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Empilhadeiras 2 de fevereiro de 2021

Distribuidores: 2020 se mostrava promissor, sobretudo pela demanda reprimida. Mas, veio a pandemia…

… e desestabilizou a economia mundial. Mas, em que pese a situação, alguns participantes desta matéria especial garantem que conseguiram tirar proveito e até cresceram na crise. Veja a seguir como se comportou o setor.

Um mercado em franco desenvolvimento. Era assim que os distribuidores de empilhadeiras analisavam o setor lá no início de 2020, antes que a pandemia colocasse tudo por terra.
“O primeiro bimestre do ano estava se mostrando bastante promissor. O mercado estava reagindo e havia indícios de retomada da produção industrial. A demanda por equipamentos de movimentação estava acima do visto em 2019. Esse movimento durou até o fim de fevereiro, quando as empresas se viram obrigadas a congelar as atividades. A expectativa de retomada era grande, com base nos planos de governo, e a demanda reprimida nos anos anteriores nos fazia antever um mercado promissor”, comenta o diretor da Aesa Empilhadeiras, Eduardo Makimoto. Em função, também, das boas perspectivas de crescimento naquele período, Sidney Matos, da Upload Equipamentos Eireli, destaca que a sua empresa planejava a introdução de novas tecnologias, como baterias de lítio.
Com otimismo também segue a análise de Elisio Garcia Junior, sócio-diretor da Equiport Equipamentos para Portos. Ele destaca que a expectativa da empresa antes da pandemia era de um mercado que iniciaria 2020 em franco crescimento, o que efetivamente não aconteceu em sua totalidade. “O ano de 2020 era para ser muito bom, com a possibilidade de crescimento significativo”, também lamenta Celino Luiz Tirloni, diretor Comercial da Marcamp Equipamentos.
Como se pode notar, o momento era de otimismo – “no inicio de 2020 havia uma expectativa de crescimento do mercado, assim como do PIB Brasileiro, além disso a SELIC vinha em queda, o que são aspectos muitos positivos para o mercado”, lembra, agora, Gustavo Yamada Ito, gerente Comercial Nova Fase Máquinas Eireli.
Otimisto também tinha a SDO Comércio Importação e Locação de Equipamentos – SDO Equipamentos. Segundo Marcelo Yamamoto, a economia dava sinais de recuperação, o mercado financeiro estava otimista. Muito rapidamente o cenário se inverteu e até meados do primeiro semestre não dava para ter ideia do que iria acontecer.

Efeitos da pandemia
Todos nós sabemos o que veio depois. Mas, particularmente, quais foram os efeitos da pandemia especificamente no setor de distribuição de empilhadeiras?
Com a chegada da pandemia, alguns fenômenos se formaram, criando a tempestade perfeita. O dólar escalou rapidamente mais de 34%, a indústria no mundo todo teve de congelar as operações, acarretando em falta de fornecimento de matéria prima, o mercado reteve investimento por conta dos fatos e do pessimismo, o índice de desemprego disparou e o consumo caiu.
“No segmento de empilhadeiras – afirma Makimoto, da Aesa –, esse conjunto de fatores ocasionou um aumento de 35% no valor das máquinas novas, falta de estoque e queda na demanda até meados de agosto. Com a melhora do cenário da pandemia globalmente, a produção industrial sinalizava uma retomada em ‘V’ a partir de setembro, porém os distribuidores de empilhadeiras se depararam com a falta de máquinas no mercado globalmente.”
Por outro lado, ainda segundo o diretor da Aesa, com o aumento do valor das novas e o prazo de entrega longo, o mercado começou a migrar para as máquinas seminovas. “No período de agosto a dezembro, a Aesa vendeu mais de 80 equipamentos seminovos, reformados ou no estado. Com isso estamos com o time dedicado à reforma e manutenção do estoque.”
No caso da Upload, Matos diz que enfretaram, na ocasião, clientes suspendendo decisão de compra, prolongando a vida útil de equipamentos atuais. E que, como trabalham com muita demonstração de equipamentos e o protocolo atual tem restringido visitas, aumentaram o uso de tecnologia, enviando posts e vídeos sobre as vantagens dos equipamentos que comercializam.
Novamente otimista, Tirloni, da Marcamp, destaca que a pandemia provocou, inicialmente, uma expectativa ruim, que se cumpriu nos meses de abril até julho. “De agosto em diante passou a ser um ano bom, dentro do que esperávamos para o ano todo. Tivemos um crescimento maravilhoso, o que nos proporcionou recuperar boa parte da diminuição das vendas. Esperamos que este nível de negociações se mantenha no ano de 2021”, comemora.
Já para Garcia Junior, da Equiport, os investimentos em renovação de frota de máquinas e equipamentos para portos e logística sofreram com a pandemia devido à retração do mercado e à apreensão quanto à economia, o que fez os investidores suspenderem a grande maioria dos projetos de renovação de frota ou de expansão. Mas, ainda segundo ele, 2020 se mostrou um ano de grandes desafios, porém não têm do que reclamar, porque apesar das lutas e dificuldades, foi uma ano positivo. O sócio-diretor da Equiport também diz que estamos ainda no início ou na expectativa de uma “volta ao normal”, e acredita nas boas parcerias com os clientes, sempre dando suporte para manter a frota atual dos clientes 100% operacional e produtiva para auxiliar nesse processo de retomada.
Ito, da Nova Fase, também aponta a queda do mercado, dizendo que a indústria foi a primeira a sentir o impacto da pandemia, uma vez que muitas fábricas se viram obrigadas a parar suas produções pelo período que, em alguns casos, chegou a mais de 30 dias. Com isso, o setor de movimentação teve uma queda. E logo em seguida vieram as restrições do comércio varejista, o que acabou reduzindo significativamente o aquecimento que o mercado vinha apresentando. “Em termos gerais tivemos uma queda de 40% em nosso faturamento, comparando o primeiro ao segundo trimestre. O segundo semestre sempre foi mais promissor para empilhadeiras. Porém, os impactos negativos gerados pela pandemia se refletiram no resultado final”, diz Ito.
Falando especificamente dos planos da empresa, Yamamoto, da SDO Equipamentos, diz que, como Master Dealer da EP Equipment no Brasil, foram afetados principalmente no primeiro semestre do ano, já que foram impedidos de continuar o trabalho de ampliação da rede de distribuidores pelo país, devido às restrições de viagem e visitas presenciais, entre outros, “mas já retomamos a busca de parceiros nos diversos Estados”.

Papel das empilhadeiras
Já se referindo ao papel das empilhadeiras durante a fase mais crítica da pandemia, Garcia Junior, da Equiport, destaca que além delas, manipuladores hidráulicos, reach stackers, tratores e terminal são propulsores fundamentais da retomada da economia e fundamentais para mover a logística, seja ela na indústria, nos portos e terminais ou no varejo. “E com a boa perspectiva com base no PIB Brasileiro do último trimestre, serão equipamentos fundamentais que ajudarão na aceleração da retomada da economia de nosso país.”
As empilhadeiras ajudam a reduzir aglomerações, uma vez que acabam substituindo a mão de obra. Com isso, algumas empresas começaram a buscar soluções que pudessem reduzir seus custos e manter o distanciamento social, comenta o gerente Comercial da Nova Fase.
Na visão de Yamamoto, da SDO Equipamentos, para alguns setores, o papel das empilhadeiras foi primordial na fase mais crítica da pandemia, pois na contramão dos fatos, a demanda por alguns segmentos de produtos aumentou sobremaneira e a utilização desses equipamentos foi levada ao extremo.
Por este lado também segue a análise de Matos, da Upload. Ele destaca que com o aumento do comercio on-line, as movimentações em centros logísticos aumentaram consideravelmente a demanda dos equipamentos voltados para movimentação nestes locais.

Ano novo
Alguns participantes desta matéria especial já apontaram as suas perspectivas para este ano que se inicia. Mas, o que esperar, realmente, deste ano, considerando o avanço ou retrocesso da pandemia, o desempenho da economia, as necessidades do mercado no “novo normal” e o papel das empilhadeiras.
Pandemia – Neste contexto, Makimoto, da Aesa, está confiante no crescimento em 2021, principalmente com a chegada da vacinação em massa. Segundo ele, as bolsas do mundo todo já têm demonstrado essa mesma confiança e com isso deve haver uma retomada. “Não acreditamos na retomada em ‘V’ como apontado pelo ministro Paulo Guedes, pois ainda estamos saindo da inércia de uma das maiores crises da história e o nível de desemprego e falta de renda continuarão altos por um bom tempo.”
Garcia Junior, da Equiport, destaca que, como bons brasileiros, atuantes no mercado há mais de 25 anos, não desistem nunca e sempre enxergam o lado bom do cenário para os motivar ao crescimento e à retomada econômica. “Temos a expectativa de uma grande retomada na economia que alavancará a renovação e o incremento de empilhadeira e máquinas em operação na logística e indústria, e estamos prontos para esse desafio!”
Tirloni, da Marcamp Equipamentos, lembra que não estão trabalhando com a possibilidade de não haver um declínio da pandemia, mesmo porque as vacinas estão chegando. Assim, esperam que 2021 seja um ano com uma boa recuperação da economia e que se mantenham os resultados dos últimos meses de 2020. Ele aponta que a pandemia trouxe muitos ensinamentos. “Creio que em 2021 as empresas estarão buscando fornecedores que mantenham um padrão de trabalho e de conduta condizentes com a nova realidade, mas, principalmente, focados na segurança do colaborador, do staff operacional e que reflitam na segurança do cliente. Entendo que será um ano em que a segurança, a boa performance e a dedicação, em todos os aspectos e sentidos, serão priorizadas.”
Ainda nesta questão, Ito, da Nova Fase, acredita que as empresas, cidades e pessoas estão se adaptando à pandemia. O mercado vem se estabilizando, a projeção para 2021 é de crescimento. Porém, são muitos fatores que vão influenciar esse crescimento, pois a realidade, é que o “crescimento” ainda é a volta para patamares de 3 a 5 anos atrás.
Economia – Na questão econômica para 2021, Makimoto, da Aesa, está confiante que haverá um bom desempenho a partir de fevereiro, quando haverá eleições na Câmara e no Senado, e os projetos até então engavetados tendem a caminhar. Com isso a confiança no país será retomada e os investimentos voltam a entrar, acredita.
Enquanto Tirloni, da Marcamp, vê um ano de bom desempenho da economia, Ito, da Nova Fase, também acredita que este desempenho será crescente, porém são vários os fatores que vão determinar positivamente ou negativamente o ano. Um deles é a vacina, outro é o tamanho do prejuízo causado pelo desequilíbrio da economia como um todo. “Esperamos que a retomada das atividades continue progredindo e a economia continue se recuperando, para um bom desempenho em 2021”, avalia, agora, Yamamoto, da SDO Equipamentos.
“Novo normal” – Com relação às necessidades do “novo normal” agora em 2021, na visão de Makimoto, da Aesa Empilhadeiras, a dinâmica do mercado deve sofrer alterações, especialmente no setor de varejo. O consumidor está criando um novo hábito de compra, não mais indo fisicamente às lojas. As compras on-line ganharam força na pandemia e o hábito veio para ficar. Com isso, os armazéns das grandes varejistas precisaram readequar as estruturas para atender o aumento de demanda. “Temos observado a maior procura por empilhadeiras de corredor estreito e muito estreito, além da migração de tecnologia de baterias de chumbo-ácido para Lítio, com intuito de ganhar espaço físico na operação. Apesar de serem casos pontuais, acreditamos que seja indicador de uma tendência que está se formando para o ‘novo normal’.”
Garcia Junior, da Equiport, argumenta que, neste “novo normal”, o grande desafio é estar sempre próximo ao cliente, buscando entender a sua necessidade técnica e operacional, mantendo sempre a frota de empilhadeiras sempre operacional para obter a melhor produtividade e utilização dos equipamentos, reduzindo o “downtime” e aumentando a disponibilidade.
Tirloni, da Marcamp, aponta que o “novo normal” requer mais atenção, mais concentração no core business e mais segurança operacional, portanto quem estiver com o time bem treinado, dedicado e equipado, estará apto a desenvolver um bom trabalho.
“Como muitas empresas adiaram seus investimentos ou mesmo realocaram seus recursos, acreditamos que a nova demanda para o mercado seja de redução da mão de obra. Isso já é algo que estava em processo de crescimento, porém a pandemia acelerou essa necessidade. Como o home office que foi adotado por muitas empresas e mesmo após a pandemia será mantido, algumas tecnologias tendem a ter mais espaço no mercado, como a operação autônoma de empilhadeiras. São projetos em longo prazo, porém, assim como os carros elétricos, eles podem se tornar uma realidade”, pontua, agora Ito, da Nova Fase.
Papel da empilhaderias – Ao responder sobre o papel das empilhadeiras neste “novo normal”, Makimoto, da Aesa, diz que elas sempre tiveram papel muito importante na cadeia produtiva, porém, no “novo normal” a disponibilidade do equipamento será ainda mais importante. Uma característica formada pelo consumidor que compra on-line é a busca por menores prazos de entrega. O consumidor compra via plataforma de e-commerce e espera receber, muitas vezes, no mesmo dia, ou no dia seguinte. Isso exige uma logística ágil, eficiente, sem espaço para paradas por quebra de equipamento. As empilhadeiras precisam estar preparadas, com confiabilidade à altura da necessidade.
Também para Tirloni, da Marcamp, o “novo normal” requer uma logística mais bem apurada, mais bem estruturada e as empilhadeiras são parte integrante e fundamental, neste novo cenário. “As perspectivas para 2.021, são muito boas, mas vão requerer um bom planejamento e muita dedicação.”
Ito, da Nova Fase, faz sua análise dizendo que as empilhadeiras vêm para facilitar o trabalho humano, trazendo diversos benefícios ergonômicos, como também redução de tempo e custo. A indústria está se automatizando com a indústria 4.0, e tal automação pode se refletir nas empilhadeiras.

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