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Conteúdo 28 de julho de 2022

Resiliência dos empresários do transporte rodoviário cargas moderniza a visão do setor

Por José Alberto Panzan, Diretor Operacional da Anacirema Transportes*

Há alguns anos, existe um debate muito interessante na internet a respeito do quanto a gestão pública pode aprender com a gestão privada, ou vice-versa. Não quero com o meu texto fazer uma defesa partidária, porém, se há uma reflexão válida nisso, é sobre como a valorização dos processos, pessoas e recursos são importantes em qualquer instituição. No transporte rodoviário de cargas, percebemos isso bastante nos últimos meses.

Segundo levantamento recente da Fretebras, plataforma digital de fretes, o número de fretes rodoviários cresceu em 37% no primeiro trimestre deste ano. Quando vi a informação fiquei, inicialmente surpreso, porém não demorou muito para eu entender quais foram os motivos desse desempenho. Mesmo com os custos elevados de combustíveis, pedágios e mão de obra, o setor demonstra uma capacidade incrível de readaptação às adversidades.

Claro, não devemos ter um otimismo exagerado, entretanto, é de se exaltar e de fazer o devido reconhecimento às ações dos empresários do transporte em todo o País. Nas minhas conversas em reuniões, lives e podcasts, sempre preguei a importância das lideranças, empresários, apoiadores e clientes associados ao setor trabalharem juntos para otimizar os resultados.

No último bate-papo do IT Política, que tive com os meus colegas de setor, Danilo Guedes e Felipe Medeiros, ressaltei esse ponto. Apesar de sermos de empresas diferentes, é sempre bom incentivarmos conversas em conjunto, pois só assim conseguimos ter uma noção completa de como diferentes protagonistas agem, de acordo com as suas próprias realidades, a todo tipo de desafio.

Dessa forma, nos inspiramos e trocamos insights valiosos, que trazem esperança, resiliência e confiança na habilidade de renovação e adaptação do setor. Vejo isso como um ponto de mudança na trajetória do TRC brasileiro, tanto para a sua maturidade quanto para a sua sobrevivência no mercado.

Por meio dessas conversas noto que, se antes nos perguntávamos o que faríamos quando o futuro chegar, agora, temos em mente que ele chegou e que, se não tivermos garra, ambição e proatividade, seremos passados para trás. Precisamos mostrar com ações, e não só palavras, a nossa contribuição para a economia e a sociedade. Contudo, para o impacto ser positivo, ele precisa vir acompanhado de uma mudança completa de atitude.

De acordo com o comunicado emitido pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), em fevereiro deste ano, o acumulado de 12 meses do Índice Nacional do Custo de Transporte (INCTL) alcançou a sua maior marca desde o início da sua apuração, em 2003. Com essas alterações no preço do diesel, é insustentável agir com passividade e esperar resultados sentados, precisamos sair da zona de conforto e explorar novos caminhos, soluções alternativas e estar aberto ao diálogo com pessoas de diferentes segmentos, como economistas, especialistas em segurança pública, empresários de outros segmentos, entre outros.

Entretanto, prudência e cautela nunca são demais. Precisamos ter o pé no chão e olhar para nossa realidade. Nesse ponto, é indispensável olharmos para a gestão de pessoas e a valorização do capital humano. De nada adianta propomos ideias e gastarmos grandes quantidades de recursos se, antes, não olharmos para o nosso principal ativo: os colaboradores.

O cuidado com o público interno abre a percepção para fatores que passam despercebidos na correria do dia a dia. Às vezes, ficamos tão deslumbrados com os avanços das tecnologias, que, como mencionei, são importantíssimas e devemos sim abraçá-las, porém, devemos perceber que a verdadeira inovação, em alguns casos, vem de sabermos otimizar procedimentos tradicionais de formas inteligentes.

Modelos modernos de gestão surgem diariamente e acho fascinante a forma como estamos evoluindo nesse quesito, pois mostra como as dificuldades nos forçam a olhar para as soluções na nossa frente. É interessante ver como o transporte rodoviário de cargas caminha para se tornar uma área alinhada com o atual sem aceitar o comodismo, mas sem perder as suas bases.

E enquanto gestor, podem contar comigo e do meu conhecimento e anos de vivência com administração e liderança empresarial no TRC, para que não percamos este momento.

 

*José Alberto é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Paulista e possui MBA em gestão estratégica pela FGV. Desde 2014, atua como presidente do Sindicato das Empresas de Transporte e Cargas de Campinas (Sindicamp) e como diretor operacional da Anacirema Transportes, empresa localizada na cidade de Americana, SP, na região de Campinas, e especializada no transporte de cargas de lotação de ponto a ponto.

 

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