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Conteúdo 20 de maio de 2021

Relevância da condição segura no conceito de Supply Chain

Após vários posts falando sobre gestão da cadeia de suprimentos vamos refletir sobre ela e sua amplitude sem nos limitarmos a apenas mera citação do conceito SCM – Supply Chain Management, ou Gestão da Cadeia de Suprimentos.

Supply Chain Management, ou Gestão da Cadeia de Suprimentos, aponta para uma evolução (e revolução do conceito de Logística). Trata-se de um eficiente gerenciamento de toda a cadeia de suprimentos e o ecossistema logístico, atingindo os componentes e os extremos fornecedor/cliente.

Uma definição adequada para introduzirmos ao termo é:

“A administração do fluxo de produtos, de informações e de capital, por meio da utilização coordenada de diferentes instalações e ativos que pertencem a diferentes organizações. Partindo de sua própria definição, percebe-se que a implementação do conceito de supply chain management depende de análises, decisões e iniciativas gerenciais integradas e coerentes em duas redes que são complementares entre si: a rede Logística e a rede (inter) organizacional” (WANKE, 2008: 76)

Este conceito por si só, é revolucionário, já que se impõe como resultante de se propor negócios e soluções em consonância com uma ambiência de acirrada concorrência e exposição ao ofertar negócios logísticos ou requerer excelência de seus prestadores contratados.

Não importa o tamanho da falha! Não há nada mais complicado para o gestor e a companhia que o embaraço em justificativas diante de situações que possam comprometer o negócio, suas relações com clientes e fornecedores, bem como para a imagem associada do quanto sua empresa é capaz de realizar perante os clientes.

Quem põe dinheiro num negócio quer retorno, alguma garantia. Ao movimentar e entregar mercadorias, não deixa de ser uma transação financeira premissada por riscos e necessidades ou oportunidades. Daí a exigência da condição segura, incutida na amplitude da Supply Chain.

O fato de garantir que as coisas ocorram em condição “controlada” é bom para o cliente, bom para os processos e para todas as partes envolvidas no negócio (direta ou indiretamente).

Caso, porém, haja um controle adequado, isto pode significar não apenas um resultado de excelência aos participantes do negócio e sua cadeia logística, mas também redução e eliminação de custos desnecessários com ganhos em escala, sem falar na satisfação do cliente na continuidade do negócio.

O processo logístico deve ocorrer sob condições controladas, razão pela qual a todo instante são avaliadas se estas condições de realização (das operações) são seguras. Efetivamente estamos falando não só do ressarcimento de perdas amenizadas por seguros, mas SIM de uma incutida premissa imaginada de que tudo deve ocorrer em “condição segura”.

Buscar que as operações ocorram em condição “controlada” é bom para o cliente, bom para os processos e as partes envolvidas.

Redução e eliminação de custos desnecessários com ganhos em escala (bom para o cliente ao menos em teoria), e a excelência dos processos para as partes envolvidas (bom para as cias que operam o negócio logística). Do ponto de vista prático, a Supply Chain Management propiciou um amplo desenvolvimento dos serviços de Logística, vem se posicionando como fonte de vantagem competitiva para as empresas.

Desde a última metade do século XX, a demanda dos consumidores aliada ao avanço tecnológico e, por outro lado, às pressões para um melhor controle sobre os custos, vem impondo um controle mais severo sobre os processos empresariais e da Supply Chain: extrator, fornecedor, fabricante, distribuidor varejista, cliente. Pessoas também sofrem essa pressão!

Nesse sentido, a Logística apropriou-se de uma parceria mais direta e envolvente com os demais setores internos e externos, possibilitando, desta forma, a implantação de um gerenciamento de toda a cadeia de distribuição.

Há um excesso de ofertas de soluções muito parecidas, com disparidade de preços. Isso tem gerado dúvidas sobre quem se contratar para gerenciar processos logísticos, quem escolher para fazer parte do negócio, quem irá garantir que seus clientes serão atendidos e satisfeitos.

A condição segura esperada é fator preponderante para entender quais são as necessidades, as soluções propostas, como elas ocorrem, e sobretudo qual é o plano se algo não sair como previsto.

Quando se efetua uma revisão na literatura sobre o tema que traz, principalmente partindo da primeira metade do século XX, com o advento da 1ª e 2ª guerras mundiais, perpassando a segunda metade com a globalização e a tecnologia, a percepção outrora limitada e fragmentada e, posteriormente, a necessidade instalada de melhor controle sobre a cadeia de suprimentos. Não só de planejamento e execução operacional, mas também do ponto de vista de qual a condição segura existente para a celebração do contrato, as operações e o atendimento das expectativas, por exemplo.

Christopher (apud LIMA, 2004:42) afirma: “O resultado de um programa de gerenciamento da cadeia de abastecimento bem sucedido deve ser o aumento dos lucros para todos os membros da cadeia produtiva.”

Particularmente, nunca vi repasse de ganho operacional em escala para o cliente, tal vantagem tem sido explorada no sentido estratégico, para mapear concorrentes, ganhar novos contratos, enxugar salários (que aliás, na logística ainda são ínfimos em algumas posições), se mesurada a atividade versus remuneração, versus responsabilidades, versus o que se ganha com isso, etc.

As tecnologias de informação têm participação ativa na otimização e agregação de valores. Oferecem possibilidades de as empresas serem infinitamente mais eficazes em relação há algumas décadas, já que promovem o surgimento de alternativas mais viáveis para o estabelecimento de uma sólida rede de informação, de igual importância para que a logística aconteça. Nelas também há concentração de riscos, uma vez que os processos são praticamente moldados ao recurso tecnológico. Empresa alguma funcionaria plenamente se tivesse seu site rackeado, ou sistemas invadidos. Portanto exige condição segura.

Levando em conta as constantes inovações tecnológicas e a importância cada vez maior da cadeia de abastecimento, a Supply Chain Management vem se consolidando como modelo padrão para as soluções na área de Logística, e acompanhadas de um fator importantíssimo – segurança, gerenciamento de riscos, ou minimização dos riscos.

Por mais que os processos sejam justos em suas ações, cada vez mais temos o temor de que a carga sofra uma interferência externa (roubo, furto, desvio, extravio), por mais que planejemos, controlemos e executemos as operações da maneira ordenada, enxuta e parametrizada às exigências dos clientes, alinhada a uma concorrência (muitas vezes desleal da indústria e dos próprios prestadores de serviços logísticos). Portanto as operações logísticas exigem condição segura!

Sendo assim, atrevo-me a propor:

“Logística, é o processo de planejar, implantar e controlar o fluxo de informações, produtos e serviços, da origem ao destino, atendendo especificações do cliente, de maneira enxuta, sob condição segura.”

Um abraço a todos/as vocês que me acompanham! Até mais.

Palmério Gusmão Palmério Gusmão

Professor no MBA de Comunicação & Marketing e Gestão Empresarial na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, SP. Palestrante e jornalista, exerceu diversos cargos em seus mais de 20 anos atuando no setor logístico. Aulas, consultorias e palestras: professorpalmerio@gmail.com

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