Grupo Viaduto compra a PrestBater

30/08/2022

Referência na locação de empilhadeiras de diversos tipos, a GLP e elétricas, e também de AGVs, H-AGVs e H-LGVs, a Viaduto Soluções Logísticas acaba de concluir a compra da PrestBater – empresa com mais de 30 anos de experiência no mercado de intralogística, localizada em Itupeva/SP, que, além de uma vasta expertise em locação com manutenção de equipamentos multimarcas, também é especializada na manutenção e gestão de salas de baterias tracionarias.

“A aquisição foi concluída em primeiro de agosto último. A unidade da PrestBater em Itupeva, SP, com 4.000 m2 de área construída, se transformou em filial, firmando um passo importante em nosso planejamento estratégico de cobertura total do Estado de SP, garantindo agilidade e disponibilidade aos nossos clientes. Atualmente possuímos oito filiais, sendo seis localizadas no estado de SP – Marília, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Sorocaba, São Paulo e Itupeva”, diz Luis Felipe Savoy, CEO da Viaduto.
Sobre os objetivos da Viaduto com a compra, Savoy diz que a PrestBater é uma “empresa com números impressionantes, alta produtividade, diversificada em setores e clientes, frota predominantemente elétrica e know-how único em gestão e manutenção de salas de baterias. Esses atributos, somados a um grupo de colaboradores superdisciplinados e competentes, não nos deixou em dúvida sobre a sua contribuição ao nosso planejamento estratégico. Aproveito para agradecer os ex-sócios, Alexandre Ventura e Edson Maia, e registrar que eles continuarão na companhia por mais seis meses, garantindo o sucesso do plano de integração”.

Com a aquisição, o Grupo Viaduto aumenta sua capacidade produtiva em 20% nos centros de serviços. O mercado pode esperar, além dos pontos destacados, a disponibilidade de 500 equipamentos para novas locações com manutenção. “Outro fato relevante ao mercado é que inauguramos nosso Centro de Inovação e Treinamento localizado no Brás, Capital, que, além de treinamentos, oferece aos clientes a possibilidade de testarem equipamentos e conhecerem as possibilidades de soluções de AGVs e AMRs.”

Perspectivas

Sobre as perspectivas de mercado com esta nova aquisição, o CEO da Viaduto diz que são otimistas. “O número de orçamentos e clientes cresce exponencialmente, o que registra o reconhecimento do mercado ao Grupo Viaduto como uma provedora de soluções logísticas no setor de locação, e esperamos com a nova aquisição fortalecer esse posicionamento.”

Já sobre o setor de locação de empilhadeiras hoje, Savoy lembra que a pandemia potencializou algumas mudanças no setor. Devido ao desabastecimento das cadeias de suprimentos, à alta digitalização e busca incansável das indústrias em se adaptar ao novo normal, o mercado brasileiro atingiu recordes de faturamento em número de equipamentos em 2021, e que provavelmente se manterá em 2022, apesar dos preços dos equipamentos alcançarem valores comparáveis ao momento pré-pandemia, de 300%.

“Esse cenário, somado ao crédito caro e limitado, acelerou a mudança cultural de CAPEX (compra) para OPEX (locação), onde os clientes estão dispostos a analisar o TCO (total cost ownership) e avaliar os benefícios dessa modalidade.

Nossa perspectiva é que a transformação para OPEX continue forte, alcançando patamares de países desenvolvidos no médio e longo prazo e que os equipamentos elétricos, autônomos e robóticos ocupem um papel de protagonista na revolução do setor de intralogística.” Já analisando o setor de manutenção, o CEO da Viaduto lembra que a demanda do mercado não está acompanhando a oferta de técnicos especializado devido ao aumento do OPEX de forma exponencial. “Atualmente falta qualificação para manutenção simples, o que fortalece companhias como o Grupo Viaduto que possui capilaridade nacional para atender as locações e manutenções simples em equipamentos de terceiros de forma mais produtiva.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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