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Conteúdo 30 de abril de 2021

Indicadores de desempenho logístico: como extrair o melhor deles?

Ao longo de minha jornada logística, tenho aprendido que a forma de gestão dos processos logísticos vem mudando bastante. Quando iniciei, a gestão era muito voltada para os instrumentos que priorizavam o controle detalhado sobre as atividades de sua equipe. No entanto, venho percebendo que com o aumento do nível de exigência dos clientes e fornecedores, a maior competitividade no mercado, o surgimento de novas tecnologias e, principalmente, a necessidade de sermos mais ágeis no processo de tomada de decisão, fez-se necessário realizar alguns bons ajustes neste modelo de gestão logística.

Percebo também que a logística vem ocupando um espaço cada vez mais estratégico e, neste sentido, os indicadores de desempenho vêm sendo cada vez mais usados pelos gestores logísticos. Mas, longe de ser a solução dos problemas, se mal estruturados, os indicadores de desempenho podem aumentar ainda mais a complexidade já existente, podendo gerar processos burocráticos intermináveis que podem não agregar nenhum valor ao cliente. Qual leitor já não se deparou com listas enormes de indicadores que precisam ser monitorados, mantidos atualizados e com planos de ação detalhados para corrigir os desvios apresentados?

Por isso, quando pensamos em indicadores de desempenho, é importante definirmos de forma muito clara e objetiva: O que medir? O objetivo de medir? E como medir?

Tendo conseguido responder, de forma clara, estas primeiras perguntas, vamos identificar quantos indicadores iremos acompanhar. Neste momento, é importante avaliar se todos os indicadores realmente agregam valor, pois, do contrário, serão apenas instrumentos de controle, que servirão para justificar determinadas situações que ocorrem na organização, além é claro, de gerar uma burocracia desnecessária e que onera a operação.

Uma das perguntas que sempre tive grande dificuldade em responder é quanto ao número ideal de indicadores. Sinceramente, já ouvi alguns números mágicos, mas ainda não conheço uma fórmula matemática que nos possibilite determinar este número com exatidão. Entretanto, tenho aprendido que o excesso de informações pode ser tão prejudicial quanto a falta delas.

Outro ponto importante é quanto a que processos logísticos deverão ser acompanhados. Neste sentido minha orientação é que os indicadores de desempenho sejam propostos para medir o desempenho em áreas-chave do negócio da organização como: Clientes, Mercado, Produtos, Processos, Fornecedores, Recursos Humanos, Finanças, Meio ambiente e Sociedade.

Por fim, é importante que, na medida do possível, seus indicadores de desempenho possam ser comparados com os de outras empresas, preferencialmente do mesmo porte e segmento. Por isso, antes de sair inventando um montão de indicadores logísticos, procure dar uma olhada nos indicadores que já são utilizados pelo mercado.

Então, mãos à obra. Vamos escolher e monitorar nossos indicadores de desempenho visando, assim, ter informações rápidas e precisas que nos auxiliem na tomada de decisão.

Hélio Meirim Hélio Meirim

CEO da HRM Logística Consultora & Treinamento, atuou por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior (Estados Unidos, México, Chile, Espanha e Portugal), em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, transportadores, varejo, e-commerce, indústria farmacêutica, alimentícia, siderúrgica, química e agrobusiness. Mestre em Administração, possui especializações em Marketing, Logística, Docência Superior e Análise de Projetos e Sistemas. Mentor, professor, escritor e palestrante em diversos eventos nacionais e internacionais e coordenador da Comissão de Logística do Conselho Regional de Administração – RJ. Por dois anos, recebeu a moção honrosa por serviços relevantes prestados à profissão de Administrador, concedida pela ALERJ – Assembleia Legislativa RJ. Continua sendo um eterno estudante e pesquisador.

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