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Logística do Frio 4 de julho de 2020

OLs e transportadoras: fundamentais para garantir a qualidade de alimentos e medicamentos

O segmento da cadeia do frio requer uma logística que seja respaldada por segurança, temperatura controlada em todo o processo de manuseio dos produtos e comprometimento, sendo bem mais complexa do que a de setores tradicionais.

O transporte e a armazenagem de cargas refrigeradas e congeladas apresenta várias peculiaridades e exige práticas operacionais rigorosas. Controles de temperatura na armazenagem, desde a entrada, picking e saída, embarque, transporte, descarga e novamente armazenagem e exposição no varejo.
Por sua vez, quando utilizados, os contêineres precisam ser programados com a temperatura correta – exigida por cada produto – e isso é monitorado ao longo de todo o trajeto, inclusive a bordo do navio. O descontrole ou a perda de temperatura em qualquer uma dessas etapas – quebra da cadeia do frio – pode colocar em risco não só a carga, como também a segurança do consumidor, quando o produto chegar lá na ponta.
É importante ressaltar, também, que cada tipo de carga exige um tratamento e um acondicionamento diferente, dependendo da sua natureza e da região, completa Igor Teles, gerente comercial da Log-In Logística Intermodal, falando das características da logística no segmento da logística do frio. Ele também destaca que, no caso de transporte de alimentos refrigerados, a navegação por cabotagem tem uma vantagem importante pelo fato de o contêiner ser um equipamento que traz uma proteção para a carga.
Rafael Padua Borghi, diretor, e Kelly Bueno, gerente comercial, ambos do Expresso Arghi, ressaltam que, no segmento, é necessário muito alinhamento entre transportador e embarcador para que a operação tenha sucesso. Neste contexto, vale destacar: detalhamento da operação; levantamento da temperatura em que o produto precisa ser transportado; durabilidade da embalagem (gelo); se haverá autorização para efetuar a manutenção do gelo e, sendo positivo, quais condições e tipo de gelo; controle das trocas de gelo realizadas pelo (a) responsável técnico/farmacêutico (a); rastreabilidade das mercadorias para intervenção, se necessário, e rapidez na solução dos eventuais problemas; e repasse das informações com o status da mercadoria com rapidez.
Cuidados à parte, Ronaldo Fernandes da Silva, presidente da FM Logistic do Brasil, faz questão de destacar que o segmento da cadeia do frio precisa, principalmente, atender às determinações específicas e ter certificações de órgãos importantes, como ANVISA e ISO 22716. Isso garante que a operação logística seja toda respaldada por segurança, temperatura controlada em todo o processo de manuseio dos produtos e comprometimento, atendendo, assim, às normas inerentes para armazenagem e movimentação de mercadorias diversas e que abrangem uma logística bem mais complexa do que a de setores tradicionais.
“A automação e a transformação digital também são fatores primordiais para as empresas que atuam no segmento da logística do frio. Os Operadores têm buscado de forma incessante mais tecnologia e modernização para aumentar a produtividade”, diz Fernandes da Silva.
De fato, segundo Sidney Honorato, diretor comercial da Confiancelog, a logística é de fundamental importância neste segmento, pois é justamente neste ponto que se pode garantir a segurança alimentar, para que os alimentos possam chegar com qualidade às gôndolas dos supermercados. Além dos alimentos, não podemos nos esquecer de que esta logística também abrange os medicamentos que requerem temperaturas controladas, e é sobre isto que fala Marcos Cerqueira, vice-presidente de Life Science & Healthcare da DHL Supply Chain. Ele destaca o controle de qualidade como a principal característica da cadeia fria. Isso porque se tratam de produtos com necessidade de temperatura e condições controladas, cujo impacto de um desvio pode comprometer toda a carga e, consequentemente, o paciente final que necessita da eficácia do medicamento.
“Logo, essa qualidade não se limita apenas à distribuição, mas abrange toda a cadeia logística, incluindo inbound das plantas ou importação, armazenagem e last mile. Desta característica primordial advém outras três que a sustentam: a necessidade constante de investimentos em infraestrutura, capacitação de equipe e em sistemas de gestão e visibilidade que monitorem e garantam essas entregas de ponta-a-ponta”, destaca Cerqueira.

Papel dos OLs e das transportadoras
Dentre esta complexidade de exigências e cuidados, pode se pressumir que o papel dos Operadores Logísticos e das transportadoras é primordial, e que as exigências são muitas.
“O setor de logística, com destaque para os Operadores Logísticos, tem se transformado para acompanhar o dinamismo do setor e as constantes mudanças, principalmente no que diz respeito à tecnologia e inovação. Isso tudo para atender ao novo tipo de consumidor, revendo os modelos de distribuição e da malha logística”, destaca Fernandes da Silva, da FM Logistic.
Teles, da Log-In, aponta que, para atender a esse mercado de maneira eficiente, além dos equipamentos adequados, é preciso conhecer a necessidade de cada cliente, todas as variáveis envolvidas, os detalhes operacionais, que tipo de produto será transportado, qual o shelf life, ou seja, o tempo de vida útil de um produto perecível, em que tipo de embalagem esse produto está armazenado, qual a temperatura em que ele deve ser mantido ao longo de todo trajeto.
“Nesse contexto, o cliente também tem um papel bem importante, que é o de fornecer a documentação e a informação correta com os detalhes daquela carga e as especificidades de cada produto. O papel do OL é monitorar em todos os pontos para garantir que a carga vai chegar ao seu destino na temperatura correta”, completa o gerente comercial da Log-In.
Entre os equipamentos e sistemas necessários para atender ao setor, Honorato, da Confiancelog, diz que é muito importante um sistema WMS robusto para que as informações possam percorrer o seu fluxo com naturalidade. E com um mercado cada vez mais competitivo, o controle dos processos é fundamental para estar um passo a frente.
Mais do que nunca – continua Cerqueira, da DHL Supply Chain –, prover soluções logísticas customizadas de ponta a ponta faz toda a diferença. Para isso, três requisitos são fundamentais. Primeiro, a flexibilidade, tanto nas transferências entre plantas e importações, como na armazenagem e em transportes, de forma a atender as flutuações de demanda, imprevistos na cadeia de suprimentos e requerimentos de maior eficiência e robustez por parte dos clientes.
Em seguida vem a questão da disponibilidade de armazenamento, equipes bem qualificadas e frota dentro das especificações de qualidade mandatórias – possivelmente a principal vantagem de contar com um parceiro logístico para execução destas atividades.
Por fim, um sistema de gestão de qualidade robusto com tecnologia embarcada que assegure a visibilidade de ponta-a-ponta dos produtos. É difícil hoje conceber uma cadeia de suprimentos na qual os gestores não possam acompanhar, de ponta a ponta, a carga, verificar indicadores de desenho e até fazer análises preditivas de risco e demanda, pondera o vice-presidente de Life Science & Healthcare da DHL Supply Chain.
“De fato, nosso papel é encontrar a melhor forma de oferecer uma operação que esteja de acordo com as necessidades do cliente, identificando os problemas e propondo soluções, se houver abertura para isso. Além disso, a informação e rastreabilidade são fundamentais, pois trazem tranquilidade e confiança ao cliente”, acrescenta Borghi, da Arghi.
Ou, ainda segundo Adauto Franco, diretor de logística da Friovale Logística: o papel dos OLs e das transportadoras é determinar pontos de apoio, cross docking ou, ainda, rotas predefinidas. “Por outro lado, são exigidos entrega pontual e preço competitivo.”

O que não fazer?
Aí entra a questão, neste contexto todo: o que OLs e transportadoras não devem fazer de maneira nenhuma quando do atendimento deste segmento? Obviamente, em primeiro lugar, nunca abrir mão do controle de qualidade para garantir a segurança alimentar, pondera o diretor comercial da Confiancelog. “Por maior que seja a concorrência e a pressão por eficiência, não podemos abrir mão da qualidade, compliance e da solidez dos serviços prestados. Na cadeia do frio, atrasos e a utilização de estruturas e equipes despreparadas podem causar grandes prejuízos econômicos, mas também trazer reflexos para a saúde dos pacientes”, adverte Cerqueira, da DHL Supply Chain.
Já Kelly, da Arghi, aponta que não se deve tomar decisões sem alinhamento prévio com o cliente e ter atenção às exigências, como, por exemplo, um agendamento, uma janela de entrega, entre outros. “Inclusive, não se deve deixar de repassar informações sobre o status de cada etapa, principalmente em situações críticas, pois cada hora que passa é um tempo precioso perdido e há grandes chances de perda do produto, que na maioria das vezes possui um alto valor agregado. Com essas atitudes, é possível tomar decisões sobre o que fazer a tempo. Além disso, os prazos acordados precisam ser cumpridos rigorosamente, também. Espera-se do transportador flexibilidade e entendimento. Afinal, esse segmento exige adequação, pois o cliente busca soluções junto aos transportadores e Operadores Logísticos.”
Realmente, como explicita Franco, da Friovale, não se pode prometer um determinado serviço sem ter condições reais de executar. “Prometer e não cumprir compromete todo o segmento.”
O gerente comercial da Log-In também lembra que, por envolver uma carga mais sensível, é preciso ter cuidado redobrado. Isso vale tanto para os OLs quanto para os clientes.
O Operador não pode deixar de se preocupar com o equipamento, com as revisões necessárias que asseguram a manutenção da temperatura em todo o trajeto. Além disso, tem que conhecer todos os riscos e se preocupar com as prevenções.
Porém, os clientes também têm uma participação importante nesse processo, tendo sempre que passar a informação correta sobre os detalhes e variáveis da carga, bem como ter ciência de como movimentá-la, ter cuidados na estufagem para evitar os choques térmicos. Até certificar-se que ele tenha o plug ou tomada corretas, para não danificar.
Pelo seu lado, Fernandes da Silva, da FM Logistic, enfatiza que os OLs não devem deixar de investir em tecnologia e inovação para atender às demandas de um mercado tão importante para a economia e, consequentemente, para a população. Todos os elos da cadeia logística precisam estar atentos em oferecer serviços cada vez mais customizados e estruturados para atender às necessidades desse segmento.

Problemas
Se todo cuidado é pouco, quais os maiores problemas de logística neste segmento? Como poderiam ser resolvidos?
“Nosso maior desafio é fazer com que o produto esteja disponível nas gôndolas dos supermercados em tempo hábil e com a qualidade assegurada”, resume Honorato, da Confiancelog.
Em resposta relacionada à questão, Cerqueira, da DHL Supply Chain diz que, com dimensões continentais e geografia variada, o principal desafio está no atendimento a regiões mais remotas do país, sobretudo no last mile.
“Na cadeia do frio, os tempos de resposta costumam ser mais curtos e, em função disso, existe um desafio para contingências na identificação e qualificação de parceiros para realizar estas entregas. Por isso, contamos com nossa própria infraestrutura e também com um forte programa de formação de parceiros, a fim de podermos manter nossos níveis de serviço mesmo nestas áreas”, diz o vice-presidente de Life Science & Healthcare da DHL Supply Chain.
Pelo lado da Arghi, o seu diretor diz que um dos maiores problemas nesse ou em qualquer segmento é a falta de um alinhamento integrado entre embarcador, cliente final e área de vendas, para que os cuidados necessários sejam realizados, a fim de que a responsabilidade da operação seja dividida entre todos e que todos tenham ciência da sua responsabilidade e função no processo.
Operação para entregas em regiões inóspitas, zonas rurais, cidades sem fluxo de mercadoria e que são distantes dos principais aeroportos e capitais são um grande desafio logísticos que acarretam altos custos logísticos. Esses altos custos, nem sempre são entendidos pelos clientes. “Orientações aos destinatários sobre conferência do estado da mercadoria, checagem de temperatura no ato da entrega, tudo isso traz, também, segurança ao transportador e são detalhes importantes”, complementa Borghi
“A nosso ver – continua Kelly, também da Arghi –, as soluções se dão sempre por meio da melhoria contínua e revisão dos procedimentos (POP), fazendo com que o transportador participe e dê sua opinião, também, de como podem ser melhorados. No final, todos temos os mesmos objetivos, que é a satisfação de nossos clientes.”
Fernandes da Silva, da FM Logistic, também coloca que as empresas encontram problemas para administrar a cadeia logística do frio e o seu crescimento que, muitas vezes, envolvem canais e tempo de resposta dos processos. O Brasil tem um desafio muito grande no que abrange a sazonalidade e a regionalização. O grande mote do momento é a digitalização, ou seja, o input de tecnologia avançada nos processos não apenas para realizar uma transformação digital, mas uma mudança completa nos negócios.
Já a lista de problemas de logística neste segmento, por parte de Franco, da Friovale, contempla: indefinição quanto a prazo de entrega; barganha de custo; solicitação de um determinado serviço e, após fechamento, nota-se que a execução é outra; falta de transparência nas informações; e exigências sem necessidades. “Como poderiam ser resolvidos? Com transparência no momento da definição dos trabalhos.”
Por último, neste quesito, Teles, da Log-In, coloca que a manutenção da temperatura é sempre o principal desafio e, para isso, monitoram ao longo de todo percurso. “Calibramos a temperatura do contêiner de acordo com a informação que é passada pelo cliente. No entanto, nem sempre recebemos esse dado de maneira correta. Isso pode ser facilmente resolvido se o cliente for preciso nesse sentido. Também lidamos com outras situações que antecedem o embarque, por exemplo: o produto saiu da linha de produção, foi para a câmara fria, de lá foi retirado e ficou exposto em uma área aberta por algum tempo, até ser embalado no contêiner. Ou seja, passou por um choque térmico, de modo que, por mais que a temperatura durante o trajeto seja mantida, esse acontecimento já pode ter danificado o produto. Por isso, mais uma vez, por ser uma carga mais sensível, tanto o OL como o cliente tem um papel importante nesse sentido.”

Covid-19
Finalizando esta matéria, e como não poderia deixar de ser, ficam as questões: Como o novo coronavírus afetou a logística neste segmento, de um modo geral? Quais as mudanças provocadas? Estas mudanças vieram para ficar? “O segmento perecível se manteve atuante, pois não podíamos parar. Precisamos garantir o fornecimento dos alimentos e, de modo geral, as mudanças vieram para ficar, como, por exemplo, o Home Office, que tem se mostrado efetivo e eficaz no trabalho desenvolvido e, em alguns casos, com até mais qualidade que presencial”, diz o diretor comercial da Confiancelog.
Realmente, a pandemia deixou mais evidente o papel vital da logística para as empresas e para a vida das pessoas. “Na cadeia do frio, especificamente, notamos um pico de demanda no começo da epidemia em algumas categorias, especialmente OTC, máscaras e insumos hospitalares, ocasionada pela busca preventiva destes produtos. Esse pico levou a uma redistribuição da demanda entre os modais de transporte, principalmente do aéreo para o rodoviário. Depois de algumas semanas, chegamos a um equilíbrio, com exceção dos insumos hospitalares. A DHL é provedora de serviços de logística hospitalar para duas importantes instituições no País e identificamos que há uma busca por fortalecer os estoques frente a grande demanda provocada pelo tratamento de pacientes com Covid-19”, revela Cerqueira.
Também para os representantes da Arghi, a operação para esse segmento teve um acréscimo devido à alta demanda de entregas dos produtos para a saúde, porém os custos operacionais aumentaram, ao mesmo tempo em que as alternativas diminuíram. Além de todo o cuidado com a segurança e integridade dos colaboradores que se torna necessária e fundamental. Da pequena a grande empresa. Do transportador ao Operador Logístico.
“Entendemos que muito do que está acontecendo neste momento ficará presente até que uma solução seja encontrada, que a vacinação ocorra e se retome o tipo de vida que estávamos acostumados a viver com relação à liberdade de ir e vir e de convívio entre as pessoas. O transporte aéreo foi muito afetado na pandemia, com uma queda brusca no transporte de cargas, também. É um dos pontos que requer maior atenção e discussão, pois é o transporte que depende de carga e de passageiros, diferentemente do modal rodoviário. Se faz necessária uma atenção especial a esse modal, tão importante e tão necessário, principalmente num país continental como o nosso”, diz Borghi, da Arghi.
Franco, da Friovale, aponta que “temos que estar preparados para encontros e desencontros. O Home Office veio para ficar, contudo a aplicabilidade na operação é baixa. Também podemos apontar como mudanças provocadas pela chegada da covid-19: pesquisas via rede social para estreitar relacionamento e indicação de serviços; importância da TI no dia a dia logístico; redução de custo mais enfática; diminuição de capital (destinado a estoque).”
Finalizando esta matéria especial, Teles, da Log-In, diz que o impacto existe e o que têm feito é trabalhado para minimizar este impacto. “Saímos da zona de conforto.”
Mas – continua o gerente comercial –, também provocou um efeito interessante no que diz respeito ao transporte de congelados. “Hoje a principal dificuldade é o maior volume de contêiner refrigerado que sai da região Sul para as regiões Norte e Nordeste. Com a questão da pandemia, conseguimos redefinir algumas estratégias, pois estamos com navio com menor volume de carga (operando abaixo da capacidade) e conseguimos reposicioná-lo rápido. Sendo assim, criamos uma solução em meio à pandemia e giramos melhor o equipamento, aumentamos a produtividade e passamos a ofertar mais contêineres para o mercado. A segunda oportunidade foi revisitar clientes que não estavam ativos e redefinimos a estratégia e passamos a fazer dupla utilização dos equipamentos no Norte e Nordeste. Outro ponto é que fomos beneficiados, pois grandes armadores enviaram seus contêineres para fora do Brasil e não conseguiram trazer de volta. Então, fomos beneficiados por essa demanda. Mas, a pandemia nos trouxe lições e muitas delas irão permanecer, especialmente na forma de trabalharmos e também nas medidas de segurança e higiene”, completa Teles.

Gupo Maersk tem mais de 30% de participação nas exportações de proteina animal
A atuação do Grupo Maersk no segmento de logística fria é bem grande. Por exemplo, no segmento de proteína animal, o grupo tem mais de 30% de participação nas exportações. “Também fazemos cargas refrigeradas na cabotagem, via Aliança, outra empresa do grupo focada em cabotagem, mas os números são menores pela própria participação da cabotagem na distribuição nacional”, diz Gustavo Paschoa, diretor comercial da Maersk para a Costa Leste da América Latina. Vale lembrar que a Maersk é a maior empresa de logística integrada de contêineres do mundo.
Paschoa também afirma que o Brasil é a principal origem para proteína animal refrigerada, e o principal destino é a Asia (em particular, a China).
“Hoje a Maersk é capaz de oferecer soluções além do frete internacional marítimo. Podemos armazenar as cargas em nossos armazéns refrigerados, produzir os documentos de desembaraço aduaneiro, transportar a carga em operações multimodais, controlar todo o fluxo de Supply Chain dos clientes, e isso nos dá vantagem competitiva, por oferecer todas as atividades necessárias aos nossos clientes, além de soluções customizadas para cada um deles.”
Ainda de acordo com Paschoa, no momento que vivemos, o maior desafio é manter o fluxo de viagem dos contêineres refrigerados sem interrupção.
Contêines da China – Para compensar a escassez de contêineres no Brasil e apoiar os setores agrícola e pecuário do país, a Maersk trouxe, em abril último, 1.800 contêineres refrigerados vazios de 40 pés da Ásia. Eles foram distribuídos de acordo com a demanda dos clientes para ajudá-los a manter seus produtos em movimento.
“Após o congestionamento nos principais portos da China entre fevereiro e março, os contêineres refrigerados ficaram escassos no Brasil. Eles estavam sendo usados como unidades de refrigeração para proteger as mercadorias brasileiras enviadas para a Ásia no primeiro trimestre durante a quarentena da China. De fato, no atual cenário desafiador, a logística reversa provou ser uma questão importante para o setor global de armadores”, conta Roberto Rodrigues, diretor administrativo da Maersk Costa Leste da América do Sul. Com esta ação, a Maersk passou a ter contêineres refrigerados suficientes para ajudar os clientes a manter seus produtos em movimento durante a colheita de frutas e apoiar a demanda robusta da Ásia e do Oriente Médio de proteína brasileira.

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