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Tecnologia 14 de junho de 2024

Automatizar com robôs as atividades logísticas no Centro de Distribuição traz inúmeras vantagens às empresas

A automação das atividades nos CDs se traduz em aumento de produtividade, garantindo redução do tempo para execução e de erros e perdas de mercadoria durante o processamento, diminuição dos custos com avarias e extravios e otimização de time operacional.

A automação das atividades logísticas em Centros de Distribuição por meio de robôs está se tornando crucial para os negócios das empresas, em um cenário de reorganização global das cadeias de abastecimento e necessidade de respostas rápidas às constantes mudanças de demandas em volume e variedade de produtos. A robotização aumenta a eficiência das operações, reduzindo o tempo necessário para completar atividades e proporcionando a flexibilidade necessária para se adaptar a diferentes tarefas.

Com o aumento da demanda dos consumidores por mais opções e entregas rápidas, as empresas estão buscando maneiras mais flexíveis e eficientes de produzir e distribuir produtos. No entanto, a escassez de mão de obra especializada está dificultando a implementação de mudanças operacionais, especialmente para atender às demandas da distribuição omnichannel.

Nesse contexto, Adrian Covi, gerente de Robótica para Indústrias da ABB Brasil, destaca que “as aplicações robóticas estão se desenvolvendo para tornar as operações logísticas mais flexíveis e ágeis, com o uso da Inteligência Artificial permitindo maior agilidade no processo de despaletização e separação, com soluções robóticas capazes de lidar com embalagens de diferentes formatos sem a necessidade de cadastramento prévio.

Além disso – continua Covi –, uma nova tecnologia de navegação dos robôs móveis autônomos (AMRs) está aumentando a produtividade das empresas e tornando as operações mais flexíveis e rápidas. “Isso permite que os fabricantes substituam linhas de produção tradicionais por células modulares e escaláveis, otimizando as entregas e facilitando a resposta rápida a mudanças repentinas na demanda do mercado”, explica. Essas células robóticas modulares altamente adaptáveis proporcionam um trabalho mais eficiente com lotes menores, paletes mistos e pedidos individuais de clientes, oferecendo adaptabilidade para armazenar e recuperar mercadorias conforme necessário, garante o gerente de Robótica.

Outro benefício significativo da automação é a minimização de erros, aumentando a precisão e a confiabilidade das operações. Isso é complementado pela otimização do espaço, permitindo uma melhor utilização do espaço disponível no Centro de Distribuição. Além disso, “a automação com robôs melhora a segurança no local de trabalho, uma vez que os robôs podem realizar tarefas perigosas ou repetitivas, reduzindo o risco de acidentes e lesões”, completa Covi.

Para Daniel Costardi, CEO, e Selly Sayed Costardi, diretora-geral, ambos da Viktoria Cargas – também se referindo aos principais motivos que justificam a automação das atividades logísticas em Centros de Distribuição por meio de robôs –, a automação logística é uma decisão estratégica que impulsiona a eficiência, a competitividade e o sucesso dos negócios a longo prazo. Eles enfatizam que a robotização não visa substituir trabalhadores, mas, sim, complementar as atividades realizadas no ambiente de trabalho. Segundo Selly, “a automatização robótica não se trata de substituir trabalhadores; eles não serão substituídos dentro do pátio, dentro do ambiente de trabalho, muito pelo contrário, a automatização robótica é um complemento”.

Diversos fatores fazem com que os robôs sejam grandes aliados para atividades logísticas. Eles podem realizar uma variedade de tarefas repetitivas de forma rápida e precisa, desde o transporte de mercadorias até a organização de estoque, permitindo que os funcionários se concentrem em atividades mais complexas. “Também podemos falar sobre a redução de erros, já que, quando estamos lidando com uma máquina pré-programada, há a redução de erros que seriam cometidos por humanos, o que pode resultar em menos devoluções de produtos e maior satisfação do cliente”, complementa Tiago Dantas, Sales Manager – lidera a área de negócios de robótica da Körber Supply Chain na América Latina

A flexibilidade também é outro fator importante, e ter um software para gerenciar esses robôs, que se ajusta à demanda de cada CD, é um diferencial competitivo enorme, afinal, ele resolverá as dores específicas de cada negócio. Dantas destaca que, em ambientes logísticos, onde as necessidades podem variar conforme a sazonalidade ou mudanças nas demandas do mercado, a flexibilidade é extremamente útil. “Além, é claro, da melhoria na segurança, que acontece ao passarmos as tarefas mais perigosas ou fisicamente exigentes aos robôs.”

Daniel Oliveira, vice-presidente de Serviços e Tecnologia da Falconi, observa que “a automação das atividades nos Centros de Distribuição se traduz em aumento de produtividade, garantindo redução do tempo para execução e de erros e perdas de mercadoria durante o processamento, diminuição dos custos com avarias e extravios e, ainda, otimização de time operacional”. Em um cenário onde cada centavo importa, a automação surge como uma possibilidade clara de aumentar o resultado na última linha dessas empresas, completa.

Benefícios

Covi, da ABB Brasil, ressalta que os robôs podem operar de forma contínua, impulsionando a eficiência geral do CD – além disso, há uma redução do tempo de ciclo, já que as operações podem ser realizadas em menos tempo, acelerando o tempo de entrega dos produtos aos clientes. “Um ganho adicional é que a automação melhora o controle de inventário, pois os sistemas automatizados rastreiam cada etapa do processo logístico, proporcionando visibilidade em tempo real sobre a localização e o status dos produtos”, afirma Covi.

A precisão milimétrica dos robôs também minimiza erros e retrabalho, enquanto a flexibilidade operacional permite que os CDs se adaptem rapidamente às mudanças na demanda ou nos processos, com a capacidade de programar e reprogramar robôs para realizar diferentes tarefas.

Oliveira, da Falconi, destaca que a produtividade é significativamente aumentada pela automação, especialmente em processos complexos de indução e triagem. Um estudo da Automni mostrou que uma empresa do setor conseguiu reduzir em 50% o tempo de deslocamento na coleta de itens ao robotizar essa operação. “A redução de erros e a maior confiabilidade são outros benefícios importantes. Processos não automatizados tendem a gerar muitos erros, difíceis de detectar, causando grande desgaste com os clientes”, observa Oliveira. Ele acrescenta que, embora o investimento inicial em automação possa ser elevado, ele se paga com o tempo por meio da redução de custos operacionais e aumento da satisfação do cliente.

Dantas, da Körber Supply Chain, também lista os benefícios significativos da automação robótica, começando pelo aumento da velocidade e produtividade. “Os robôs executam tarefas rapidamente e de forma contínua, sem necessidade de pausas, o que resulta em um aumento significativo na eficiência das operações”, explica. Isso leva à redução dos tempos de ciclo, permitindo que as mercadorias sejam movidas e processadas mais rapidamente, resultando em tempos de entrega mais curtos e uma resposta mais ágil às demandas dos clientes.

O Sales Manager da Körber Supply Chain destaca, ainda, a otimização do espaço, com os robôs organizando os itens de forma inteligente para melhor utilização do CD. “O software dos robôs monitora dados, que são analisados para identificar áreas de melhoria e otimização, permitindo uma gestão mais eficaz do Centro de Distribuição.”

Costardi, da Viktoria Cargas, reforça que a automação robótica não se trata de substituir trabalhadores, mas de complementar suas atividades, criando um ambiente de trabalho mais eficiente e seguro. “A automação com robôs potencializa a produtividade de toda a equipe. Ela gerencia os produtos e o atendimento ao cliente de forma mais eficaz, proporcionando uma vantagem competitiva para as empresas que adotarem esse modelo”, afirma.

De fato, a automação com robôs potencializa a produtividade de toda uma equipe. “Você cria um ambiente de trabalho mais eficiente, mais seguro.  A automação robótica é uma tendência na logística, as empresas que adotarem esse modelo estarão preparadas para o futuro!  Há uma vantagem competitiva para quem está começando no setor. Ela gerencia os seus produtos e o atendimento ao cliente”, completa Selly, da Viktoria Cargas.

Redução de custos

Outras características da automação de CDs com o uso de robôs são a redução de custos e o aumento da produtividade. A capacidade dos robôs de executar tarefas de forma rápida e consistente aumenta a eficiência operacional e reduz o tempo necessário para concluir as operações logísticas. Covi, da ABB Brasil, destaca que isso resulta em “uma maior capacidade de processamento do Centro de Distribuição e, consequentemente, em uma redução de custos operacionais”.

Além do aumento da produtividade, a automação minimiza a ocorrência de erros, o que leva a menos retrabalho, devoluções de produtos e desperdício de recursos. “Isso resulta em economia de custos e aumento da satisfação do cliente”, observa. A automação também otimiza o espaço disponível no CD, reduzindo os custos associados ao armazenamento e à gestão, outro ponto enfatizado por Covi.

A verdade é que a produtividade está diretamente conectada à complexidade de operação dos Centros de Distribuição. Processos não automatizados dependem significativamente de decisões humanas e tomadas de decisão que nem sempre são as mais eficazes. Oliveira, da Falconi, aponta que processos não automatizados sofrem com a variabilidade de rendimento e precisão ao longo da jornada de trabalho. Soluções de automação, por outro lado, mantêm o foco e a produtividade constantes. “O ganho de produção e a substituição de tarefas manuais se traduzem em redução da necessidade de times operacionais”, afirma Oliveira. Ele acrescenta que a automação também reduz extravios e avarias causados por falhas humanas, contribuindo para uma operação mais eficiente e econômica.

Superar o ceticismo em relação à tecnologia robótica é um desafio, como ressalta Dantas, da Körber Supply Chain. “Vencer o ceticismo é o primeiro passo para entender como os robôs contribuem para a redução de custos e aumento da produtividade”, afirma. A longo prazo, na maioria dos casos, em operações bem estruturadas, o retorno sobre o investimento (ROI) pode ser alcançado entre 3 a 5 anos após a instalação. Isso se deve à menor incidência de erros, maior eficiência energética e redução da necessidade de mão de obra direta. Dantas enfatiza que “não estamos falando sobre pessoas perderem empregos, mas, sim, de serem redirecionadas a outras atividades que façam mais sentido em ter a mão de obra humana atuando”.

A manutenção é outra preocupação quando se fala em valores, mas os sistemas robóticos modernos são equipados com recursos de monitoramento e diagnóstico que permitem a detecção precoce de problemas e a realização de manutenção preventiva. “Isso ajuda a reduzir os custos associados a paradas não planejadas e reparos de emergência, mantendo os robôs operando de forma eficiente por mais tempo”, explica Dantas.

Costardi, da Viktoria Cargas, completa destacando que a automação de CDs com robôs garante precisão, minimiza erros, assegura a movimentação rápida dos produtos, reduz o tempo de armazenagem e aumenta a rotatividade nos estoques.

Tarefa logísticas

Os robôs estão cada vez mais presentes em tarefas como picking (seleção de produtos) e packing (embalagem), movimentação de cargas, paletização, despaletização e reabastecimento de estoque. “Além de selecionar produtos de prateleiras e embalá-los para envio, eles podem ser programados para transportar produtos entre diferentes áreas do Centro de Distribuição, empilhar e desempilhar paletes de forma rápida e eficiente e reabastecer automaticamente prateleiras e áreas de armazenamento com produtos conforme necessário”, explica Covi, da ABB Brasil.

De fato, a jornada de um produto dentro de um CD pode ser repleta de etapas complexas, e cada vez mais empresas optam por automatizar total ou parcialmente o processamento das cargas. Logo na chegada do caminhão, a automação já pode ser aplicada na descarga. “Os paletes ou as caixas podem ser categorizados automaticamente para estocagem ou encaminhados para um processo de Cross Docking. O transporte até as prateleiras pode ser feito por veículos autônomos, e assim que a ordem é dada ao veículo, a vaga já fica indisponível sistemicamente, permitindo o gerenciamento online da carga. No caso de Cross Docking, a carga pode ser introduzida em um Sorter automatizado, que separa a carga conforme destino, tamanho e peso”, comenta o vice-presidente de Serviços e Tecnologia da Falconi.

Dantas, da Körber Supply Chain, também destaca as tarefas comuns que podem ser automatizadas em um CD: “Picking e Packing para selecionar e preparar itens para envio; transporte de materiais entre diferentes áreas do CD; estocagem e reposição para garantir a disponibilidade de itens; carga e descarga de mercadorias de caminhões e contêineres; e classificação e triagem de itens com base em critérios como destino, tipo de produto ou pedido do cliente”. Ele acrescenta que a inspeção e o controle de qualidade também podem ser automatizados para garantir que os produtos atendam aos padrões estabelecidos.

Desafios

Uma das principais barreiras para a implementação de robôs em CDs é o custo inicial. Segundo Dantas, da Körber Supply Chain, “os robôs têm um investimento alto, e isso acaba sendo um obstáculo para algumas empresas, especialmente as de menor porte.” Além do investimento inicial, há a necessidade de treinamento e preparação das equipes para liderar e manter os projetos de automação, o que pode exigir uma mudança significativa no mindset das empresas. “Mudar a cultura de inovação das empresas ainda é um desafio muito grande no mercado, pois muitas não acreditam na eficiência comprovada dessas soluções,” ressalta Dantas.

A implementação de robôs exige mudanças significativas nos processos internos e na cultura das empresas. Selly, da Viktoria Cargas, enfatiza que “um dos principais desafios da automação é a exigência das mudanças nos processos, o que pode causar uma dificuldade na equipe, e essa mudança de processo exige uma entrega de todo o time.” Ela também destaca a importância da integração dos robôs com os sistemas existentes da empresa para garantir uma implementação eficaz.

Oliveira, da Falconi, também ressalta que a tecnologia é uma grande parceira, mas antes de se iniciar o processo de automação de Centros de Distribuição, alguns fatores precisam ser bem estudados.

Para começar, é preciso analisar o porte da operação, pois nem sempre a automação vai ser melhor caminho. O investimento envolvido em alguns casos é significativo e é fundamental entender claramente a viabilidade e retorno da implantação. Outro ponto relevante a ser considerado é a mudança do processo em si. “Temos visto empresas que investem na tecnologia, mas não entendem que para que tudo funcione da melhor forma, também é necessário construir os novos fluxos de operação, os padrões que vão suportar as atividades automatizadas, além de garantir que os novos sistemas de gestão sejam incorporados para obter o retorno máximo daquela automatização”, explica a vice-presidente de Serviços e Tecnologia da Falconi.

Por fim, continua, um aspecto muito relevante é a questão humana, compreendendo que o investimento não se traduz apenas no custo de operação (Capex). A utilização desses robôs precisa vir acompanhada por processos, manutenção e treinamentos dos times, para garantir a estabilidade dos sistemas. “É como migrar de um kart para um carro de Fórmula 1, e é preciso levar em consideração que a forma de dirigir, a manutenção e o acompanhamento do desempenho serão diferentes.”

Apesar dos desafios, os avanços tecnológicos estão tornando a robótica mais acessível. Covi, da ABBV Brasil, destaca que “a evolução do software e dos controladores, apoiados por IA ou não, está simplificando a adoção de soluções de automação, reduzindo o tempo e os recursos necessários para implantar e programar robôs.” Ele acrescenta que o uso de visão de máquina e IA em aplicações robóticas permite automatizar tarefas complexas de coleta e colocação de itens, aumentando a eficiência sem aumentar o número de funcionários.

Os robôs colaborativos, também conhecidos como cobots, estão democratizando a automação para empresas de menor porte. Esses robôs são mais acessíveis e fáceis de usar, mesmo por profissionais sem conhecimento em programação. “Esses robôs podem trabalhar com segurança ao lado de humanos e aprender através de IA, facilitando sua adoção em diversos ambientes,” ressalta Covi.

Softwares de simulação também estão contribuindo para reduzir os custos de implementação, permitindo que empresas testem soluções de automação em ambientes virtuais antes de implementá-las na linha de produção real.

Com tecnologias como IA, robôs colaborativos e robôs móveis, a automação está se tornando progressivamente acessível para as empresas. Espera-se que o progresso da tecnologia ajude as empresas a superar problemas e desafios, tornando-as mais capazes de se adaptar a situações difíceis (resilientes), mais capazes de mudar e se ajustar rapidamente (flexíveis) e mais eficientes em suas atividades diárias. “Em resumo, a ideia é que a inovação ajude as empresas a se tornarem mais fortes, ágeis e eficazes em seu funcionamento”, completa Covi.

Precisão e confiabilidade

A automação com robôs melhora a precisão e a confiabilidade das operações logísticas em um Centro de Distribuição de diversas maneiras. Primeiramente, ela reduz erros, já que os robôs são programados para executar tarefas com precisão milimétrica, reduzindo a ocorrência de erros humanos.

Além disso, os sistemas automatizados podem rastrear automaticamente cada etapa do processo logístico, proporcionando uma visibilidade maior sobre a localização e o status dos produtos em tempo real. A padronização dos processos logísticos é outro ponto positivo, garantindo que sejam executados de forma consistente e confiável.

Por fim – completa Covi, da ABB Brasil –, os robôs podem responder rapidamente a mudanças na demanda ou nos requisitos do cliente, garantindo que as operações logísticas sejam realizadas de forma eficiente e oportuna.

“Imagine um operador de empilhadeira que precisa montar uma carga e vê que o palete que deveria ser retirado está em uma vaga distante, enquanto há outro com o mesmo tipo de produto mais próximo. Por decisão própria, ele decide coletar o que está mais perto, evitando o maior deslocamento. Sistemicamente, o caos estará criado, a ‘fila de espera’ do armazenamento foi desrespeitada, a vaga na prateleira na qual o produto deveria ser retirado ainda está cheia, enquanto a outra está vazia. Para o cliente final, esse processo não fez diferença, mas para a gestão interna, criou-se uma anomalia significativa.”

Outro exemplo dado por Oliveira, da Falconi, é com a montagem manual de paletes, em que operadores vão compondo uma carga e em um determinado momento, se descuidam ao fazer a verificação adequada de destino de um pacote e o mesmo, que deveria ir para São Paulo, acaba indo para o Rio de Janeiro. Em ambos os casos os processos foram desrespeitados e causaram um prejuízo para a empresa. Ao se automatizar processos com robôs de forma adequada, o fator humano perde destaque e as falhas se reduzem drasticamente ou são até mesmo eliminadas.

Como se pode notar, outro aspecto também importante da automação é a consistência na execução das tarefas. Dantas, da Körber Supply Chain, explica que os robôs seguem padrões e procedimentos pré-definidos, o que assegura a realização das operações de maneira uniforme todas as vezes, reduzindo a incidência de erros de picking, embalagem incorreta ou envio de produtos errados. “Por também serem equipados com sensores e câmeras que podem ser usados para inspecionar produtos quanto a defeitos, a detecção precoce de problemas na cadeia de suprimentos garante que apenas produtos de alta qualidade sejam enviados aos clientes.”

Costardi, da Viktoria Cargas, acrescenta que a automação com robôs não só melhora a precisão e a confiabilidade das operações logísticas, como também gera velocidade no atendimento, análise de dados e processamento.

Tendências

Covi, da ABB Brasil, observa que os robôs móveis equipados com a tecnologia Visual Simultaneous Localization and Mapping (Visual SLAM) possuem habilidades avançadas de mapeamento e navegação. “Isso proporciona maior autonomia e reduz a necessidade de infraestrutura em comparação com gerações anteriores de robôs guiados. A transição de linhas de produção lineares para redes dinâmicas resulta em eficiências significativas, permitindo que os trabalhadores se concentrem em tarefas mais gratificantes, enquanto os robôs lidam com atividades monótonas, perigosas ou indesejáveis.”

A robótica colaborativa, que permite que robôs trabalhem lado a lado com seres humanos de forma segura, está se tornando cada vez mais comum. Os robôs móveis oferecem maior flexibilidade e eficiência no transporte de mercadorias dentro dos Centros de Distribuição. A integração de sistemas de automação com plataformas digitais e a Internet das Coisas (IoT) também está promovendo uma maior conectividade e colaboração entre diferentes sistemas e dispositivos, tornando os Centros de Distribuição mais eficientes, flexíveis e adaptáveis às demandas do mercado, acredita Covi.

De fato, muitas das tecnologias estão evoluindo rapidamente, se tornando cada vez mais autônomas, com interações humanas mínimas, sendo mais acessíveis e menos propensas a erros. Além disso, a incorporação de Blockchain, com impacto direto na redução de complexidade e aumento de agilidade, de forma segura, já começa a ser uma realidade. Também precisa ser citado o uso da Inteligência Artificial e análise de dados que vai certamente revolucionar a forma como esses Centros de Distribuição operam.

Oliveira, da Falconi, ressalta, ainda, que a liderança na adoção dessas novas tecnologias trará benefícios significativos. “Quem liderar esse processo de automação e utilização de novas tecnologias terá um alto ganho de resultados, possibilitando uma atuação preventiva e preditiva para reduzir os impactos das flutuações de mercado, aumentar sua capacidade e diminuir seus custos de operação.”

A Inteligência Artificial, que está dominando cada vez mais todos os setores, é fundamental para essa transformação. Dantas, da Körber Supply Chain, destaca a importância dos AMRs (Robôs Móveis Autônomos) nessa evolução. “Esses robôs são considerados uma tecnologia nova no mercado, principalmente no brasileiro. A Körber Supply Chain já disponibiliza esses robôs para instalação no país. Implementar essa tecnologia nos Centros de Distribuição permite que as empresas avancem para um patamar de eficiência e competitividade muito maior.”

Além da eficiência, a sustentabilidade também está ganhando destaque na automação logística. Selly, da Viktoria Cargas, prevê o desenvolvimento de robôs mais eficientes no uso da energia e soluções de automação que reduzem desperdícios. “Os robôs movidos por matrizes energéticas alternativas estão se tornando uma realidade.”

Participantes

ABB Robótica & Automação Discreta – É considerada a única empresa com um portfólio abrangente e integrado que cobre robôs, robôs móveis autônomos e soluções de automação de máquinas, projetados e orquestrados por seu software de criação de valor. Atende empresas de todos os tamanhos e setores – do automotivo ao eletrônico e à logística.

Falconi – É uma consultoria de gestão empresarial e de pessoas que atua em 50 diferentes segmentos da economia, diferenciando-se pela capacidade de implementação de projetos em nível estratégico (estratégia, modelo de negócios e estrutura organizacional), tático (implementação e alinhamento de processos e metas) e operacional (alinhamento e acompanhamento de operações).

Körber Supply Chain – Fornece uma ampla gama de soluções completas, adaptadas para ajudar a gerenciar a cadeia de suprimentos como uma vantagem competitiva. Adapta-se a qualquer tamanho de empresa, estratégia ou setor, oferecendo um portfólio de soluções de software, voz e robótica – além da experiência para unir tudo isso.

Viktoria Cargas – Solidificou-se no mercado logístico contando com a expertise em cargas aéreas. Devido ao sucesso no modal aéreo, expandiu sua gama de produtos para os modais rodoviário, marítimo, cabotagem e carga expressa, atendendo todo território nacional e internacional.

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