JBS e EZVolt celebram acordo para ampliação de pontos de recarga para caminhões elétricos da No Carbon

18/10/2023

A No Carbon, empresa da JBS especializada em locação de veículos 100% elétricos, celebrou acordo com a EZVolt, startup de eletromobilidade do portfólio de energias renováveis da Vibra, para o fornecimento de pontos de recarga para a sua frota de caminhões.

Com mais de 100 carregadores instalados em três meses, mais 30 pontos serão instalados até o fim do ano, totalizando 130 estações de recarregamento. Até o momento, a EZVolt já levou seus carregadores para 11 Centros de Distribuição da JBS em dez estados. Uma das maiores Companhias de alimentos do mundo, a JBS já era cliente da Vibra no segmento B2B para fornecimento de lubrificantes e diesel e agora é também atendida pela EZVolt nesta frente dentro dos processos de transição energética.

Para abastecer os caminhões elétricos da No Carbon, a EZVolt instalou carregadores nos Centros de Distribuição da Seara e da Friboi no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal e São Paulo. Nestas regiões, a frota da No Carbon pode contar ainda com o apoio de uma rede de hubs de recarga ultrarrápida, que podem recarregar a bateria do veículo em até uma hora, para eventual necessidade de carga ao longo de sua rota.

O acordo firmado entre a JBS e a EzVolt é na modalidade conhecida como “charge as a service”, em que a startup apoia a empresa em todas as etapas da migração da frota, fazendo desde os estudos de viabilidade técnica e operacional até a entrega dos equipamentos de recarga. O investimento para aquisição e instalação dos equipamentos e da infraestrutura ficam a cargo da EZVolt, que fornece ainda o software de gestão de recargas para que a No Carbon tenha acesso a todos os relatórios de consumo de energia dos veículos. Todos os hubs de recarga da JBS são monitorados 24 horas por um centro de controle da EZVolt, garantindo dessa forma a confiabilidade do serviço de recarga, que tem um nível de serviço de funcionamento de até 97% do tempo.

JBS Novos Negócios

Lançada em 2022, a No Carbon é uma empresa da JBS Novos Negócios e conta atualmente com 260 caminhões frigoríficos movidos exclusivamente por eletricidade.

A frota é responsável hoje pela distribuição dos produtos das marcas Friboi, Seara e Swift em viagens dentro de centros urbanos em diferentes regiões do País.

“Nosso objetivo é seguir ampliando as nossas soluções de logísticas sustentáveis e de baixo carbono, razão pela qual estamos investindo na ampliação de nossas redes de recarga para os caminhões”, explica Armando Volpe, diretor comercial da No Carbon na JBS.

“Estamos evoluindo nos serviços que oferecemos aos nossos clientes. Queremos auxiliá-los na missão de entregar os seus compromissos de redução das emissões dos gases associados ao efeito estufa. Trabalhamos diariamente para atendê-los da melhor maneira, e o acordo celebrado entre a EZVolt e a JBS comprova que estamos no caminho certo. Além disso, tenho certeza que o fato de a EZVolt ter experiência prévia no atendimento a grandes frotas de elétricos e ter presença nacional foram fatores cruciais para a escolha da JBS”, diz Bernardo Winik, vice-presidente B2B da Vibra.

Desde o lançamento da No Carbon, em 2022, os caminhões da empresa já percorreram cerca de 3,4 milhões de quilômetros para a entrega dos produtos da JBS, o que equivale a mais de 80 voltas no globo terrestre. Com isso, a Companhia já deixou de emitir cerca de 2 mil toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera com a substituição de combustível fóssil pela eletricidade, o que equivale ao plantio de 270,2 mil árvores, reforçando a pegada mais sustentável da frota elétrica. “Nossa opção de aportar recursos próprios arcando com o investimento de implantação da rede de recarga demonstra que estamos alinhados à nova cultura em que as empresas optam pela contratação de um serviço de qualidade em vez de tentar comprar equipamentos por conta própria e levar uma operação complexa como essa para dentro de casa”, afirma Gustavo Tannure, CEO da EZVolt.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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