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Premiação 5 de novembro de 2020

Transportadoras têm papel importantíssimo na pandemia e no retorno ao “normal”

As transportadoras sempre mereceram todo o reconhecimento do mercado – prova disto é o Top do Transporte, promovido pelas revistas Logweb e Frota&Cia., onde o próprio embarcador elege as melhores entre vários segmentos. Esta importância ficou mais contundente ainda nesta época de pandemia. Confira as opiniões sobre o período mais crítico e agora, com a pandemia “mais branda”.

 

Alfa Transportes: Pandemia tirou todos da zona de conforto

Gerente Comercial da Alfa Transportes, Anderson Perez diz que o papel das transportadoras durante o período mais grave da pandemia foi fundamental para o abastecimento de insumos e produtos essenciais, como de higiene pessoal, principalmente álcool gel, limpeza, EPIs (luvas, máscaras, toucas), peças de reposição para manutenção industrial, hospitalar, veículos, máquinas agrícolas e telecom.

“Diferente dos outros setores, o de transporte não parou, em virtude da importância em manter toda a cadeia produtiva em funcionamento, assim como o abastecimento de insumos e peças do setor agrícola e industrial.”

Sobre as adaptações na logística feitas pela empresa neste período, Perez diz que, exceto nos locais onde foi realizado o lockdown, a operação se manteve inalterada em virtude de não terem parado, o que possibilitou um fluxo contínuo da operação. “A pandemia tirou todos os setores da zona de conforto, tivemos que ser resilientes e colocar todo o background dos stakeholders à prova. Inicialmente nossa maior dificuldade foi o bloqueio das cidades, o que minimizamos com reuniões diárias com os gestores, alinhando, assim, a parte operacional das mais de 140 unidades de negócio que compõem a malha Alfa Transportes.”

Ainda com relação às ações durante o período crítico de pandemia, o gerente comercial diz que a empresa manteve o seu quadro de funcionários o mais enxuto possível. “Desligamos os funcionários que porventura não estivessem alinhados com as políticas de crescimento da empresa e conseguimos um quadro de colaboradores de alta performance.”

Volta ao normal – Com o retorno de alguns setores que foram interrompidos por não serem considerados essenciais, as transportadoras agora estão operando com força total. “O final de ano sempre é um grande desafio para os OLs e as transportadoras, e manter a qualidade no atendimento com o crescimento no volume é fundamental.”

Com relação às mudanças na logística que aconteceram na pandemia e que continuam sendo aplicadas agora, Perez diz que as visitas a clientes foram um grande diferencial percebido. As reuniões on-line e o trabalho em home office se tornaram mais presentes e percebidos como produtivos até mesmo ajudando na redução de custos.

Ainda como tendências na logística, o gerente cita processos cada vez mais automatizados e, principalmente, focados em dispositivos móveis, onde a facilidade no acesso, mesmo por meio de internet móvel 3G ou 4G, vai permitir acessar a informação em tempo real, seja de uma cotação, rastreamento ou atendimento ao cliente.

“Com o foco no on-line, estamos buscando sistemas cada vez mais eficientes, 100% automatizados, simplificando, assim, nosso contato direto com os clientes e otimizando a qualidade do atendimento”, completa.

 

Choice Logistics: Avanço tecnológico de muitos anos foi implementado “a fórceps”

“O segmento cumpriu bem seu papel de aproximar caminhos entre fornecedores e clientes. Supriu as demandas necessárias de modo a evitar ou mitigar o risco de desabastecimento e, por consequência, agravar ainda mais o momento trágico que o mundo atravessa.”

Esta é a visão de Rogerio Wagner Silva, diretor comercial da Choice Logistics, sobre a importância das transportadoras durante a pandemia. “Tem sido um momento de readequação, tendo em conta o imponderável que se apresenta a cada dia, dada a diversidade de situações, desde lockdown amplo em algumas cidades, restrições em outras, etc. Foram necessárias várias modificações no modus operandi das transportadoras. Tranquilizar os clientes quanto ao risco de atrasos e eventuais desabastecimentos, tirar da operação os colaboradores em grupo de risco, adequar a estrutura à queda repentina da receita e à retomada acentuada que estamos neste momento”, completa.

O momento também exigiu várias adaptações na logística da empresa:  Otimização das rotas de distribuição, com a redução de veículos; Aumento no prazo de entrega em razão da redução de veículos em rota; Acompanhamento diário junto aos clientes para alinhar as expectativas e as orientações de circulação das prefeituras. Tudo isto considerando que os produtos mais transportados foram alimentícios, farmacêuticos e confecções. “Houve uma grande retração das cargas industriais, em razão da própria parada das empresas.”

Também surgiram dificuldades. Silva lembra algumas: Incertezas sobre a extensão do lockdown; Restrições exageradas em alguns municípios; Empresas fechadas, que geraram gargalos de cargas nos terminais. “Dada à complexidade e a falta de precedentes da situação, não atribuo equívocos aos gestores, penso ter havido excessos que, ao seu tempo, foram ajustados. Tal como as empresas, os entes governamentais foram se adequando à nova realidade.”

O diretor comercial insiste que este tem sido um momento de muitas mudanças, o próprio mercado usou deste artificio para revisar, para baixo, as tarifas vigentes. “Houve, sim, uma redução das contratações no período de março a maio, mas foi reativado nos meses posteriores, com o viés comentado anteriormente.”

Estoques baixos – Silva destaca que, no momento atual, as indústrias estão com seus estoques baixíssimos, há falta de matéria prima em vários segmentos. “A não reposição destes estoques já tem ocasionado a falta de veículos no mercado. Somente uma logística muito bem orquestrada e com o apoio das transportadoras será possível a correção gradativa deste cenário.”

Tudo isto com base no avanço tecnológico de muitos anos que foram implementados “à fórceps” em poucos dias. O segmento viu-se obrigado a adaptar-se e dar uma resposta às demandas emergenciais da população. “Penso ser este o maior legado deixado para as corporações”, diz Silva, apontando os novos serviços que estão sendo oferecidos pela empresa: Carga expressa; Operações Fulfillment; Logística integrada. Afinal, está nos planos da Choice ampliar o mix de serviços, de modo a serem lembrados nos vários elos da cadeia de suprimentos; e aumentar a representatividade.

 

Dallogs: Hoje imperam as boas práticas sanitárias

Agora nesta volta ao “normal”, o papel de grande importância das transportadoras é prestar um serviço com padrões de higiene e boas práticas sanitárias. E, especificamente no caso da Dallogs Express Logística, nesta nova realidade, novos serviços estão sendo prestados, como armazenagem nos estados de São Paulo, Espirito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina, além de transporte fracionado com controle de temperatura.

Ainda de acordo com Renato Mantoani, diretor Comercial e Operacional da empresa, foram várias as mudanças na logística que aconteceram na pandemia e que continuam sendo aplicadas agora, como divisão de segmentos nas rotas de entregas, organização e cultura de limpeza nos terminais e de proteção a saúde da mão de obra. Tanto que a tendência na logística prevê a profissionalização do segmento e o amadorismo cada vez mais extinto, aponta Mantoani. Ressaltando que os planos da sua empresa prevêem investir na profissionalização da mão de obra com treinamentos de boas práticas, além de investimentos constantes nas estruturas prediais e veículos.

Pandemia – O diretor Comercial e Operacional também diz que o grande papel das transportadoras durante o pico da pandemia foi diminuir os seus impactos negativos, com as normalidades no abastecimento dos produtos essenciais à vida. “As ações mais comuns das transportadoras neste período foram implantar culturas e procedimentos de boas práticas sanitárias na prevenção do Covid-19, para manutenção dos serviços essências para o abastecimento.”

No caso da Dallogs, as adaptações na logística durante a pandemia foram a higienização dos veículos e equipamentos básicos na movimentação de materiais, segregação de linhas de produtos, implantação de sistema de ventilação mecânica nos depósitos, lembrando que os produtos mais transportados foram os alimentos, por se tratarem de itens de necessidade básica.

“As maiores dificuldades encontradas foram no aspecto humano, envolvendo o monitoramento dos funcionários em relação aos sintomas e, principalmente, no aspecto intimista, relacionado à sua família e aos sintomas da Covid-19 dentro da casa de nosso funcionário, pois em casos confirmados tínhamos que afasta-lo temporariamente e dar o suporte em relação ao tratamento e retorno do mesmo devidamente saudável às operações. Acredito que um facilitador neste período seria o fornecimento gratuito, por parte das autoridades governamentais, de testes da Covid-19 à população.”

 

Grupo Arfrio (Rodar – Rodoviário Arfrio):  Em curto prazo, a reinvenção

As transportadoras tiveram, em um curto espaço de tempo, que se reinventar, no sentido de garantir e minimizar os riscos envolvidos no período de pandemia, além de ampliar o foco em treinamento e prevenção, para que não fossem surpreendidas com a proliferação dos casos.

Afinal, como salienta Mário Americano Neto, gerente de Logística do Grupo Arfrio (Rodar – Rodoviário Arfrio), tanto as transportadoras quanto os Operadores Logísticos foram, de forma contundente, vitais para dar a sustentação no período de pandemia, de forma a garantir o abastecimento de toda a cadeia produtiva, que teve grandes aumentos de volumes em determinados segmentos, principalmente no atacado e varejo alimentar.

“O que mais se viu foi ampliação de frota e agregados e investimento em tecnologia, de forma a transportar gêneros alimentícios em geral – carnes (bovinas/aves/suínos/peixes), vegetais congelados, pães, etc. – muito em função do aumento da demanda e pelo novo padrão de vida das famílias brasileiras, que passaram, em função do isolamento, a conviver em suas residências 24 horas por dia”, diz Americano Neto.

Neste contexto, ele aponta a mudança de cultura, em relação à higiene, que o vírus impõe a toda população. Foi necessário, no caso da empresa, muito treinamento e trabalho de conscientização junto aos funcionários e prestadores de serviço. E também higienização dos veículos e aquisição de materiais sanitizantes para a frota, bem como para o Time de Apoio. “Pena que não houve muita sinergia entre os níveis de governo Federal, Estadual e Municipal. Menos política e mais ação!”

O gerente de Logística também lembra que aproveitaram o momento da pandemia e fizeram readequações de perfil de cliente e operações, que gerassem sinergia com suas Unidades Operacionais, de forma a garantir plena satisfação dos clientes.

Sustentação – Agora, o papel das transportadoras é continuar dando sustentação ao processo de recuperação da economia e promover o abastecimento de toda cadeia produtiva e de consumo. “Tudo isso levando em conta a mudança de cultura, principalmente nos hábitos de higiene e cumprimento de processos seguros. E considerando que as tendências na logística envolvem mais investimento em tecnologia de ponta e treinamento do time, para dar maior eficiência e eficácia às atividades de Distribuição e Transporte.”

Sobre os novos serviços que estão sendo oferecidos pela empresa, Americano Neto ressalta que fizeram investimento em tecnologia, para monitoramento da frota e melhoria dos processos de entrega, gerando informações em tempo real das atividades e proporcionando visibilidade de todos os processos para os clientes. “Conseguimos, assim, velocidade, segurança e credibilidade nas operações executadas. E estamos aproveitando as oportunidades para solidificar a cultura do ‘novo’, pois senão tivermos a habilidade de aprender com os fatos, com certeza estaremos fadados ao insucesso!”

 

Penske: Negociação com os clientes marcou o período crítico da pandemia

Em um momento de incertezas, onde a reclusão e a falta de visibilidade do futuro imperam, manter o abastecimento de todo tipo de insumo vital à sociedade é o papel primordial de responsabilidade das transportadoras.

“A Penske, como empresa que gera soluções logísticas e que trabalha hoje com dezenas de parceiros em transportes, acompanhou esse momento com muita proximidade e pôde constatar os esforços realizados pelas transportadoras para garantir o fluxo de abastecimento e a manutenção econômica no país”, aponta Marcelo Rodrigues Graça, gerente Sênior de Transportes & LLP da Penske Logistics do Brasil.

Ele lembra que foram muitas as ações obrigatórias para poder equalizar as operações e manter o abastecimento. As principais foram o enxugamento da malha de transportes e a negociação com os clientes em relação aos “transit times” de entrega, adaptando-os aos novos volumes de mercado. Outra ação comum foi a aplicação das medidas provisórias editadas pelo governo federal para manter a integralidade das equipes, sem perder colaboradores e garantindo a capacidade para a retomada.

“Reestudar as demandas e adaptar-se ao modelo operacional mais eficiente foi o maior desafio nesse período. Encontrar junto aos clientes uma relação entre ‘entrega x viabilidade’ dentro do cenário pandêmico foi um desafio extra na concepção do novo modelo operacional. Superamos esse problema através da flexibilização das jornadas de trabalho das equipes e pelos acordos comerciais de parceria com nossos fornecedores. Mais uma vez, o diálogo e a flexibilização com os nossos clientes para o encontro de uma relação adequada das datas de entrega foram fundamentais nesse processo.”

Graça destaca que, por razões óbvias, os produtos mais transportados no período foram os alimentos. “Bens de consumo não essenciais foram bastante afetados pela pandemia. Também cresceu o volume de itens que antes, por questões culturais, não se compravam por sites na internet por parte de uma parcela da população, como, por exemplo, roupas e sapatos. Muita gente preferia ir à loja física para experimentar, mas a pandemia mudou também parte desses paradigmas.”

Quanto às ações que poderiam ter sido tomadas para melhorar as atividades das transportadoras neste período, inclusive por parte dos governos federal, estadual e municipal, o gerente Sênior de Transportes & LLP afirma que as medidas provisórias do governo foram importantes para auxiliar na fase aguda da pandemia. Um melhor sincronismo entre os governos federal, estadual e municipal teria sido importante para evitar diferenças conceituais enfrentadas em seu momento. “A partir de agora, pacotes com benefícios para acelerar a retomada de volumes e crescimento econômico seriam bem vindos.”

Reação – Agora o mercado deverá reagir em função da maturação da pandemia e seus efeitos. “Devemos observar bem de perto essas tendências e continuar a reestruturar o modelo operacional até onde tenhamos atingido de novo níveis normais de antes da crise”, diz Graça, ressaltando que os planos da empresa neste “novo normal” incluem permanecer na vanguarda de soluções criativas e modernas para buscar mais eficiência e brindar os clientes com maior robustez em seus processos logísticos.

Afinal, vale destacar que as transportadoras sempre tiveram papel essencial na sociedade, através de sua missão de abastecer todos os mercados do território nacional com todo tipo de insumo que seja necessário à vida ou aos processos comerciais ou sociais que movimentam a economia do país, ainda mais em se tratando de Brasil, um país com matriz de transporte tipicamente rodoviário. Dessa forma, a importância desse segmento de serviços é fundamental, continua o gerente Sênior, ressaltando que foi muito interessante o estreitamento de comunicação com os seus clientes e maior discussão de opções sensatas nas malhas de transporte existentes, e que também a intensificação na buscas por oportunidades de melhoria serão seguramente hábitos incorporados ao “novo normal” da empresa.

“As tendências agora serão no sentido de uma maior eficiência operacional, buscando enxugar desperdícios e minimizar os custos enquanto se prepara para a retomada dos volumes planejados no passado. Para que isso se realize, é importante que cada empresa tenha um sistema robusto de métricas e uma contabilização precisa de custos. Provavelmente muitas empresas que antes não tinham essa preocupação, encontram-se agora em momento de desenvolver tais capacidades. É fundamental que qualquer mudança ou melhoria seja acompanhada de referências sólidas, senão os resultados medidos poderão ser enganosos”, finaliza Graça.

 

Transportes Gabardo: Vivemos em um país de instabilidade

Mário Gabardo, diretor presidente da Transportes Gabardo, também destaca que o papel das transportadoras durante a fase aguda da pandemia foi o de manter o abastecimento em todo o país, apesar de várias limitações, com todos os devidos cuidados. “A preocupação maior continua sendo a preservação dos colaboradores e clientes, utilizando-se da orientação e do diálogo.”

A dificuldade maior foi o medo que afetou a população mundial por desconhecer o vírus e a incerteza do futuro. E, no caso específico da empresa, houve uma diminuição na demanda. Mário começa por dizer “quem um dia começou uma empresa, sabe como começar tudo novamente, portanto, quem vive o dia a dia no transporte sabe que todo dia é dia de recomeçar e de inovar”, para completar: “Os grandes causadores desta pandemia e que mais nos criaram problemas, com certeza absoluta, foram os governos estaduais e municipais – diversas medidas poderiam ser tomadas em prol da economia.”

Facilitador – Nesta nova realidade, o diretor presidente diz que o papel das transportadoras é fazer todo o possível para que o cliente não seja prejudicado “e não esquecer nunca que vivemos num país de instabilidades e que nunca podemos contar com o amanhã, devemos entender que em momentos bons devemos guardar recursos para estas crises”.

Os reflexos da pandemia na logística, segundo ele, foram mudanças de hábitos e a preocupação em reduzir custos em tudo, além de melhorar ainda mais a qualidade, lembrando que teremos mudanças significativas em curto e médio prazo.

“Estamos nos adaptando a todas as normas impostas, com todas as nossas certificações de qualidade, como o Programa Carbono Zero, entre outras, e está previsto para o próximo mês implantarmos as ISO 14001 e 39001. Nosso objetivo é nos tornarmos uma das empresas mais responsáveis em questões de sustentabilidade, visando principalmente nosso país e a América Latina”, completa Mário.

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