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Conteúdo 15 de maio de 2024

Recommerce: Transformando o Consumo e a Sustentabilidade Global

O Recommerce, prática de compra e venda de produtos usados para lhes proporcionar uma segunda vida, emerge como uma poderosa força econômica e sustentável no cenário contemporâneo. No cerne dessa transformação está a logística, que desempenha um papel crucial na viabilização e expansão desse modelo de negócio.

A sustentabilidade é o pilar fundamental do Recommerce. À medida que a preocupação com o meio ambiente aumenta entre as novas gerações, esta modalidade se destaca como uma alternativa atrativa ao consumo tradicional. Os consumidores, especialmente os millennials e a Geração Z, demonstram cada vez mais engajamento em práticas de consumo responsável e buscam opções que tenham um impacto positivo no planeta.

Existem dois modelos principais de recommerce: pessoa física para pessoa física e empresa para pessoa física. Um exemplo notável desse segundo modelo é a economia circular, onde os produtos são devolvidos à empresa após o uso para serem reparados, recondicionados e revendidos, criando assim um ciclo contínuo de uso e reutilização.

Diversas pesquisas têm destacado os benefícios do recommerce e da economia circular para o meio ambiente e a economia. Um estudo realizado pela Ellen MacArthur Foundation, especializada em pesquisas sobre os benefícios da economia circular, constatou que a transição para este tipo de serviço poderia gerar benefícios econômicos significativos, incluindo uma economia global de até US$ 1 trilhão por ano até 2025. Além disso, a pesquisa mostrou que a economia circular poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 45% até 2050.

Empresas como Enjoei, Pernambucanas, Trocafone e Gooxxy representam o cenário diversificado do recommerce no Brasil, oferecendo plataformas onde os consumidores podem comprar e vender uma variedade de produtos usados, desde roupas e acessórios até dispositivos eletrônicos. Essas empresas aproveitam a crescente demanda por opções mais sustentáveis e acessíveis, proporcionando aos consumidores oportunidades de dar uma nova vida a itens pré-amados. Com iniciativas que promovem a economia circular e a sustentabilidade, elas estão moldando o futuro do varejo ao facilitar a troca e o reuso de produtos.

Empresas que desejam entrar nesse mercado dependem fortemente de redes de fulfillment para alcançar os consumidores de maneira eficaz. Este tipo de estrutura logística gerencia todas as etapas do processo de recommerce, desde o recebimento e inspeção de produtos usados até o armazenamento, preparação para envio e entrega aos novos compradores. Elas oferecem eficiência e conveniência, permitindo que os vendedores se concentrem em outras áreas, enquanto especialistas cuidam da logística.

Essas redes garantem qualidade na inspeção e preparação dos produtos, promovendo uma experiência positiva para os clientes e impulsionando o crescimento do recommerce. Além disso, ao promover a reutilização de produtos e estender seu ciclo de vida útil, o recommerce reduz significativamente o desperdício e os impactos ambientais negativos associados à produção e descarte de novos produtos. Por isso, ao adotar práticas logísticas eficientes, as empresas podem otimizar seus processos e reduzir sua pegada de carbono, contribuindo para um futuro mais verde e sustentável.

Em suma, a logística desempenha um papel vital no sucesso do recommerce, facilitando a movimentação eficiente de produtos usados e contribuindo para a sustentabilidade ambiental. À medida que a demanda por práticas de consumo responsável continua a crescer, o recommerce está posicionado para se tornar uma força dominante no cenário econômico global, impulsionando a mudança para um modelo de negócios mais sustentável e consciente.

Gabriela Guimarães Gabriela Guimarães

VP de Operações de Varejo e E-commerce da DHL Supply Chain.

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