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Conteúdo 13 de fevereiro de 2008

Marinha ampliará formação de marítimos

O diretor de Portos e Costas da Marinha, almirante Paulo José Rodrigues de Carvalho, informa à coluna haver boas chances de expansão da formação de marítimos. Assim, se tudo correr bem, o Governo federal – através de um programa do Ministério de Minas e Energia vinculado à indústria do petróleo, o Promimp – poderá financiar a expansão dos dois centros de formação de marítimos no país, que são Ciaga ( no Rio de Janeiro) e Ciaba ( em Belém-PR).

Além disso, no Ciaga, deverá ser criada uma instalação específica para formar pessoal destinado a operar com barcos de apoio a plataformas de petróleo, diante do extraordinário crescimento do setor de supply-boats – que já contrata em torno de 4.000 marítimos.

Estima-se que o Promimp conceda R$ 38 milhões para propiciar essa melhoria. Nos últimos anos, a frota brasileira definhou, mas o setor de barcos de apoio cresceu e há possibilidade de crescimento com encomendas da Transpetro e de armadores de cabotagem, que começam a se tornar realidade.

Se sair o dinheiro do Promimp, o setor terá conseguido contornar um sério problema. Há recursos carimbados, vinculados diretamente ao Ensino Profissional Marítimo – descontados por empresas de navegação, como opção ao sistema S. No entanto, Brasília, erradamente, retém tais recursos e esse contingenciamento é estimado em R$ 100 milhões. Com o convênio do Promimp, haverá uma saída com jeitinho brasileiro: o Governo retém verbas definidas, para enriquecer o superávit primário e, de outro lado, um programa que conta com recursos à disposição sanará o erro cometido por outras autoridades.

Por falar em retenção, também é indevida a retenção feita por Brasília, de recursos do Adicional de Fretes para Renovação da Marinha Mercante destinados – por lei federal – para restituição às empresas. Muitas empresas têm dívidas com o Governo inferiores aos valores a que fazem jus, mas não podem compensar as contas e, embora teoricamente com dinheiro à disposição, podem entrar, a qualquer momento, na lista de inadimplentes que os inabilita a obter créditos de instituições como o BNDES.

Negócios Portuários

Erra quem pensa que no fim do ano e no verão não se realizam negócios. A família Walker, de Santos, acaba de se tornar única dona do terminal Nobara, situado no Guarujá.

Nas últimas semanas, os empresários cariocas Richard Klien e Washington Barbeito venderam a fatia que tinham, que era de 12,5% – cada um – com opção de duplicar essa presença. Os valores não foram informados e, agora, o grupo Walker torna-se único responsável pelos destinos do Nobara, terminal que tem um ousado projeto de expansão, pelo qual poderia operar até 800 mil containeres por ano.

Barbeito controla o terminal Termares e 50% do Tecondi, enquanto Klien é um dos principais acionistas do terminal Santos Brasil e possui um terminal de containeres e um de carros no Porto do Rio.

Porto no norte fluminense

Em recente reunião, no Palácio Laranjeiras, o governador Sérgio Cabral e o ministro dos Portos, Pedro Brito, acertaram a inclusão, no orçamento de 2009 do Ministério dos Portos, dos recursos para dar continuidade às obras de implantação do Complexo Logístico e Industrial da Barra do Furado, na divisa dos municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, no Norte Fluminense. Isso garante a instalação da nova base do estaleiro Aker Promar e a implantação de um centro de apoio a embarcações de reparos navais do grupo americano Edson Chouest.

O projeto, que está sendo coordenado pela Secretaria de Transportes do Estado do Rio, pretende transformar a área no entorno do Canal das Flechas em um centro de apoio ao desenvolvimento das atividades complementares à exploração petrolífera da Bacia de Campos. Os recursos do Ministério dos Portos, a serem investidos a partir de 2009, serão destinados à construção do complexo industrial.

Antes, serão realizadas obras de dragagem, para tornar o canal da Barra do Furado navegável e viabilizar a implantação do empreendimento, que também receberá recursos da iniciativa privada. Nesta primeira fase, a ser executada ainda este ano, serão investidos R$ 60 milhões, valor que está sendo custeado pelas prefeituras dos dois municípios. Nessa primeira fase, de dragagem, serão retirados cerca de dois milhões de metros cúbicos de areia do canal, que é a principal ligação da Lagoa Feia com o mar. Sua profundidade, que hoje é de apenas dois metros, será ampliada para sete metros, tornando possível a passagem dos navios que servem à Bacia de Campos. Paralelamente à dragagem, será construído um sistema destinado a impedir novo assoreamento. De acordo com o secretário de Transportes, Julio Lopes, a tecnologia empregada será novidade no país.

Além do estaleiro do Aker Promar e da base de reparos de Edson Chouest, a região deverá contar com um entreposto de pesca, e, futuramente, com condomínio industrial e de serviços.

Contradição Bélica

Não se sabe com exatidão qual o rumo da política bélica brasileira. O Governo anuncia acordos com França e Rússia, alardeando que isso ocorre porque tais países se dispõem a transferir tecnologia, ao contrário do que ocorre com o líder do setor, os Estados Unidos. Recentemente, a Embraer foi proibida de vender para a Venezuela, por conter itens americanos e Hugo Chávez comprou da Rússia.

E sabe-se que empresas brasileiras que fabricam peças para as o CBERS -Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres 3 e 4 – têm sido impedidas de importar itens dos Estados Unidos. Informa-se que representantes do governo americano teriam dito a diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais que não gostariam que o satélite Amazônia-1, de produção brasileira, fosse lançado em 2010 a bordo de um foguete chinês. A contradição na política bélica brasileira está no fato a seguir citado:

Sem qualquer divulgação no Brasil, o Departamento de Defesa de George Bush admitiu, no dia 15 de janeiro, que a Marinha brasileira vai pagar US$ 35,2 milhões para a modernização de submarinos brasileiros da classe Tupi, dotando-o de Sistema Integrado de Combate (ICS, em inglês). E a beneficiada é a conhecida empresa Lockheed Martin Maritime Systems and Sensors. Os trabalhos serão desenvolvidos em Manassas, no estado de Virginia; Syracuse, em Nova York; Salt Lake City, em Utah; Oldsmar, na Flórida e Baltimore, em Maryland, com previsão de conclusão em junho de 2011. Por se tratar de venda de produtos e serviços bélicos, os contatos foram controlados pelo Comando de Sistemas Navais, de Washington. Afinal, o Brasil quer obter transferência de tecnologia de Rússia e França ou continua a depender dos Estados Unidos?

 

Fonte: NetMarinha

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