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Conteúdo 24 de março de 2021

Logística para quem pretende ingressar no ofício ou fazer dela um negócio

A logística, nos últimos tempos, tem sido discutida cada vez mais, ela tem sido o principal fator competitivo para o desenvolvimento de negócios e expansão de atividades que envolvem recursos, equipamentos e informações nos campos empresariais e também político e social.

Basta observarmos os acontecimentos mundiais em função da pandemia que teremos vários exemplos de emprego de estratégias logísticas e seus desdobramentos em toda a cadeia de consumo.

Logística é uma área que continua em alta no mercado, foi uma das poucas afetadas pela pandemia e as expectativas futuras são amplas para quem pretende ingressar nesse ofício ou fazer dele um negócio.

A área que mais emprega depois dos serviços públicos também é a que concentra grande número de alunos e turmas nas mais variadas instituições de ensino públicas e privadas.

Enquanto atravessamos a pandemia em nosso país, a logística mantém-se firme diante das várias mudanças de cenários e da ordem estrutural da cadeia de consumo. Com demandas mais restritivas, segregadas e concentradas em serviços à distância (delivery e ecommerce), como também nos processos de abastecimento de grandes comerciais atacadistas e as atividades de fabricação e exportação, que de certa forma continuam a todo vapor.

Por esse motivo, nosso país ainda engatinhando em alguns aspectos é prova que seus processos logísticos estão sendo aprimorados pela vocação de grandes e atuantes profissionais brasileiros, que desafiam, apontam e justificam a cada dia uma nova forma de fazer e aprimorar logística, e bem.

No nível estratégico-tático, nossos profissionais estão entre os melhores! E na área de logística alguns se destacam à frente de grandes companhias nesse negócio.

Já nos níveis operacionais, empresários, governantes e lideranças precisam ter a consciência de que enquanto a formação logística não for levada a sério, nossa área, apesar de relevante, será tratada à margem.

A coisa começa mais ou menos assim: “por qual razão você pretende seguir carreira na área de logística ou fazer dela um negócio?” É a resposta que deve procurar antes de escolher a profissão. Não entrem na logística por “falta de opção”, ou porque você “precisa ter ao menos uma faculdade”.

Não existe conforto em área de turbulência, se a companhia não irá corresponder ao que idealizou, é hora de pensar em você. Se você não corresponde ao que necessitavam, vão pensar em você também!

A área exige manutenção e aprimoramento constantes do seu conhecimento, habilidades e domínios dos processos, fazendo com que o profissional esteja sempre antenado às tendências de mercado.

Grandes talentos não permanecem em empresas limitadas e desorganizadas, como da mesma maneira empresários de visão turva, à frente de tais companhias, poderão presenciar a evolução daqueles que julgou não serem capazes de evoluir quando os contratou. É raro, mas acontece.

Na busca por qualificação, tenho percebido o avanço da oferta exagerada de cursos, por exemplo. E é incrível como essas coisas deixam lacunas que talvez você imagine ter, ou que essas lacunas possam surgir futuramente, o que é oportuno aos ofertantes da solução que irá “resolver a sua vida”, ou a de sua empresa.

A área exige, sim, alguns domínios, como por exemplo, tecnologias, excel e línguas, mas não exagere fazendo curso de tudo que apareça. Trace metas e objetivos de carreira e escolha as que fortaleçam sua estratégia.

A necessidade exagerada de se qualificar tem demonstrado forte dependência aos indivíduos de estarem ligados constantemente a uma instituição, a um curso. Dentre os problemas estruturais desse pensamento é aquele de que a sua formação não é suficiente.

Esteja à vontade na posição que conquistou e ocupa, nos desafios que resolveu encarar e nos propósitos que pretende alcançar na carreira e na vida.

Esqueça! Concluiu a faculdade, ótimo! Vá trabalhar.

Recomendo fazer pós-graduação, sim, além de uma segunda graduação se você entender necessário, mas não pela razão que tentam vender o curso. Pode ser que estudar comprometa sua produtividade no trabalho, justamente quando a atividade vai exigir mais de você e os resultados esperados, então, é preciso cautela.

É preciso avaliar se vale a pena ficar acumulando conhecimento em duas, três formações, quando o mercado continua exigindo domínio e experiência, eficiência e eficácia no que é preciso ser feito.

Competência não é só formação acadêmica ou técnica, existem outros atributos pra você se tornar competente (conhecimento e tarefa, os mais importantes). A capacidade de liderar e realizar são mais dois deles.

E, por fim, a necessidade de melhor remuneração é gritante! A grande questão é: até quando as empresas irão persistir em negar salários e condições dignas aos profissionais em início e progressão de carreira? Pois, em 25 anos, ainda é possível nos depararmos com talentos descontentes empregados em companhias importantes, sem planos de carreiras bem definidos.

Se quer fazer da logística um negócio, pense na solidez a médio e longo prazos. Todo dia nasce um profissional de logística empolgado, da mesma forma morrem companhias, pelos mesmos motivos.

Palmério Gusmão Palmério Gusmão

Professor no MBA de Comunicação & Marketing e Gestão Empresarial na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, SP. Palestrante e jornalista, exerceu diversos cargos em seus mais de 20 anos atuando no setor logístico. Contato para aulas, consultorias e palestras: professorpalmerio@gmail.com.

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