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Conteúdo 28 de junho de 2021

Como planejar meu CL – Centro Logístico?

Temos experimentado uma escalada na implantação de Centros de Distribuição – CDs – Centros de Atendimento de Pedidos, os fulfillment centers, hubs, transit points, cross-docking points, Lojas-CDs, entre outras instalações logísticas, mas esta é a solução?

Centros Logísticos, CLs, deveriam ser uma alternativa para melhoria da logística. Assim, considerando a necessidade de racionalização constante das atividades logísticas, os CLs têm obtido maior atenção nos últimos tempos, principalmente por sua influência nos gastos logísticos, questões tributárias e níveis de serviço.

Há algum tempo, escolher o local para instalação do CL, suas características e configuração eram uma mera questão de aposta ou conveniência. Pouco se utilizava do potencial desta instalação como uma estrutura capaz de economizar recursos e, ao mesmo tempo, apoiar no incrementar das vendas com um melhor atendimento aos clientes, com destaque no crescimento do canal virtual, e-commerce.

É mais do que conhecido que o papel do CL é regular o abastecimento ao consumo, aproximando o fornecedor, ou melhor os estoques, de seus clientes. Isto é, se considerarmos que transportar os produtos até o cliente tem um gasto e um prazo, para reduzirmos este prazo, isto é, o tempo de atendimento ou resposta, teremos um incremento no frete, ou despesa com transporte, pois deslocamentos mais rápidos são também aqueles de maior gasto.

Assim, com a implantação de novas instalações logísticas, a intenção é ficar mais próximo dos clientes, dando-lhes o tempo de atendimento esperado sem que isto seja refletido em mais despesa.

O desafio então não é mais identificar a viabilidade ou não do CL, mas sim quantos e onde localizá-los, bem como estabelecer suas características, quanto critérios de armazenagem e fluxo (movimentação).

Aqui vale um destaque de que os Centros Logísticos não devem ter um padrão único e constante, isto é, se possuo um CD com certa característica em uma região, não significa que os outros CDs serão versões maiores ou menores deste CD “padrão”, replicando-se um modelo que aparenta ter dado certo.

Em geral, definimos dois tipos básicos de CLs, aqueles de armazenagem, que em sua essência possuem a estocagem de materiais, com função de reguladores de estoques para o abastecimento em sua região de atendimento, ou até mesmo com características de concentrador (hub), e o de fluxo, mais voltado para operações de transbordo, também conhecidos como de cross-docking, transit points, etc.

Em termos estruturais, os CLs de armazenagem, ou CDs, possuem grandes alturas livres (pé direito) e, por consequência, elevada resistência de piso, estruturas de estocagem, como porta-paletes e uso intensivo de equipamentos para empilhamento e acesso (empilhadeiras, transelevadores, miniloads, carrosséis, etc.).

Já os CLs de fluxo, têm maior uso de equipamentos de movimentação de materiais, como transportadores contínuos, transpaletes, diversas docas e poucas estruturas de estocagem.

Parece lógico existir uma definição da função principal do CL quando da sua concepção, mas, em geral, o que vemos é um emaranhado de improvisações, o que, seguramente, não acaba desempenhando resultados da forma como esperamos.

É o caso daquele CD que possui diversos materiais distribuídos em corredores por falta de local para estocagem, ou que possui diversos materiais no chão por falta de endereços de separação, com etiquetas por todos os lados, e aqueles que não permitem o recebimento adequado dos veículos, com filas enormes aguardando descarga. Vale aqui lembrar que cada instalação tem uma capacidade, e pensar em aumentar sua capacidade não significa que está sendo mais produtivo, pelo contrário, na grande maioria das vezes, “forçar” uma instalação com mais estocagem possivelmente fará com que ela tenha menor circulação, o que vai impactar no uso de recursos de movimentação, sem falar no impacto na segurança.

Pode-se afirmar que todos estes efeitos são decorrentes de uma estrutura inadequada à operação, seja por falta de capacidade, recursos, premissas incorretas, cortes em investimentos, que no final geram maiores gastos e tantos outros fatores.

Precisamos pensar nos CLs como fontes de satisfação de nossos clientes, como algo estruturante para nosso negócio. Primeiro idealizamos a instalação como condição necessária para atendimento de nossas operações, isto é, na eficácia, e depois analisamos os aspectos de eficiência, com ênfase nas atividades internas, processos, recursos, etc. Inverter esta lógica pode ser um grande erro.

O foco em atividades “enxutas” – lean – e investimento em tecnologia e novos equipamentos contribuem para a melhoria da eficiência e, ainda, para o aumento da capacidade de operação.

Edson Carillo Edson Carillo

Engº Mecânico, PMP e MBA na St. John’s University. 30 anos de experiência como CEO em consultorias em Supply Chain & Logística. Professor de MBA e Pós MBA da FGV. Co-autor de vários livros e especialista em TOC (Theory of Constraints) pelo Avraham Goldratt Institute. Especialista em automação de armazéns, estudos de malha logística e planos estratégicos para operações logísticas. Atualmente, é CEO na Connexxion Consulting (www.connexxion.com.br).

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