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Conteúdo 13 de junho de 2017

No segmento químico e petroquímico, a segurança é fator inquestionável

O setor é caracterizado pelo SASSMAQ, cujo objetivo é reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos.

Quando se pensa no segmento de químicos e petroquímicos, certamente, a questão da segurança é a primeira que vem à mente. “Em primeiro lugar, quando iniciamos a negociação com o cliente, analisamos as fichas de segurança dos produtos químicos. Em seguida, prosseguimos com validações regulatórias e estruturais, para recebimento dos produtos apresentados”, explica Marina Gomes, gerente de Negócios da Elog Logística (Fone: 11 3305.9999) – empresa que opera no modal rodoviário, mas também recebe carga aérea, marítima e cabotagem.
Lucas Rodrigues, analista da Transportadora Transmiro (Fone: 51 3470.8600), que oferece transporte rodoviário, também cita que o segmento requer total atenção às diretrizes de segurança e qualidade informadas por cada empresa, pois variam muito de um tipo de produto para outro. Esses cuidados se aplicam tanto para o veículo quanto para o motorista que fará a entrega.
Além da questão da segurança, outros fatores estão associados à atuação de Operadores Logísticos e transportadoras no segmento de químicos e petroquímicos. Por exemplo, como lembra Suellen dos Santos Freitas, administrativo de vendas da Logplan Logística e Planejamento (Fone: 11 2078.8236) – que atua com o modal cabotagem, englobando os transportes rodoviários, marítimo e fluvial –, índice zero de contaminação do produto, informações referentes à rastreabilidade da carga e redução na emissão de CO2 são alguns dos outros fatores.
Por sua vez, Fernanda Veneziani, diretora da Terra Master em Logística e Transporte Eireli (Fone: 13 3299.5500) – que oferece serviços de transporte rodoviário – o que caracteriza o setor é o Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade – SASSMAQ, cujo objetivo é reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos.
O sistema foi criado pela ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Quími- ca e possibilita uma avaliação do desempenho nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade das empresas que prestam serviços à indústria química.
“A avaliação das empresas é feita por organismos certificadores independentes, credenciados pela ABIQUIM. São avaliados os ‘elementos centrais’, compostos pelos aspectos administrativos, financeiros e sociais da empresa, e os ‘elementos específicos’, constituídos pelos serviços oferecidos e pela estrutura operacional”, explica Fernanda, ressaltando, porém, que a avaliação pelo SASSMAQ não é obrigatória, mas sua aplicação gera um importante diferencial para as empresas certificadas, pela comprovação de que oferecem serviços qualificados nas operações de logística.
Finalizando a questão, Michell Tassi, gerente comercial da Transtassi (Fone: 35 2101.1600) – que também oferece transporte rodoviário – lembra que neste segmento há várias restrições que, por um lado, “são consideradas negativas, mas, por outro lado, vemos como positivas. Uma restrição negativa é a burocratização, já que é bem complexa e demorada, trazendo uma insatisfação e, também, onerando muito pela demora de ações e decisões dos órgãos e das agências reguladoras. Agora, em se tratando de um lado positivo, por haver essas barreiras, e também esse grau de certificações, ocorre uma inibição de novos entrantes nesse segmento e eleva o nível da concorrência a um patamar que os outros segmentos não têm”, explica.

Exigências
Pela complexidade do setor, é de se supor que existem várias exigências, passando pela empresa, que deve ter as licenças necessárias e específicas federais, estaduais e municipais, pelos veículos, que precisam estar com os CIVs – Certificados de Inspeção Veicular – em dia, e pelos motoristas, que precisam estar com o curso MOPP – Movimentação e Operação de Produtos Perigosos atualizado. “O veículo e o motorista devem ter à disposição os EPI´s – Equipamentos de Proteção Individual e EPC´s – Equipamentos de Proteção Coletiva necessários de acordo com a FISPQ – Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos do produto”, acrescenta Fernanda, da Terra Master.
Mais detalhista, Suellen, da Logplan, relaciona os documentos necessários para atuar no setor: CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo; CNH – Categoria correspondente ao veículo; Treinamento especifico para condutores de veículos e transportadores de PP – Curso MOPE; Certificado de capacitação para o transporte rodoviário de produtos perigosos a granel, expedido pelo INMETRO; Documento fiscal do produto transportado; Ficha de emergência e envelope para o transporte terrestre de produtos perigosos – Características, dimensões e preenchimento; Tacógrafo; Simbologia – rótulos de risco e painel de segurança; Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos; Licenças de Transporte (IBAMA, Polícia Federal, Exercito, ANVISA, Bombeiros, etc.); e o SASSMAQ.
Além de todas estas exigências, Rodrigues, da Transportadora Transmiro, lembra que o veículo passa por um rigoroso checklist antes de sair da base, no qual deverá ser constatada total adequação às normas definidas previamente pelo cliente, pois cada produto tem um número que o classifica quanto ao seu Grau de Risco e, também, um código de 4 dígitos que diz o tipo de produto que está sendo transportado, chamado de Código ONU, e também uma placa que identifica o produto quanto à sua Classe de Risco, conforme Relação Numérica de Produtos Perigosos que se encontra no Capítulo 3.2 da Resolução de nº 420 da ANTT. “Considerando o grande risco de se transportar produtos químicos, também se torna muito importante que o Operador Logístico possua um ótimo seguro ambiental, acompanhado de Plano de Atendimento à Emergência eficaz”, aponta o analista da Transmiro.
Tassi, da Transtassi, destaca, ainda, que existem alguns clientes nesse segmento que exigem dos OLs e das transportadoras ações que estão acima do que já está previsto em lei e que por obrigação deveriam ter. “Em alguns pontos, vejo isso muito positivamente, pois eleva ainda mais o nível da nossa concorrência, ficando, assim, somente transportadores qualificados no mercado.”
Erros mais comuns
Pela complexidade das operações neste segmento, certamente ocorrem erros em termos de relação embarcador/OL/transportadora. “Um erro seria trabalhar com um produto químico sem ter conhecimento do mesmo, logo, sem os devidos EPI´s e cuidados específicos”, alerta Marina, da Elog Logística.
Para Suellen, da Logplan, a maior parte dos erros é decorrente de empresas que não possuem as licenças e capacidades técnicas para transporte e/ou manuseio dos produtos e acabam entrando no segmento sem nenhuma preparação, além do que a falta do rol de licenças necessárias para este tipo de serviço.
Também há a questão da falta de placas e carência de qualificação por parte dos profissionais envolvidos no processo operacional. “Todos os problemas causados, justamente, pela falta de experiência com esse tipo de produto”, diz Rodrigues, da Transmiro.
Ainda como principais erros cometidos está a falta de clareza na hora de desenhar, planejar e comprar uma operação, criando lacunas gigantes entre o que foi pedido na precificação da operação e o que realmente acontece, gerando desgastes para os dois lados e exigindo uma força tarefa de ambos para que a operação possa acontecer da melhor forma possível para o cliente. “O grande problema disso é o custo e o desgaste para ambos os lados”, completa Tassi, da Transtassi .
Há de se lembrar, ainda, que esse tipo de transporte requer muitos cuidados prévios, e a comunicação entre embarcador/transportador deve ser perfeitamente ajustada. A FISPQ, que contém todas as informações sobre o produto a ser transportado, deve ser emitida pelo embarcador e devidamente analisada pelo transportador.
“Qualquer falha de comunicação e de informação quanto ao produto a ser transportado, em caso de acidentes, pode colocar em risco e trazer sérios danos aos envolvidos na operação, assim como ao meio ambiente”, alerta Fernanda, da Terra Master.

Tendências
Uma das grandes tendências para operação nesse segmento é a obrigatoriedade de uma certificação de sustentabilidade, aliada a processos e metodologias mais ecologicamente corretas. É o que aponta Rodrigues, da Transmiro.
Na visão do gerente comercial da Transtassi, uma grande tendência, hoje, é a tecnologia, que está evoluindo muito rapidamente. “Acredito que já contamos com tecnologias boas, como as telemetrias, e até mesmo já temos carros autônomos sendo testados em outros países. Também há tecnologias bem eficientes para segurança do motorista e da operação, como redução de velocidades automáticas em alças de acesso e controle do clima – já funciona muito bem em outros países – para que possamos tomar as ações de forma mais rigorosa para não corrermos risco com chuvas e tempestades. Vale a pena destacar, também, os sistemas onde a tomada de decisões será através de uma mescla de inteligência artificial e inteligência humana, o que permitirá maior assertividade em nossas decisões”, afirma Tassi.
Finalizando, Suellen, da Logplan, lembra que, atualmente, os portos brasileiros vêm passando por mudanças de modo a melhorar e facilitar tanto o embarque e desembarque das mercadorias, eliminando, assim, a burocracia existente na navegação. Daí mais uma tendência, diz Suellen, destacando que os equipamentos utilizados nas operações da empresa são isotanks construídos em aço inox 316, cativos e dedicados para operação no segmento de produtos químicos e petroquímicos.

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