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Conteúdo 3 de junho de 2024

A arte da liderança: lições do jiu-jitsu para o mundo dos negócios

Ao longo dos anos, tenho sido um praticante dedicado de jiu-jitsu, uma arte marcial que influenciou profundamente minha abordagem à vida profissional.

Assim como na minha carreira profissional, no jiu-jitsu comecei do zero, com pouca experiência e muita determinação. À medida que avançava nas faixas, aprendi a importância de usar o caminho suave, tanto nos tatames quanto nos negócios.

A prática regular do jiu-jitsu me ensinou a importância da meditação e do equilíbrio mental. A rotina de meditação que adotei me permitiu manter a calma sob pressão e tomar decisões com clareza, habilidades inestimáveis no mundo dos negócios.

O jiu-jitsu me ensinou que a resiliência é fundamental para o sucesso em qualquer empreendimento. Assim como enfrentei derrotas e desafios nos tatames, também experimentei contratempos em minha carreira. No entanto, foi minha capacidade de me levantar após cada queda que me permitiu crescer e evoluir, tanto como lutador quanto como líder empresarial.

À medida que avancei para a faixa preta, percebi que minha jornada estava apenas começando. Ser promovido a essa graduação não apenas reconheceu minha habilidade técnica, mas também simbolizou minha maturidade e experiência de vida. Da mesma forma, cada promoção que recebi em minha carreira empresarial marcou um novo capítulo em minha jornada de desenvolvimento pessoal e profissional.

Enquanto muitos consideram a faixa preta o ápice de sua jornada no jiu-jitsu, para mim, foi apenas o começo de uma nova fase. Agora, como mestre, tenho o privilégio de compartilhar meu conhecimento e experiência com os outros, assim como os mestres antes de mim fizeram. Essa transmissão de conhecimento é uma responsabilidade que levo a sério, tanto nos tatames quanto nos negócios.

Ser um homem de negócios com uma inclinação para o jiu-jitsu não é apenas sobre ganhar dinheiro ou acumular poder. É sobre adotar os princípios e valores desta arte marcial milenar em todas as áreas da vida. Não se trata apenas de vencer, mas de perseverar, crescer e evoluir ao longo do tempo.

Meu objetivo não é apenas alcançar o sucesso temporário, mas sim cultivar uma mentalidade e um estilo de vida. Isso significa continuar a buscar desafios, aprimorar minhas habilidades e inspirar aqueles ao meu redor a alcançarem seu pleno potencial, tanto no tatame quanto nos negócios.

O jiu-jitsu não é apenas uma arte marcial, é uma maneira de viver e liderar.

Um aspecto fundamental do jiu-jitsu que apliquei em minha carreira é a capacidade de se adaptar e improvisar diante das circunstâncias. Assim como em uma luta onde não se pode prever o próximo movimento do oponente, nos negócios também enfrentamos constantes mudanças e desafios imprevisíveis. A flexibilidade e a capacidade de pensar rapidamente são habilidades essenciais que desenvolvi através da prática do jiu-jitsu e que aplico diariamente em minha vida profissional.

Outro aspecto fundamental do jiu-jitsu é o foco no trabalho em equipe e na colaboração. Embora seja uma arte marcial individual, treinar jiu-jitsu frequentemente envolve trabalhar em conjunto com parceiros de treino para aprimorar habilidades e técnicas. Da mesma forma, no mundo dos negócios, reconheci a importância de construir e liderar equipes coesas, onde cada membro contribui com seus pontos fortes para alcançar objetivos comuns.

O jiu-jitsu também me ensinou a importância da humildade e do respeito. Independentemente do nível de experiência ou habilidade, sempre há algo a aprender com cada pessoa que cruza nosso caminho. Essa mentalidade de humildade e abertura para o aprendizado contínuo tem sido fundamental para minha jornada, tanto nos tatames quanto nos negócios.

Uma parte integral da prática do jiu-jitsu é o conceito de “rolar no tatame”, que se refere a enfrentar desafios e adversidades com coragem e determinação. Essa mentalidade de enfrentar os desafios de frente, sem medo do fracasso, é algo que levo comigo em minha vida profissional. Em vez de evitar situações difíceis, aprendi a abraçá-las como oportunidades para crescer e evoluir como líder e como pessoa.

Além disso, a prática regular do jiu-jitsu me ensinou a importância do autocuidado e da gestão do estresse. O equilíbrio entre trabalho, treino e tempo para descanso é essencial para manter um desempenho consistente e sustentável, tanto nos tatames quanto nos negócios. Através da meditação e da atenção plena, aprendi a manter minha mente calma e focada, mesmo nas situações mais desafiadoras.

Por fim, o jiu-jitsu me ensinou que o verdadeiro sucesso não é medido apenas pelos títulos e conquistas materiais, mas sim pelo impacto positivo que podemos ter na vida dos outros. Assim como um mestre de jiu-jitsu dedica sua vida a ensinar e orientar os alunos mais jovens, também busco inspirar e capacitar aqueles ao meu redor a alcançarem seu pleno potencial, tanto no mundo dos negócios quanto na vida pessoal.

Minha jornada no jiu-jitsu não é apenas uma paixão pessoal, mas também uma fonte inesgotável de lições valiosas que aplico em minha vida profissional. Do tatame ao escritório, encontrei paralelos surpreendentes entre os princípios do jiu-jitsu e os desafios do mundo empresarial. Ao incorporar esses ensinamentos em minha abordagem de liderança e tomada de decisões, continuo a crescer e evoluir como pessoa e como profissional, sempre em busca da excelência e do sucesso sustentável.

Antonio Wrobleski Antonio Wrobleski

Especialista em logística, presidente da BBM Logística, sócio e conselheiro da Pathfind. Engenheiro com MBA na NYU (New York University) e também sócio da Awro Logística e Participações. Ele foi presidente da Ryder no Brasil de 1996 até 2008. Em 2009 montou a AWRO Logística e Participações, com foco em M&A e consolidação de plataformas no Brasil. Foi Country Manager na DHL e Diretor Executivo na Hertz. O trabalho de Antonio Wrobleski tem exposição muito grande no mercado Internacional, com trabalhos em mais de 15 países tanto no trade de importação como de exportação. Além disso, ele é faixa preta em Jiu-jítsu há 13 anos e pratica o esporte há 30 anos.

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