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Conteúdo 15 de janeiro de 2019

Onde está a logística no organograma de sua empresa?

A criação e inovação de métodos logísticos trouxeram muitas mudanças nos segmentos de mercado. Passados alguns anos, percebe-se o quanto ainda há para ser conquistado nessa importantíssima área. Embora engajados nos brindem com grandes ideias, parece que ainda falta algo que faça a logística realmente decolar.

Talvez o motivo para que isso ainda não tenha ocorrido, como se espera, seja mesmo o apontamento de tantas deficiências em nossa infraestrutura e como nossos governantes vêm desprezando a ferramenta mais valiosa para os comércios interno e externo, para a geração e manutenção de vagas de trabalho, para a economia como um todo e para aquilo que se ouve constantemente da boca desses mesmos governantes e do poder privado também: a sustentabilidade.

A logística no sentido mais amplo nos leva a falar de economia e geração de valores, de estrutura para assumir compromissos e sermos pontuais com eles, conquistar novos clientes e novos mercados contemplando nesse planejamento a importância de manter, com qualidade, os que foram conquistados. Se ao acordar já praticamos logística e dependemos dela durante todo o dia, por que seus métodos ficam num canto qualquer em muitos governos e em muitas empresas?

A Logística é tudo isso e mais! Está, direta e indiretamente, presente no dia a dia das pessoas em suas mais diversas atividades. Está presente numa empresa que necessita de matéria-prima ou de um serviço, que manufatura, que inova, que preserva, que vende, que atende, que existe… Hoje é impossível diminuir custos e aumentar receitas, prezar por qualidade, agregar valores, se solidificar no mercado e ser realmente competitivo se não detiver os melhores conceitos e formas de praticar logística. A empresa que você idealiza ou da qual você faz parte está alinhada com isso? Onde você enxerga a logística num organograma?

Como dito anteriormente, problemas na infraestrutura logística na dimensão que temos no Brasil são entraves substanciais que desmotivam e colocam a criatividade como forma de sobrevivência e não de desenvolvimento, como deveria ser. Porém, a desatenção com a Logística também é percebida em muitas empresas, grandes inclusive, que se estruturam organizacionalmente visando apenas facilidades na condução de um negócio. Ora, desde quando um bom negócio vai render uma boa receita se for fácil? Ele precisa ser simples, e não fácil.

É aí que muitas empresas erram em seus organogramas. Às vezes inspiradas numa centralização de poder num presidente, engessam suas atividades e acabam unificando setores apenas porque suas atividades se complementam, assim lançando mão dos valores e dos objetivos de um ou de outro. Se os setores forem vistos como uma razão para existir e não existir por uma razão – o que vemos muito no setor público, passa-se a entender que toda a empresa tem a obrigação de se comunicar, pois sua razão é uma só, e não “amontoar” setores numa gestão apenas porque se comunicam.

Um exemplo clássico disso é a Logística fazer parte da Gestão Comercial. Todos concordam que vender é o objetivo principal de uma empresa e que a Logística é a principal atividade de apoio para o setor comercial com a disponibilização de quase toda sua cadeia, desde a produção até a distribuição e, em muitos casos, no pós-atendimento, para viabilizar o cumprimento do acordado. Contudo, não é difícil identificar situações conflitantes entre vendas e custos operacionais, pois muitos confundem esse apoio com submissão e aí passa a imperar a importância da venda mesmo que não seja tão viável, comprometendo, na maioria das vezes, os custos e a satisfação dos clientes.

Ainda pior que isso é o Comercial “controlar” a Produção, Qualidade “responsável” por Marketing e Recursos Humanos fora da Administração. Parece inusitado, mas são exemplos reais. Isso só mostra que muitas empresas não compreendem bem seu planejamento e desconhecem os impactos causados por uma má distribuição organizacional.

A defesa de três gestões muito ligadas entre si vem ganhando admiradores: Gestão Administrativa/Financeira, Gestão Logística e Gestão Comercial – ainda caberia aqui uma Gestão de Marketing. Embora se acredite que seja cedo para tal divisão, a Logística vem ganhando forças mais como uma ferramenta financeira, de forte apelo empresarial, do que como uma “coadjuvante” aparentemente comercial. Vale a pena analisar ponto a ponto e ver onde está a Logística em sua divisão organizacional para, quem sabe, estar mais alinhado com o futuro.

Marcos Aurélio da Costa Marcos Aurélio da Costa

Foi coordenador de Logística na Têxtil COTECE S.A.; Responsável pela Distribuição Logística Norte/Nordeste da Ipiranga Asfaltos; hoje é Consultor na CAP Logística em Asfaltos e Pavimentos (em SP) que, dentre outras atividades, faz pesquisa mercadológica e mapeamento de demanda no Nordeste para grande empresa do ramo; ministra palestras sobre Logística e Mercado de Trabalho.

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