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Conteúdo 23 de agosto de 2018

A humanização das organizações

Ao longo de minha carreira, sempre busquei a atualização ou mesmo estar adiante do tempo, fosse em termos tecnológicos, estratégicos, processos ou gestão de pessoas. Visava contribuir com minha carreira e a empresa onde trabalhava. Não era fácil. Porém, hoje tudo tem sofrido radicais mudanças com incrível velocidade. Tão depressa, tão rapidamente, que tal reciclagem precisa ser feita diariamente, numa velocidade incrível. Se não tomarmos cuidado, nos transformamos em um oceano de conhecimento com um centímetro de profundidade, onde falamos e sabemos de tudo. Contudo, sem consistência.

Não vivemos isolados.

Claramente se percebe que uma empresa não é uma ilha. As mudanças sociais, forças políticas e crises econômicas tornam os negócios extremamente vulneráveis. As empresas não podem ser vistas como elementos isolados, cujo objetivo principal é trazer resultados no curtíssimo prazo para os investidores. Essas empresas, precisam se transformar e ter como foco propostas que venham a atender as necessidades de todo um ecossistema: clientes, colaboradores, fornecedores e, por conseguinte os investidores.

Apostando corrida com as máquinas.
As organizações em todas as suas áreas e principalmente supply chain, vem se transformando pelo uso de tecnologia. Automatiza-se tudo o que é possível. O ser humano aposta corrida com a máquina. Deveria ser diferente. Deveríamos estar correndo ao lado delas, usando-as para o nosso bem. Interessante essa perspectiva, mas na verdade é isto mesmo que lenta e gradualmente vem ocorrendo nas empresas. Ou seja, o trabalho tornando-se cada vez mais humanizado. Mas o que significa ser mais humanizado?

Humanização.
Ao longo do tempo, desde a revolução industrial, as pessoas passaram a fazer parte do conjunto empresarial assumindo tarefas equivalentes às máquinas, competindo e atuando como um elemento complementar como se fossem uma engrenagem do sistema. Sem a exigência do raciocínio, mas da habilidade corporal. Essa característica, que logicamente tem tido o seu valor, fez com que as pessoas se tornassem substituíveis, principalmente naqueles segmentos em que as forças braçais são mais determinadas a serem utilizadas. Mas estamos no momento de refletir e repensar as nossas atividades futuras.

Somos criadores de valor.
Aparentemente com as inovações e a modernidade, a impressão que se dá é que nós seres humanos estamos sendo empurrados para territórios que nos separam e distinguem das máquinas. Ainda bem, pois ainda nos resta as características de relacionamento, emoções, criatividade, inteligência e por aí vai. Pelo menos por enquanto…
A pergunta é como no contexto empresarial nós conseguimos trabalhar juntos para criar valor. O ecossistema precisa ser mais humanizado para que o trabalho também venha a ser humanizado. Portanto esta tendência obriga que as organizações ou seus processos deixem de trabalhar de forma isoladas ou em silos, onde o conceito de gestão e liderança é extremamente antiquado e tradicional. O pensamento futuro considera o impacto das estratégias e suas ações em algo muito mais amplo e relevante. Saímos de um contexto mecanizado para um contexto muito mais humanizado dentro da empresa e com as quais ela se relaciona.
Para tanto novos empregos e funções estão sendo projetados para atender as habilidades do ser humano. O objetivo é ter mais importância nas atividades empresariais e para que elementos voltados às emoções, habilidade em criar e capacidade de pensar, tenham muito mais relevância que a nossa capacidade de mover coisas ou realizar esforços físicos. Isto as máquinas farão!

Confiança está na agenda sim senhor!
Estudos têm comprovado, por exemplo, que fornecedores que mantém uma relação de confiança com seus clientes, têm crescido mais do que aqueles que desprezam este tipo de iniciativa e comportamento. A Supply Chain, por sua natureza, dependente de conexões e relacionamentos pessoais e empresariais. Esta afirmação não é nova. Porém, muitas empresas ainda insistem em não praticar as inovações destacadas pelas boas práticas de negócios.
Transparência é o resultado de um claro canal de comunicação estabelecido entre as partes. Sem excesso de formalidade. Atualmente, as multas e penalidades parecem fazer parte do jogo antes mesmo que ele se inicie. Algo está errado desde o princípio. É esse realmente o caminho? Gosto do termo humanização, mas não deve cair em uma vala comum. Deve ser tema sério a ser discutido pelo ecossistema incluindo as lideranças!

Que a força esteja contigo!

Paulo Roberto Bertaglia Paulo Roberto Bertaglia
  • Fundador e Diretor Executivo da Berthas, atuou nas empresas: IBM, Unilever, Hewlett-Packard e Oracle. Ao longo da carreira tem se especializado nas áreas de Supply Chain Management, Gestão estratégica de Negócios, Liderança, Vendas e Terceirização de Serviços. Professor de pós-graduação em Logística, Gestão Estratégica de Negócios e Tecnologia da Informação.
  • Autor de vários livros entre eles Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento – Editora Saraiva, 3ª edição – 2016
  • Realiza palestras de temas estratégicos, cadeia de abastecimento e liderança empresarial para empresas e instituições educacionais
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