GoodStorage anuncia aquisição do Guarde Aqui

12/07/2024

Como parte da estratégia de expansão no mercado de self storage e melhoria na experiência dos locatários, a GoodStorage, especialista em espaços inteligentes, anuncia a aquisição do Guarde Aqui, com 25 unidades distribuídas em 10 cidades localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A aquisição faz parte do plano estratégico da companhia de reforçar a liderança no mercado de São Paulo, sendo uma plataforma completa de soluções em espaços urbanos, tanto para pessoas físicas, como para jurídicas. Com a transação, a GoodStorage passa a administrar mais de 60 unidades localizadas em regiões de alta demanda, sendo grande parte delas na capital paulista, e aumenta sua oferta de espaços em 40%, chegando a 400.000 m² locáveis.

Thiago Cordeiro, CEO e fundador da GoodStorage

“Nosso propósito é sermos promotores de cidades mais inteligentes, colaborando com a eficiência e mobilidade de pessoas e mercadorias. Este movimento possibilita, inclusive, mais tempo livre, pluralidade e inclusão, assim como qualidade de vida. Com essa operação, o foco é aprimorar nossas soluções, principalmente na Grande São Paulo, onde passaremos a contar com mais de 60 unidades”, explica o CEO e fundador da GoodStorage, Thiago Cordeiro.

Pioneira em oferecer espaços de armazenagem inteligentes e urbanos que podem funcionar como uma extensão dos lares ou colaborar para fortalecer a vocação industrial, segundo Cordeiro, a solução impulsiona e garante que serviços e comércios como e-commerce ou marketplaces tenham uma maior eficiência logística, otimizem rotas, reduzam custos fixos e facilitem entregas last mile e logística reversa. Isso porque as empresas podem fracionar a cadeia de suprimentos, garantindo também uma redução considerável em frotas e rotas de entregas. 

A empresa, que em 2024 atingiu 285.000 m² distribuídos em 37 unidades, dobrando de tamanho em relação a 2022, destaca que a aquisição demonstra a força e as oportunidades pulsantes do mercado. “Com mais de 10 anos de experiência em uma das principais metrópoles do mundo, agora passamos a atender mais de 20 mil locatários com foco em aprimorar cada vez mais a experiência de cada um deles”, conta o CEO.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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