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Logística Setorial 29 de abril de 2020

Cosméticos, perfumaria e higiene pessoal: no caso dos embarcadores, base do modal utilizado é o rodoviário

Amway: variada linha de produtos exige logística diferenciada

A linha de produtos da Amway do Brasil é bastante diversificada. Inclui cosméticos e produtos para cuidados pessoais, além de itens para nutrição, produtos de limpeza (saneantes) e durables (panelas de alto padrão).

Para atender a tão variada linha de produtos, a empresa se utiliza de Operador Logístico – a Quality Logística – e de transportadoras terceirizadas – como a Coop. Rede Sul, Patrus, Dissudes Residence, Mira, Favorita, Fedex/TNT, Jadlog e Buslog. Opções que levaram em conta o custo-benefício, segundo conta Marcelo da Rosa Tubino, coordenador de Transportes Brasil da Amway.

“Os transportadores realizam coleta diária nas nossas quatro operações (duas em São Paulo, mais Recife e Cuiabá). Temos um CD em Jundiaí, SP, que recebe importação e distribuição apenas para o Estado, e outro CD, também em Jundiaí, disparando para os demais Estados e lojas. Transformamos as lojas de Recife e Cuiabá em pick up centers, ou seja, hoje captamos via web e call center os pedidos e conseguimos separar e distribuir, a partir dessas lojas/pick up centers, para o estados e outros próximos. O intuito é obter velocidade de entrega e nível de serviço. E também temos transferências diárias para seis lojas em algumas capitais estratégicas – São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Cuiabá e Recife”, comenta Tubino.

Ainda sobre os CDs da empresa, ele explica que o maior deles, com 2.000 m², está dentro do condomínio GR Jundiaí, sendo toda estrutura da Amwey, mas quem opera é a Quality Logística. O outro CD, com 1.000 m², fica no condomínio LOG, dentro da Quality Logística – “temos essa área com todos os ativos Amway e eles operam no mesmo modelo do primeiro CD, abrangendo movimentação, inventário, expedição, montagem de kits, nacionalização, etc.”

Os outros dois CDs da empresa são pequenos, e estão localizados no Recife e em Cuiabá. Dentro de lojas, usam o espaço do estoque para separar e expedir, mas toda a estrutura é da Amway, incluindo pessoas.

Como já dito, a empresa tem quatro operações, sendo que centraliza tudo em um CD apenas para fazer a gestão. Da torre de controle do CD GR Jundiaí, com equipe Amway própria, são acompanhadas as demais operações dos CDs e lojas.

O coordenador de Transportes Brasil da Amway também ressalta que, atualmente, 95% da sua distribuição (B2C) e transferências (B2B) são via rodoviário. “Temos alguns embarques aéreos para loja, mas para atender uma necessidade de reposição de estoque (evitar ruptura). Toda nossa importação é via cabotagem, com origem nos Estados Unidos, via Porto Itapoá, em Santa Catarina. Utilizamos este Porto porque o processo de liberação das cargas via ANVISA é mais ágil que o de Santos, o que compensa o custo extra de trazer para São Paulo x a carga parada esperando liberação”, afirma.

 

Desafios – Sobre os maiores desafios logísticos enfrentados pela empresa no segmento de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, Tubino acredita que é se adequar ao mundo digital, tanto que estão analisando várias plataformas para entrega dos seus produtos. “Nosso desafio é tentar avançar os estoques, fulfillment em pontos estratégicos e utilizar esses meios modernos, como as plataformas e as empresas para entrega em última milha, de modo a obter velocidade de entrega e nível de serviço.”

O coordenador de Transportes Brasil da Amway também ressalta que dependem muito da área de TI. “Hoje, bons websites para compras online e para captura de pedidos, sistemas amigáveis e para faturamento, expedição, inventário, picking, etc. fazem a diferença.”

Tudo isto, considerando os diferenciais da logística neste segmento, como quantidade e diversidade de SKUs, kits e promoções. “Temos muitos transportadores que conseguem atender facilmente as necessidades, atendem em todos os locais e são rápidos. Entregar um perfume, um batom e um creme é mais barato, mais leve e rápido do que uma TV de LED, um microondas, um móvel… e por aí vai.”

Agora falando exclusivamente da logística da empresa, vale destacar dois pontos. Primeiro, foi implementado o PUP – Pick up Point, onde é oferecido o serviço de “retira” e usa a Buslog como parceira, com os produtos levados de ônibus e ficando disponíveis para retirada, nas rodoviárias e bases de operação, em um ou dois dias. A Amwey possui, ainda, 500 pontos com a Jadlog, também em todo país. O segundo ponto são as lojas em seis capitais, onde a empresa pode ampliar as operações. “Mas, a nossa estratégia é ter mais operações em outras regiões, permitindo obter um nível de serviço melhor, mais rápido. E tentar oferecer outros serviços de entrega, como retirada.”

Tubino também ressalta que a Amway sempre busca parceria com OLs e transportadoras, não trocando anualmente seus parceiros, procurando enxergar os dois lados e mantendo a parceria ganha-ganha.

“Fomos ao mercado alguns anos atrás e fechamos com parceiros de médio porte e que consiguissem ter uma flexibilidade maior, e deu certo. Tudo considerando que a Amway tem uma particularidade: 60% do seu volume de pedidos está no interior dos estados. “Temos muitas ocorrências com problemas de endereço, ponto de referência, CEP único. Nossos parceiros têm de ser ágeis para informar, para tratarmos e eles efetivarem as entregas. Outro ponto que ajuda, no caso exclusivo da Rede Sul, é a utilização do Whatsapp: as bases da Cooperativa têm um grupo com os nossos líderes no campo, e eles auxiliam com essas ocorrências de entrega e endereço, agilizando e resolvendo mais rapidamente, mantendo o cliente satisfeito.”

 

Covid-19 – Como não poderia deixar de ser, a Amwey também teve que se adaptar à nova realidade trazida pela Covid-19, “Não paramos a operação, implementamos várias ações de higienização e controle de temperatura, colocamos o administrativo em home office, entramos com alguns benefícios para os funcionários e terceiros, como pagamento de internet com mais velocidade e combustível para o pessoal da operação ir trabalhar de carro ou moto, evitando contato no transporte coletivo.”

O impacto mesmo foi no caso das lojas, diz o coordenador de Transportes Brasil da Amway. “Tivemos que fechar as lojas para o varejo e já sentimos a queda nas vendas, já que muitos dos nossos negócios ocorrem nas lojas – elas não são apenas lojas, mas centros de negócio, experimentação e reunião. Mudou bastante a rotina interna das nossas operações, e estamos exigindo cuidados por parte dos nossos parceiros”, finaliza.

 

Yamá Cosméticos: uso do modal aéreo ocorre em casos raros e de extrema urgência

Com uma linha que inclui produtos para cabelo, a Yamá Cosméticos atua com transportadoras terceiras, utilizando o rodoviário fracionado. “Pelo perfil de nossa carga – volumes leves e pequenos –, a relação custo x benefício desta modalidade é o que mais favorece nossa distribuição. Atualmente trabalhamos com as transportadoras Mira, Evidência, Tecmar, Plimor e TSV.”

Ainda de acordo com o supervisor de transportes da Yamá Cosméticos, Italo Antonucci, são utilizados sete veículos de coleta pelos transportadores responsáveis pela logística diariamente. Com origem em Cotia e Guarulhos, em São Paulo, são usados dois Centros de Distribuição estrategicamente posicionados. O CD de Cotia conta com 22.000 m², e em seu apoio Operacional em Guarulhos são mais 2.800 m², com operação funcionando em cross docking.

“Nosso modal padrão é o rodoviário, utilizamos o modal aéreo em casos raros e de extrema urgência ou necessidade de antecipação de alguma reposição de mercadoria específica. Fizemos algumas projeções estratégicas para utilização do modal marítimo, mas de acordo com nossos estudos, o Lead Time e o custo ainda não fazem frente ao rodoviário fracionado para nosso segmento.”

 

Desafios – Falando de distribuição, Antonucci diz que os maiores desafios enfrentados estão na fragilidade da carga que, em pequenos e leves volumes, se não for transportada com cuidado, pode acabar sofrendo avarias. As licenças necessárias para o transporte de cosméticos, como ANVISA e AFE – Certificado de Autorização de Funcionamento, também são um desafio, uma vez que o leque de fornecedores diminui devido às particularidades que essa documentação exige.

Sobre como estes problemas poderiam ser resolvidos, Antonucci ressalta que, com relação às licenças, elas são necessárias para o manuseio e acondicionamento correto dos materiais. “Para a questão da fragilidade da carga, mudamos recentemente a onda de nossas embalagens, tornando-as mais resistentes e diminuindo para menos de 1% a incidência de avarias. Bons transportadores, habituados com o perfil da carga, também são um diferencial para preservar a integridade de nossos produtos.”

Afinal, de acordo com o supervisor de transportes da Yamá Cosméticos, o diferencial da logística neste segmento está no timming de mercado. “Com a concorrência acirrada, um atraso de entrega pode significar perda de espaço na gôndola do cliente e, consequentemente, a imagem da marca e as vendas são prejudicadas. Tempo é um denominador irrecuperável.”

No caso específico dos diferenciais da logística da sua empresa, ele aponta que o trabalho que vem sendo realizado há quase dois anos é de entender as principais necessidades dos clientes no que tange a recebimento e alinhar essas expectativas com os parceiros transportadores. “O objetivo desta ponte é minimizar ao máximo qualquer possível ruído e prevenir problemas futuros de entrega. Desta forma, com nossa aproximação, o cliente acaba sendo um agente de melhoria, fiscalizando na ponta a prestação do serviço do parceiro contratado.”

O primeiro passo deste projeto que se iniciou em 2018 foi melhorar os indicadores de transporte que vinham baixos com relação à performance de entrega. Na sequência, buscou-se ampliar a malha de fornecedores prospectados e alinhar custo x qualidade, buscando saving financeiro.

Antonucci também lembra que, no campo tecnológico, já pensando na Logística 4.0, implementaram um módulo específico para logística em seu ERP, integrando dados para ajudar na tomada de decisão e prevenção de problemas. Esta ferramenta visa trazer uma visão holística da distribuição, quantificando e agrupando dados e cruzando informações importantes.

Em termos de relacionamento empresa/transportador ou OL, o supervisor de transportes da Yamá Cosméticos diz que com 90% deles têm um bom relacionamento. “Conseguimos expor de forma clara as nossas necessidades de abastecimento e particularidades de clientes que vem sendo atendidas. Os problemas mais comuns são referentes à comunicação – ainda temos em nosso nicho certa dificuldade em comunicar o que foi alinhado na origem com as filiais dos transportadores. Mesmo com toda tecnologia a nossa disposição, acredito que a cadeia logística ainda apresenta problemas relativos à comunicação e interpretação de necessidades. Faz-se necessário sair do ‘automático’ e analisar cada caso como singular.”

 

Covid-19 – Finalizando, Antonucci fala dos efeitos da Covid-19 nas operações da empresa, destacando que o corporativo está em home office, enquanto o industrial está trabalhando parcialmente e tomando as medidas necessárias para a contenção do vírus. “Nas operações de transportes, estamos atendendo aos clientes conforme demanda, que caiu drasticamente por conta da epidemia”, completa o supervisor de transportes, lembrando que a linha de produtos da Yamá inclui, entre os produtos para cabelo, pó descolorante e coloração, água oxigenada e linhas de tratamento capilar com qualidade profissional para o consumidor final.

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