, ou seja, o transporte de uma determinada mercadoria entre uma origem e um destino utilizando mais de um meio de transporte, tais como: caminhões, vagões, aviões, navios, barcaças e chatas e dutos.
 
O Porto de Santos, os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, as ferrovias MRS, ALL e FCA, as principais rodovias do país, além da hidrovia Tietê-Paraná e diversos terminais Rodo-Ferroviários de cargas e containers também estão inseridos na macro região citada, o que se traduz na melhor e mais adequada infra-estrutura logística disponível e existente, as quais são responsáveis nos dias de hoje para o transporte dos 60% de toda a carga movimentada no Estado de São Paulo.
 
E isso é pouco!!!!  Pois, transportar mais de 27% do PIB através do Porto de Santos, que representa hoje um volume da ordem de mais de 80 milhões de toneladas de carga anual, exigirá muito, mas muito mais.
 
Há ainda o caso da matriz de transportes no Estado de São Paulo, sem citar a do país, totalmente irreal para os padrões nacionais e internacionais uma vez que privilegia um único modal em detrimento dos demais, fruto de políticas que começaram certas, mas que foram se tornando erradas ao longo dos anos e que comprometeram e comprometem sobremaneira a sobrevivência de empresas e a diminuição dos custos envolvidos no transporte para tornarem nossos produtos mais competitivos tanto no mercado nacional quanto internacional.

· Rodovia = 92%
· Ferrovia = 6%
· Demais modais = 4%
 
Como podemos considerar crescimento nessa matriz contando com tal distribuição, predominantemente baseada no modal rodoviário e que hoje causam problemas os mais diversos, tal como o temido e chamado "apagão logístico"?
 
E há quem diga que o "apagão logístico " não existe, basta verificarmos as dificuldades cada vez mais crescentes para movimentação das cargas principalmente através e para a Grande São Paulo.
 
Ironicamente, nossas rodovias, as melhores do país, são chamadas de avenidas dada a grande e crescente quantidade de veículos que a utilizam, gerando ainda congestionamentos monstruosos, como exemplo as condições de uso das marginais Tietê e Pinheiros em São Paulo já no limite da exaustão.
 
E não pára por aí!  Que essa situação irá melhorar, me perdoem os céticos, não irá, considerando ainda o derrame cada vez maior de caminhões e veículos nas ruas e rodovias que não nos animam em nada, haja vista, as ruas, avenidas e rodovias serão sempre as mesmas, ou seja, sem investimento e/ou expansão para absorver o impacto desse crescimento de veículos.   E.T.: bom para o país pois representa crescimento interno e um PIB cada vez maior, gerando emprego, renda e melhorando as condições de nosso povo.
 
Mas, ao enxergarmos esta situação, como planejar a logística e os transportes de um modo geral com base numa infra-estrutura cada vez mais comprometida e problemática?
 
Estratégia!  Essa é a palavra.  E desenvolver a melhor e mais adequada estratégia logística com base na atual infra-estrutura, avaliando-a, compreendendo-a e entendendo-a é uma das saídas para amenizar o impacto do apagão logístico, até que as autoridades públicas possam começar a cumprir o que recentemente anunciaram nos dois planos de governo: PAC – Plano de Aceleração do Crescimento e PNLT – Plano Nacional de Logística e Transportes.   E que são essenciais!
 
Há ainda a necessidade de conhecermos o excelente trabalho realizado no ano 2000 pela equipe da Dersa (Artesp) chamado PDDT Vivo 2000 (Plano Diretor para Desenvolvimento dos Transportes) elaborado com base em toda a movimentação de cargas no Estado de São Paulo no ano 2000.
 
Mas isso tudo será matéria para o próximo artigo da ABEPL.

 

* Gilson Aparecido Pichioli é vice-presidente Executivo e de Infra-Estrutura e Logística Multimodal da ABEPL.

 

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