Facebook Twitter Linkedin Instagram
Logística e Meio Ambiente 22 de março de 2017

Embalagens de medicamentos veterinários precisam ser recolhidas

O mercado veterinário caminha na contramão de um movimento importante do setor produtivo no meio rural. Enquanto o Brasil é líder em reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas, recolhendo 96% do total descartado, não existe qualquer atividade para a destinação adequada de embalagens e resíduos de uso veterinário. “As embalagens de polietileno onde são armazenados medicamentos como as vacinas e antiparasitários, por exemplo, demoram pelo menos 400 anos para se degradarem. Esse material é enterrado ou jogado a céu aberto e pode se tornar uma fonte de proliferação de mosquitos nas fazendas” informa Sebastião Guedes, presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa – GIEFA, e vice-presidente do CNPC – Conselho Nacional de Pecuária de Corte (Fone: 11 3845.0368). Apenas contabilizando as doses de vacina contra febre aftosa, são 8 milhões de frascos por ano que ficam nas propriedades. Muitos lançados em velhas cisternas. Além da contaminação ambiental, a falta de uma logística reversa que estabeleça a destinação adequada – reciclagem ou incineração – para as embalagens e os resíduos veterinários pode causar outro sério problema para o País, levando-se em conta os novos padrões de competitividade no mercado internacional da carne. “A exemplo das exigências sanitárias e, mais recentemente, do bem-estar animal, esta questão poderá se tornar uma nova barreira comercial”, afirma Guedes. O reaproveitamento de embalagens descartadas e sua reintegração ao ciclo produtivo é uma atividade de importância para a sociedade e de crescente interesse econômico. “Existem muitas entidades dispostas a comprar embalagens veterinárias para reciclar. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente cobrar esta evolução para um meio rural ainda mais limpo”, diz Guedes.

Exemplo a ser seguido – As embalagens de defensivos agrícolas são obrigatoriamente recolhidas desde 2002. A legislação federal (lei 9.974/00) determinou a responsabilidade da destinação final de embalagens vazias para o agricultor, fabricante e revendedor. Cada elo da cadeia tem a sua função. Antes da legislação, as embalagens eram enterradas ou queimadas. De acordo com a regra em vigor, o produtor deve lavá-las e perfurá-las para evitar a reutilização. Esse recipiente pode ficar armazenado na propriedade por no máximo um ano. O revendedor tem a obrigação de indicar os postos de recolhimento na nota fiscal e o fabricante de recolher e dar a destinação final ao material. O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), criado em 2001, é responsável pela destinação final do material e tem vasta experiência na área.

Norma torna obrigatório licenciamento ambiental para terminais de granéis vegetais no Porto de Santos
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb (Fone: 11 3133.3000) publicou nova norma – decorrente do Decreto Federal 8.437/2015 – que amplia a obrigatoriedade de licenciamento ambiental para todos os terminais portuários, incluindo aqueles que movimentam granéis sólidos e contêineres. A norma – Decisão de Diretoria nº 210/2016/I/C, de 28/09/2016 – estabelece os procedimentos para o licenciamento ambiental das instalações portuárias no Estado de São Paulo. Ela contempla, ainda, as alterações físicas, tecnológicas, reformas ou implantação de melhorias da instalação portuária que elevem a capacidade operacional, mesmo que não impliquem em ampliação da área. Os licenciamentos ambientais serão viabilizados junto à Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental da Cetesb. Já as instalações portuárias destinadas à recepção do transporte marítimo de produtos perigosos, enquadradas na Lei Complementar Federal nº 140/2011, e aquelas que movimentem cargas em volumes superiores a 450 mil teu/ano ou 15 milhões de toneladas/ano, serão licenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os terminais em operação, passíveis de licenciamento ambiental, sem Licença de Operação (LO) emitida até a data de publicação da norma, serão notificados pelo órgão ambiental estadual a apresentarem, no prazo de 180 dias, o Relatório de Regularização Ambiental (RRA).

Já está operando a Rentank Ambiental
Presente no mercado de tanques retornáveis há 25 anos, a Rentank lançou, recentemente, a nova marca Rentank Ambiental (Fone: 11 4138.92660), com foco em inovação nos processos de descarte industrial. Além das atividades operacionais, a nova empresa oferece serviços de consultoria para identificação de soluções, avaliação e análise de segurança de procedimentos com vistas a evitar acidentes e contaminação. A empresa espera destinar mais de 1200 toneladas de resíduos sólidos até o fim de 2017. De acordo com Fernanda Stefanello, advogada especialista em legislação ambiental, é de suma importância conhecer os códigos vigentes na área para mitigar riscos. “Com os procedimentos e a tecnologia aplicada nas operações hoje em dia, todo produto possui um DNA e é facilmente rastreável, levando as empresas à responsabilização por suas ações ambientais”, afirma a especialista. Fernanda explica que a Política Nacional de Resíduos sólidos hoje integra aspectos econômicos e ambientais de todas as esferas: administrativa, civil e criminal, o que torna uma consciência ambiental não apenas uma escolha, mas uma necessidade.

Top do Transporte
Top do Transporte
Top do Transporte
Top do Transporte
Toyota
Translifit
SDS
Business Park
Tokio Marine
Retrak
w6connect
Manufacturing Summit Brazil