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Comércio Exterior 13 de setembro de 2017

Setores querem ampliar exportação via aeroporto

Com a Fraport no comando do Aeroporto Internacional Pinto Martins – por enquanto, juntamente com a Infraero, mas a partir de meados do ano que vem, de forma isolada –, a expectativa da agricultura e pesca cearense é de que novas rotas e conexões no terminal sejam viabilizada e, assim, o setor tenha as exportações pela via aérea impulsionadas, sobretudo de frutas, flores e pescados. Isso irá se concretizar principalmente se o hub (centro de conexões) para o aeroporto também se tornar real.

A temática foi discutida na última terça, em almoço realizado em um restaurante de Fortaleza entre secretários do governo estadual e representantes da agricultura e da pesca do Ceará. “Queremos criar mais oportunidades do escoamento de produtos do Ceará não apenas para Europa, mas também para Estados Unidos e África”, salientou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE), César Ribeiro.

O titular da pasta se comprometeu em levar a demanda do setor à Fraport e companhias aéreas interessadas em investir no terminal aeroportuário de Fortaleza. “Todas as empresas que vierem vão estar no radar do agronegócio”, garante Ribeiro.

O secretário da Agricultura, Pesca e Aquicultura do Estado, Euvaldo Bringel, estima que hoje apenas 2% das exportações do setor aconteçam por aviões. A grande maioria é escoada em navios, pelo Porto do Pecém. Mas, segundo ele, a expectativa é que a partir de agora, com novos investimentos previstos para o Aeroporto Pinto Martins, esse percentual cresça. Bringel também diz que isso dará mais competitividade aos produtos cearenses no exterior. “Hoje, as cargas de rosas tem que sair daqui, vão para São Paulo, e depois passam por cima de Fortaleza para ir à Holanda. Esse produto seria muito mais competitivo se o voo fosse direto”, exemplifica.

O incremento da malha aérea que passa pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins também poderia beneficiar itens que ainda não estão na pauta de exportações. “O atum é uma carga que ainda não vai para exterior ainda, mas é um negócio crescente no Ceará. Nós poderíamos converter essa produção em um modelo exportador”, destaca o titular da secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura. “Com um grande planos de voos para o aeroporto poderíamos colocar novos produtos (na pauta de exportação), como o atum fresco, que serviria para fazer sushi na Europa”, projeta ele.

Euvaldo Bringel também aposta no incremento das exportações pela tradicional via marítima, com a nova parceria que está sendo firmada entre os portos do Pecém e de Roterdã, na Holanda. Para tratar do assunto, comparece amanhã ao Ceará o CEO do porto holandês, Allard Castelein. A visita incluirá ida ao Porto do Pecém, à Zona de Processamento de Exportações (ZPE) e à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Procurada pela reportagem sobre as demandas da agricultura e da pesca, a Fraport reforçou, em nota, que “tem relações comerciais com mais de 200 companhias aéreas em todo o mundo” e concentrará seus esforços para aumentar a atratividade do aeroporto, por meio de melhorias contínuas na infraestrutura e processos operacionais.
Fonte: Diário do Nordeste

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