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Conteúdo 19 de fevereiro de 2008

Não basta tecnologia

Nunca, como hoje, se fala tanto em processos e gestão da qualidade, seja na micro ou na grande empresa. Por que então algumas empresas, que investiram pesado em tecnologia, continuam perdendo clientes por questões ligadas à qualidade?

Falar do processo de qualidade numa empresa sem mencionar a importância da seleção de pessoal é pura insensatez.

Saber selecionar colaboradores, integrá-los por etapas no contexto da organização, fomentar o trabalho em equipe e estimular a criatividade individual são os grandes diferenciais de uma empresa com perfil empreendedor, que almeja sagrar-se vitoriosa neste tempo de globalização.

O problema é que inúmeras empresas ainda não se deram conta de que o fator qualidade NÃO é um ato final e sim um processo, sendo a seleção de pessoal a primeira etapa de um todo sinérgico que tem começo, meio e fim _ e esse fim precisa ser definido como a excelência no atendimento aos clientes.

Paradoxalmente, esse ‘fim’ é o começo de um relacionamento entre a empresa e seus respectivos clientes. Afinal, as pessoas _ e não os produtos, muitos deles padronizados e com preços similares _ é que fazem a diferença nos negócios. Sabemos que várias empresas continuam perdendo clientes por falhas primárias de qualidade no atendimento.

No mundo organizacional complexo em que vivemos, um dado cargo precisa ser desmembrado em funções, as quais são subdivididas em tarefas, e essas tarefas devem ser desempenhadas com profissionalismo por todos os que compõem o quadro de recursos humanos da empresa.

Imaginem então o desastre que será alguém ocupando um cargo sem o perfil adequado para o exercício eficaz de suas respectivas atribuições. É o caso, por exemplo, da contratação de alguns gerentes que não possuem nenhuma habilidade de liderança, ou, ainda, como acontece em algumas empresas familiares, contrata-se alguém tão-somente porque possui grau de parentesco, mas se essa pessoa fosse submetida a um processo seletivo adequado, constatar-se-ia a desqualificação para o cargo.

Investir no aparelhamento da empresa para profissionalizar o seu processo de seleção de pessoal é infinitamente mais barato do que jogar dinheiro fora com a rotatividade de mão-de-obra.

Outra verdade inquestionável é que nenhum programa de treinamento, por melhor que seja, será capaz de capacitar alguém que foi contratado no ‘olhômetro’ e, na prática, demonstrou sua incompatibilidade com as exigências técnicas e pessoais para o exercício das funções.

Mesmo no quesito ‘promoções internas’, uma boa seleção no quadro de pessoal já existente na empresa é o recomendável. Além da modernização tecnológica, é fundamental ter a pessoa certa, no lugar certo, fazendo a coisa certa: eis a grande vantagem competitiva das organizações bem-sucedidas.

Luiz Oliveira Rios é membro da Associação Brasileira de RH e orientador de Gestão Empreendedora. oliveira.rios@hotmail.com

Fonte: www.dcomercio.com.br

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