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Conteúdo 27 de janeiro de 2021

Quanto as logtechs tem impactado os negócios logísticos

Hoje vou abordar um tema bem bacana, que é a mais nova evolução no setor, e o quanto ele tem impactado o (negócio) logística.

Ao longo deste meu texto você irá entender e compreender do que estou falando, deixando seu ponto de vista ao final, ainda que não concorde comigo.

Da mesma forma que as fintechs têm revolucionado o sistema financeiro, com elas surgem ideias, propostas e soluções de “desentraves logísticos” que geram negócios, empregos e rendas, além de facilidades aos usuários de sistemas delivery, e-commerce, armazenagem, aquisição de veículos, etc.

Inovar sempre foi uma premissa logística! A simplificação eficaz, melhorias em processos com auxílio tecnológico para que a empresa pudesse manter-se “viva” no mercado.

Comum que a companhia fizesse uma ou outra coisa em seu negócio, que fosse explorado por algum tempo sem que a concorrência alcançasse rapidamente tal “diferencial competitivo”.

Você vai dormir pensando uma ideia ou uma solução para um negócio e alguém a põe em prática no dia seguinte – são soluções inovadoras e concorrentes ainda mais arrojados nessa disputa.

Eis que surgem as logtechs, startups na área de logística que contribuem para a diminuição de custos, segurança e solução de problemas complexos, conectando toda a cadeia de consumo de maneira inteligente e sinérgica através de aplicativos.

As logtechs são sistemas e soluções que, a partir do uso de tecnologia e digitalização de processos logísticos, rompem barreiras geográficas, de comunicação e de custos na aquisição de serviços, facilitando as negociações em tempo real e compartilhado.

A ideia como solução formatada é disponibilizada para interação remota usuário-prestador a partir de plataformas (aplicativos), onde os interessados se cadastram e fazem uso quando necessário.

Essas plataformas estão fartas no mercado e para diversas aplicações: quando você quer fazer compras, uma viagem, receber pedidos online, contratar um veículo, um caminhão, etc. Tudo alí a apenas um clique.

Na onda da pandemia de Covid-19 elas foram e são muito eficazes e vieram para ficar. Além de que estes novos negócios empregam milhares de pessoas, criando, assim, um novo mercado exequível na área logística.

Dentre as logtechs conhecidas na área de logística temos a Rappi, iFood e Loggi e outras que atuam com cargas/fretes de última milha, e as que facilitam a contratação de serviços de transportes, como a Truckpad, FreteBras e SontraCargo.

Empresas líderes de mercado têm acreditado cada vez mais nas startups do tipo logtechs a ponto de adquirí-las.

As ideias e os aprimoramentos propostos por elas fazem com que tradicionais companhias temam que seus negócios logísticos não perdurem como antes, uma vez que o mercado está em transição com maior velocidade e lastro tecnológico para isso.

Onde estávamos quando, para justificar mobilidade urbana, o argumento era não aceitar que um carro trafegasse com uma única pessoa? “Veio alguém” e enxergou que, além de tudo, o portamalas gigante era um compartimento de cargas ocioso que poderia ser usado para realizar entregas de maneira “velada” a custo menor.

As bicicletas, comprovadamente mais ágeis em determinados trajetos de trânsito caótico, já disputam com as motos na logística sobre duas rodas. E até gente a pé ganha dinheiro entregando produtos em curtas distâncias nas grandes metrópoles.

Os motoristas carreteiros, quando viajavam para regiões mais distantes, após a descarga buscavam agenciadores locais para aumentar suas chances de contato e um embarque retorno.
Já é possível há alguns anos, através dos “apps”, viagens mais assertivas para uma carga de retorno, e num futuro teremos empresas consolidando suas cargas num mesmo “circuito estático”, aumentando as chances de que suas demandas em transportes sejam atendidas, podendo baratear os fretes rateando-os entre as empresas usuárias.

As logtechs revolucionam e, a partir de seus aplicativos, reúnem forças capazes de resistir a credos, conservadorismos e “obstáculos” propositados (cartéis) que dificultavam ou blindavam avanços em quaisquer negócios e em diferentes culturas.

Com uma logística toda alinhada a partir de informações precisas, estes aplicativos não passam de “grandes cadastros”, entre aspas, é claro; onde o bom e velho “Excel” (o arquétipo que temos de planinhas) só as demonstrava, elas são agora interativas e permitem transações, mobilizam recursos, equipamentos e informações com agilidade remota!

O ponto de encontro entre a oferta e a procura a partir de imponentes plataformas tecnológicas, onde nos apps os usuários depositam confiança e realizam bons negócios.

Dentre as startups do setor, também conhecidas como logtechs, 283 delas são voltadas ao segmento logístico. Aproximadamente 150 logtechs foram fundadas entre 2015 e 2020. Juntas elas atraíram aportes financeiros da ordem de US$ 187.6 milhões. (Fonte: Distrito LogTech Repor)t. Outubro/2020. A previsão é de investimentos de US$ 4 bilhões até 2024 em Logtech Solutions. (Fonte: Liga Ventures/2020).

Vem aí uma transformação no setor feita por uma geração que faz sair do papel de forma muito “ligeira”.

Muitos acharam que os aplicativos não iriam vingar, que eles estariam presentes por ai como uma onda, será?

Palmério Gusmão Palmério Gusmão

Professor no MBA de Comunicação & Marketing e Gestão Empresarial na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, SP. Palestrante e jornalista, exerceu diversos cargos em seus mais de 20 anos atuando no setor logístico. Contato para aulas, consultorias e palestras: professorpalmerio@gmail.com.

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