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Mercado 20 de julho de 2020

LifeCargo mantém home office até 2021 para colaboradoras que são mães. E passa a operar em novas instalações

Mesmo com a possibilidade de retomada pós-quarentena e desempenhando atividade considerada essencial, a LifeCargo, transportadora especializada em logística hospitalar, manterá cerca de 30% de seus colaboradores em sistema de trabalho home office.

“Ao ser anunciada a volta aos escritórios, houve certo temor, principalmente entre as mulheres que tinham filhos. Por isso, optamos por manter o formato, até 2021, a todas as mães com filhos de até 15 anos de idade”, afirma o fundador e diretor-executivo da empresa, Fausto Oliva. No formato, a empresa cedeu os equipamentos, celulares e cadeiras que possibilitassem a correta ergometria, além de oferecer o custeamento de internet.

Novas instalações

Dos 980 m² de área, a LifeCargo passou a operar em um novo espaço de 3.470 m². Feita sob medida pelo Studio BR Arquitetura – especializado em arquitetura corporativa –, a nova sede marca o aniversário de 10 anos da empresa, que segue com os negócios ascendentes. A expectativa, segundo Oliva, é de um aumento de 33% no faturamento. “Mantivemos nossa projeção para o ano, pois se tivemos queda na demanda em alguns segmentos, conquistamos novos clientes”, explica ele, que ampliou em 5% sua carteira de clientes, o que pode representar até 20% no aumento de faturamento a médio e longo prazo, além dos 30% já previstos. Todo o quadro de efetivo foi mantido, com a mesma carga horária, salário e benefícios, e oito novas posições de trabalho ainda foram abertas.

O escritório é todo formatado no estilo open space. “Queríamos um espaço que refletisse nossa forma de atuar. Não pensamos somente fora da caixinha, estamos, literalmente, fora da salinha. Somente eu e o departamento de RH é que temos salas, porque alguns assuntos demandam privacidade, mas os demais também contam com um espaço para conversas mais reservadas – o refúgio.” Trata-se de uma pequena sala de vidro com acústica para a realização de tarefas que exijam foco e privacidade – tipologia que integra a metodologia registrada pelo Studio BR Arquitetura, o Workexperience.

O espaço de descompressão também foi garantido com mais uma tipologia: o booth, inspirado nas carretas de caminhões, trazendo as características do negócio e da marca. Também com esse objetivo, todo o escritório foi projetado em uma espécie de mezanino de vidro, voltado ao terminal de cargas. “Com o aumento do espaço, íamos acabar ficando afastados das equipes que trabalham no terminal. A decisão de fazer a parte frontal de vidro, de ponta a ponta, é para manter a conexão entre todos”, explica Oliva.

Com o alto grau de adensamento possibilitado pela área 250% maior que a anterior, não foram necessárias grandes adequações estruturais para o retorno ao escritório, apenas comportamentais. Para isso, foi feito um guia com orientações sobre a nova forma de utilizar os espaços e os cuidados essenciais a serem tomados por cada um. Dispensers de álcool gel acionados por pedal, frascos de álcool em gel espalhados pelas estações de trabalho e distribuição de máscaras foram algumas das medidas básicas. Nas estações de trabalho, está sendo respeitado o espaço mínimo de 1 a 2 metros de distância entre as pessoas e ninguém se senta à frente de ninguém. O novo escritório contempla, ainda, três salas de reunião, mas quando é necessário um número maior de participantes, as reuniões são feitas virtualmente, mesmo estando todos dentro da empresa.

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