Confira 4 mitos e verdades sobre a aplicabilidade do TMS nas PMEs

12/08/2024

Capaz de transformar a operação logística, o TMS SaaS (Transport Management System na sigla em inglês) conquista cada vez mais relevância e espaço nas empresas. Responsável pelo gerenciamento de transporte que coleta, armazena, processa e disponibiliza informações relacionadas à movimentação de mercadorias fora de uma organização, o sistema em nuvem dispõe do monitoramento em tempo real da entrega, reduzindo assim os custos na last-mile. 

Embora considerado vantajoso, ainda há inúmeras dúvidas ou temores, geralmente causados por informações incorretas sobre o uso do TMS SaaS, principalmente quando falamos das pequenas, médias e microempresas (PMEs), que insistem nos trabalhos e cálculos manuais ou em planilhas de Excel, para atender as necessidades de planejamento de rotas.

De acordo com um levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), o custo logístico brasileiro representa cerca de 13,7% do PIB, contra 8% nos Estados Unidos e 7% na Alemanha. Inclusive, atualmente, o tempo médio de entrega de uma carga no Brasil é de sete dias, bem distante do prazo praticado nos Estados Unidos (2 dias) e na Alemanha (3 dias).

Pensando nisso, Alvaro Loyola, Country Manager da Drivin Brasil, scale-up e partner tecnológico que otimiza os processos logísticos de frotas líderes no mercado da América Latina, elencou abaixo mitos e verdades sobre a aplicabilidade do TMS nas PMEs. Confira: 

Há limite de tamanho para as empresas que desejarem adotar o TMS? – Mito!

Esse é um dos principais mitos entre as PMEs. Atualmente, há diversas soluções adaptáveis disponíveis no mercado, capazes de atender qualquer tamanho de empresa ou negócio, independentemente do número de veículos que utilizam ou do volume de envios que precisam realizar. 

Ainda muito presente no mercado brasileiro, os processos manuais na cadeia logística de transporte desencadeiam uma série de contratempos. Logo, inovar é uma necessidade para o crescimento das PMEs. O TMS SaaS minimiza o desperdício de combustível e tempo, além de proporcionar mais segurança para os clientes, uma vez que aumenta a confiabilidade e otimiza a organização da companhia.

É fácil utilizar os softwares de gerenciamento de transporte nas PMEs? – Verdade!

A tecnologia SaaS, baseada em nuvem, tornou a implementação do sistema de gerenciamento de transporte ainda mais simples e rápida, inclusive de maneira remota. Fácil de instalar, a ferramenta apresenta uma interface moderna e intuitiva, que simplifica a roteirização e a otimização de rotas, de modo que a visualização dos parâmetros a serem aplicados é de rápida compreensão.  

Vale destacar que até os motoristas possuem acesso fácil e direto ao software, estabelecendo uma comunicação precisa com os líderes da operação logística. 

O sistema demanda mais mão de obra? – Mito!

A contratação de uma equipe maior que se encarregará pela implementação e uso do TMS SaaS é um dos principais temores entre os empreendedores que, no geral, dispõem de um orçamento reduzido. No entanto, por ser baseado em nuvem, o TMS SaaS conta com diversas facilidades que a tecnologia proporciona e, com isso, não demanda novas contratações externas para a operação. 

Inclusive, existem empresas, a exemplo da Drivin, que desenvolvem uma série de tutoriais em vídeo e agenda uma assistência ao vivo e on-line ou, até mesmo, uma visita em que um especialista apresenta a plataforma, assegurando assim o uso de forma fácil e eficiente. 

O custo para implementar o TMS nas PMEs é acessível? – Verdade!

O principal desafio logístico é fazer mais, com menos, e, sobretudo, no menor tempo. Neste sentido, embora haja um custo para implementação da ferramenta, o TMS traz inúmeros ganhos para as empresas, sejam eles financeiros ou de gestão de tempo. 

Hoje, economizar tempo é poupar dinheiro. “Há companhias como a Drivin que dispõem de um plano especialmente voltado para as pequenas e médias empresas. Ele é adaptado de acordo com as necessidades de cada cliente, configurando assim a implementação do software de gestão de transportes em função do número de veículos que requerem monitoramento. A partir dessa adaptabilidade, às PMEs dimensionam a utilização dos recursos do software em função do crescimento da empresa, investindo na solução de acordo com os recursos disponíveis e a escalabilidade do negócio”, pontua Loyola.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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