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Tecnologia 13 de junho de 2017

Robôs colaborativos agilizam operações sem substituir trabalhadores

Já ouviu falar em robôs colaborativos – também chamados de cobots? Diferentemente dos convencionais, esses robôs nasceram para trabalhar em conjunto com as pessoas e não as substituir, realizando tarefas repetitivas, insalubres e até mesmo sujas.
Segundo a IFR – International Federation of Robotics, o mercado de robótica deve ter um incremento de 13% ao ano entre 2017 e 2019. Já o setor de robótica colaborativa deverá crescer aproximadamente dez vezes entre 2015 e 2020, alcançando mais de US$ 1 bilhão, de acordo com estudo publicado pela ABI Research.
Para Denis Pineda, gerente de desenvolvimento de negócios no Brasil da UR – Universal Robots (Fone: 11 4224.0300), quando se fala em robôs, as pessoas os associam a alto custo, difícil instalação e cuidados extras com segurança. Mas ele desmistifica isso.
O profissional explica que os robôs colaborativos da marca dinamarquesa se destacam justamente pelas características de segurança, porque possuem sensibilidade de força integrada, que faz com que parem de funcionar automaticamente quando se deparam com obstáculos em sua rota. Eles também podem ser programados para operar em modo reduzido quando uma pessoa entrar em sua área de trabalho.
Outra vantagem é a facilidade de uso, pois uma pessoa sozinha consegue retirar o robô da caixa, colocar no pedestal e parafusar facilmente. Com relação à programação, Pineda garante que até operadores sem experiência podem programá-lo rapidamente, graças à visualização 3D intuitiva – basta mover o próprio braço do equipamento para pontos de rotas desejados ou tocar nas teclas de seta no tablet. “Sua interface é amigável e a programação é fácil. E, ainda, há uma série de hardwares e softwares que atuam em conjunto com os robôs”, conta, acrescentando que eles atuam 35.000 horas sem manutenção.
O último item de destaque é o custo final da instalação. Como os robôs não precisam de elementos de segurança – como isolamentos –, possuem menos hardware ao seu redor e demandam menos horas de instalação, o que reduz custos. De acordo com a companhia, em 195 dias, geralmente, as empresas obtêm o retorno do investimento.

Atuação
Os robôs UR podem automatizar quase tudo, desde a fase de montagem até a pintura, do aperto de parafusos ao processo de rotulagem, do empacotamento ao polimento, da moldagem por injeção à soldagem. Na área logística, são utilizados no fim de linha, para encaixotar pacotes e caixas, transferindo os produtos das esteiras para as embalagens e vice-versa. Inclusive, podem ser equipados com garra ou ventosa, para se adequar ao tipo de carga. “Nossos robôs são ideais para empresas que atuam com dois ou mais turnos, SKUs de até 7 kg, em cadência mediana, com peças indexadas e em locais com limitação de espaço”, ressalta Pineda.
Manuel Sordo, da área de Operações LATAM/Centro-Sul Estados Unidos, conta que a empresa Continental dos Estados Unidos é um dos maiores clientes da UR. “Com o robô, eles reduziram o espaço de produção em 52%”, revela.
Segundo ele, os setores de alimentos e bebidas e bens de consumo estão surpreendendo pelo uso de robôs. A área farmacêutica também é um setor em prospecção. Para os profissionais da UR, há um grande potencial para esses equipamentos no Brasil.
Vale lembrar que a companhia está estudando um local no Estado de São Paulo para montar sua base comercial e o centro de treinamentos. Além disso, anuncia a ampliação de sua base de distribuidores e integradores. Seus robôs são vendidos ao redor do mundo através de parceiros autorizados.

Soluções
A família UR é composta por três membros, definidos de acordo com a capacidade de carga útil e as capacidades colaborativas. O menor deles é o robô UR3, para tarefas leves e de montagem e trabalhos que exigem precisão absoluta. Com rotação de 360º em todas as articulações do punho e rotação infinita na junta final, automatiza tarefas de até 3 kg e alcança raios de até 500 mm.
O UR5, um pouco maior, é ideal para tarefas leves de processamentos, como coletar, depositar e testar. Fácil de programar, possui ajuste rápido, automatiza tarefas de até 5 kg e alcança raios de até 850 mm.
Já o UR10 é o maior da família e também o que possui maior força, voltado para tarefas pesadas que envolvam cargas úteis de até 10 kg. Graças ao seu raio de alcance de 1.300 mm, é especialmente adequado para embalar, paletizar, monitorar, coletar e armazenar em locais onde a distância entre as diferentes áreas operacionais é maior.

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