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Tecnologia 5 de março de 2021

O papel e a importância da Inteligência Artificial na logística em tempos de pandemia

O coronavírus acelerou o uso de tecnologias como a IA, que permite otimização de custos com fretes e rotas, automação de processos burocratizados, análise preditiva e até o uso de robôs e drones.

 

 

A pandemia da Covid-19 impactou fortemente os negócios em todo o mundo. As empresas, do dia para a noite, do fabricante até o varejista, depararam-se com uma disrupção nunca antes vista. A logística já era importante para os negócios online B2C e B2B, que vinham crescendo ano a ano, e que tinham criado desafios logísticos cada vez mais complexos. Entretanto, a pandemia acelerou todo este processo.

Quem introduz esta matéria especial sobre Inteligência Artificial na logística, assunto tão fundamental para os dias de hoje, é Miguel Alvarez, VP Industry Latam da Blue Yonder. Ele recorda que há um ano começou a crise sanitária na China: problemas para receber produtos, suprimentos e peças fabricadas no país, forte demanda de produtos health, vindos principalmente da Ásia, e fábricas nacionais paradas por falta de insumos.

Ou seja, os responsáveis ​​pelo planejamento das diferentes áreas da empresa – demanda, distribuição, produção e montagem, importações e compras, operação, recursos, etc. – tiveram de ajustar as operações às novas condições para poder processar informações provenientes de várias fontes.

Por outro lado, apareceram consumidores ávidos por compras online devido ao fechamento das lojas. De uma hora para outra, pessoas em home office começaram uma busca frenética por computadores e outros produtos para adaptar seu lar e serem mais funcionais. “Uma disrupção total do mercado global que só pode ser equacionada com tecnologia de ponta, baseada na Inteligência Artificial”, explica.

Para Alvarez, o valor que a IA tem conseguido agregar à logística baseia-se nos três pilares deste tipo de solução. Primeiro, capacidade de consumir um grande volume e a diversidade de dados e sinais gerados a partir de fontes distintas. Segundo, a capacidade dos modelos para entender estes sinais e ser capaz de entregar resultados ótimos, alinhados com a estratégia e as prioridades da empresa e, terceiro, a capacidade de processamento e escalabilidade da plataforma na nuvem.

“Como exemplo, a Blue Yonder criou uma solução de Centro de Crise para ajudar os clientes, inclusive, oferecendo ferramentas para acelerar a transformação digital. Empresas de todos os setores entenderam que a logística, mais do que nunca, precisava estar no centro do negócio para a sua sobrevivência e ajudar o mercado a superar a crise”, expõe.

Sem dúvida nenhuma, quando as entregas foram normalizadas e até melhoradas, a Inteligência Artificial foi a base para cumprir os prazos e normalizar as entregas. “Só chamamos a atenção para um ponto, existe a boa IA, que tem algumas características: explicável, interconectada, dinâmica, automatizada e escalável. Com ela, a logística traz muita diferença no momento em que a empresa faz o seu balanço”, complementa o VP Industry Latam da Blue Yonder.

 

Rastreamento e tomada de decisão

Expressivas mudanças foram impostas no cotidiano das pessoas e na operação das empresas e entidades governamentais, como a adoção de medidas sanitárias, a redução da jornada de trabalho e as restrições da circulação de pessoas. Essas situações demandam soluções também disruptivas que podem ser resolvidas com o emprego de sistemas avançados com Inteligência Artificial, como conta Eliel Fernandes, CEO da Buonny Projeto e Serviços.

“Uma das aplicações mais estratégicas adotadas em alguns países, infelizmente não no Brasil, foi o controle da movimentação das pessoas, mapeando a disseminação do vírus através do rastreamento daquelas diagnosticadas positivamente”, lembra o entrevistado.

Fernandes diz que é preciso reconhecer que o uso de IA no Brasil ainda é incipiente, especialmente na logística. “Na verdade, a nossa carência logística é mais básica, sequer necessitaria de IA para ser muito melhorada, como se constata no processo de aquisição e distribuição das vacinas e seringas para imunização da Covid-19”, observa.

Segundo Lilio de Souza Rocha Neto, evangelizador em inovação da DHL Supply Chain, a IA destaca-se principalmente na velocidade com que as informações são tratadas e no que é chamado de higienização dos dados. “Isso porque a tecnologia auxilia a comunicação/interação das áreas dentro das empresas, por exemplo, vendas e logística, ou mesmo Centro de Distribuição e transportes, agilizando a resolução de ocorrências e a falta de dados. Atualmente, temos muitas informações nas empresas, o famoso big data, mas o importante é o beautiful data, o dado bom!”, analisa.

Para Rocha Neto, selecionar de forma rápida a melhor solução é questão importante. E isso propicia uma tomada de decisão mais assertiva, elevando assim os níveis de serviço e produtividade.

 

Gestão a distância

A Inteligência Artificial imita a capacidade humana de raciocinar e já se tornou uma realidade nas operações, aliada a outros sistemas e conceitos, como Internet das Coisas (IoT), big data, machine learning e computação na nuvem, conta, por sua vez, Lucas Moura, diretor de crescimento da e-Vertical Tecnologia.

“Essa combinação oferece muitas possibilidades de execução de tarefas e desenvolvimento de outras tecnologias voltadas ao melhor gerenciamento de um negócio”, explica.

Por conta das práticas de distanciamento social e o risco do toque em superfícies possivelmente contaminadas, a pandemia do novo coronavírus acelerou a aplicação do conceito touchless, tornando os processos cada vez mais digitais. “O acesso remoto também é um grande diferencial nesse cenário, pois o gestor tem o total controle das operações mesmo quando não está fisicamente nas dependências da empresa”, complementa Moura.

Parte das grandes tendências que a Edenred Brasil identificou no setor logístico está no aspecto da multimobilidade, ou seja, as novas necessidades da mobilidade urbana aceleraram a adoção de algumas mudanças de comportamento das pessoas e das empresas, que, em um cenário que não envolvesse a pandemia, poderiam levar mais algum tempo para acontecer, observa Jean-Urbain Hubau, diretor-geral da divisão de Frota e Soluções de Mobilidade da companhia.

Na Ticket Log, uma das marcas da Edenred, por exemplo, foi constatado que as empresas que gerenciam frotas urbanas necessitavam de uma gestão ainda mais eficiente das despesas de mobilidade, abastecimento e manutenção. Além disso, foi preciso agir rapidamente na preparação de toda a operação das companhias para que elas funcionassem no formato remoto.

“Por isso, a Ticket Log ampliou gratuitamente os recursos da EVA (Edenred Virtual Assistant) e do TED, baseado em Inteligência Artificial. O intuito era garantir que as operações continuassem rodando com mínimos impactos, de modo eficiente e sem aumentar as horas de trabalho”, explica.

Segundo Hubau, de forma geral, a IA possibilita que as empresas conduzam seus negócios a distância, que sistemas se autogerenciem e que processos críticos para o dia a dia de uma sociedade não parem.

 

Previsibilidade

A IA tem, essencialmente, dois grandes focos de atuação: classificação e previsão, como explica Cassius Tadeu Scarpin, consultor da Nimbi.

Ela é usada para modelos preditivos, para compreender a relação de variáveis que influenciam em determinado processo. A importância está em poder antecipar ações para reduzir o custo da operação ou obter o máximo retorno.

Determinação do tamanho e tipo de frota, frequência de entregas, roteirização, geração de informações logísticas para acompanhamento de coletas e entregas são exemplos de operações que podem ser melhor planejadas com modelos de IA para identificação do consumo futuro de determinado produto ou serviço.

Fabrício Santos, especialista em logística da MáximaTech e onBlox, diz que a pandemia de Covid-19 mostrou a todos a necessidade de estarmos mais preparados para cenários adversos e repentinos. E essa preparação/adaptação passa justamente por conseguir antecipar esses cenários.

“A IA, a partir de big data, por exemplo, contribui para a análise de variações que apontam para o risco de uma catástrofe, conseguindo estabelecer algo mais próximo da real dimensão do problema e engatilhando medidas, inclusive automáticas já programadas, de contenção e solução para não parar nenhuma operação de distribuição”, explica.

Em um mundo globalizado, com trocas comerciais, como o atual, isso é extremamente positivo. “Imagine conseguir prever uma mudança que impacta na compra de matéria prima por parte de uma indústria, ou até cataclismas que interferem em suas rotas de entrega? Hoje, a maioria das empresas tem suas análises baseadas em tempos fixos e dados pré-selecionados. Com a AI, isso se torna mais amplo, pois as análises podem ser mais dinâmicas”, expõe Souza.

Outro benefício relacionado com o uso de IA, ainda segundo o especialista em logística da MáximaTech e onBlox, está relacionado com a redução de pessoas na operação em um momento em que se deve evitar aglomerações. “Além disso, acessar dados atualizados de índice de casos em um determinado local poderia mudar a estratégia de entrega, que seria completamente autônoma, de ponta a ponta do processo, desde a separação. Claro, esse é um cenário mais futurista, mas com dados instantâneos e até procurando prever o cenário de 14 dias à frente, a logística poderia se redesenhar para não parar seu atendimento”, conclui.

Em tempos de pandemia e corte de gastos, o uso da IA para redução de custos tornou-se essencial, principalmente quando é possível reconhecer eventos que ainda não aconteceram, mas têm 90% de chances de ocorrerem dentro dos próximos três meses, como manutenção em veículos. “Casos como estes dentro de uma frota podem quebrar uma cadeia logística”, expõe Daniel Schnaider, CEO da Pointer by Powerfleet Brasil.

Ele diz que a IA tira a surpresa desagradável e dá lugar ao planejamento estratégico com a manutenção preventiva. Outra solução que a IA trouxe ao impacto da pandemia para o setor logístico foi a gestão de tempo com o armazenamento e o controle de processos em tempo real.

O tempo tornou-se um grande desafio, principalmente para os setores de produtos perecíveis e bioquímicos, como o caso das vacinas. “Soluções para a gestão de controle de fluxo, rotas, produtividade dos processos, bem como previsão de riscos, estoques e segurança da carga foram essenciais para que as mercadorias alcançassem seu destino com sucesso”, complementa Schnaider.

Além, claro, do uso da tecnologia para redução e prevenção de acidentes, o que obviamente salva vidas, evita a perda de produtos, reduz custos com sinistros e, por fim, evita desconfortos para os clientes.

“Para a sociedade, a IA tem permitido entregar soluções que conseguem reconhecer a forma como o condutor age, se está de acordo com as leis de trânsito, se está levando alguém irregularmente na cabine do caminhão e se fala ao celular enquanto dirige, por exemplo”, acrescenta o CEO da Pointer by Powerfleet Brasil.

 

Automatização

A IA, cada vez mais, imerge na sociedade em processos de automatização de tarefas. Na logística, torna-se indispensável. “Com a restrição de circulação de pessoas devido à pandemia, o comércio eletrônico sofreu uma alta significativa, demandando algumas adaptações na logística, por exemplo, a contratação de novos recursos. O setor, então, precisou adaptar-se a uma nova realidade. Buscar apoio na IA foi um diferencial”, destaca Rodolpho Nascimento, coordenador de produto da GKO Informática.

O uso de algoritmos de IA que, por meio da análise dos dados, detectam anomalias referentes ao crescimento exponencial de serviços, permitiu que a área de transportes concentrasse seu esforços em segmentos que passaram a ser prioridades durante a pandemia (como a telefonia), proporcionando maior qualidade e aumento no faturamento, caminhando na contramão da crise.

“Sem a aplicação de IA, analisar minuciosamente grande quantidade de dados e identificar tendências seria praticamente inviável”, adiciona.

A IA tem se mostrado um fator diferencial na chamada Logística 4.0, revolucionando o mercado e trazendo a transformação digital para o setor, principalmente nesse período de pandemia, em que processos e fluxos tiveram de ser revistos para a própria sobrevivência dentro das empresas, em meio a um mercado cada vez mais competitivo. É o que diz Cleverson Orlando Cachoeira, cientista de dados na LogComex.

A principal importância na adoção de uma IA é proporcionar vantagem tecnológica para as empresas, de forma a maximizar os lucros e diminuir os gastos durante a cadeia logística, resume.

“Suas aplicações vão desde a utilização de informações mais assertivas vindas de cruzamentos de diversas bases, otimização de custos com fretes e rotas, automação de processos burocratizados, análise de concorrência de mercado, até a utilização de novas tecnologias, como robôs e drones no armazenamento, na distribuição e na entrega de produtos”, exemplifica Cleverson.

Ivan Soares de Paula e Silva, engenheiro de Desenvolvimentos e Aplicações da Newtec Tecnologia Aplicada, vê os hardwares de telemetria e rastreamento com um papel crucial na logística de medicamentos, vacinas e em toda a cadeia de suprimentos.

“Uma solução de IA envolve várias tecnologias, como redes neurais artificiais, algoritmos e sistemas de aprendizado. Algoritmos estes que podem traçar as melhores e mais seguras rotas de distribuição, fazendo com que os produtos fiquem dentro de critérios de qualidade, como temperatura e pressão etc., chegando com segurança em seu destino”, conta.

Juntamente com a telemetria, as soluções de videomonitoramento para veículos evoluíram muito no sentido de mapear a face do condutor e conseguir monitorar o seu estado de fadiga, gerando alertas em tempo real e evitando acidentes. “Neste momento de pandemia, em que todos precisam utilizar máscaras o tempo todo, o sistema consegue analisar se o condutor está protegido ou não enquanto está no veículo”, acrescenta Silva.

 

Diferencial competitivo

Igor de Freitas Fonseca, product manager da Pontaltech, acredita que, após a Covid, a Inteligência Artificial estará para o mundo como uma utility, assim como foi a eletricidade nas primeiras ondas da Revolução Industrial após a Gripe Espanhola. “Como veículo para outras tecnologias, usando dados (transacionais ou interpretativos) como petróleo, o motor IA externa nossa imagem e semelhança. Entretanto, no sentido do design humanizado, ainda temos muito a melhorar”, conta.

Fonseca diz que em mercados como o de logística, no qual a eficácia das execuções técnicas demandam alta quantidade de dados, repetições e busca de padrões, a Inteligência Artificial é um diferencial competitivo nas categorias: gestão de logística (gestão de carga, frota e entrega); estoque (estoque 2.0 e estoque last mile); entrega (door to door e entrega last mile); logística reversa (resíduos e embalagens) e marketplace de frete.

“A medida que a pandemia varreu o mundo, as empresas tiveram de reavaliar sua abordagem sobre tudo. Neste novo contexto, aceleramos a digitalização da sociedade e, para o desespero de alguns, não sabemos mais de onde vem a concorrência”, analisa.

De um lado há as esferas cognitivas, chatbot e voicebot para ofertar uma interação humanizada e experiências mais resolutivas. Do outro lado, estão as vertentes de big data, machine learning e modelos de propensão/segmentação de clientes para criar insights e elevar a qualidade dos dados nas tomadas de decisões para as áreas de negócio, marketing, etc.

Acima de tudo, até 2022, as empresas devem investir US$ 78 bilhões em Inteligência Artificial em várias finalidades, e já existem cases de sucesso em logística. Segundo o report da Distrito (plataforma de inovação para startups, corporações e investidores), de 2012 até hoje, as startups de IA atraíram US$ 839 Mi em 274 rodas de investimentos. Em 2020 foram 44 aportes que captaram US$ 365 Mi. Desde 2011, foram investidos US$ 1.3 Bi em Logtechs – startups com foco em logística, no Brasil.

“Há também 702 startups que trabalham diretamente com IA, e ainda temos muito para crescer. Existe uma ótima relação da logística com a Inteligência Artificial face à complexidade, necessidade de agilidade e margens mínimas para operar neste setor”, completa o product manager da Pontaltech.

 

Gestão de estoque

“Quando eu aplico AI no meu plano de logística, tenho processos mais eficientes. Isso significa ter uma atuação mais escalável, mais ágil e, portanto, mais eficiente. Com a Inteligência Artificial eu consigo planejar melhor e direcionar as minhas demandas. Um processo que envolve menos pessoas, portanto mais enxuto e econômico”, compartilha Anderson Benetti, head de Produto WMS e TMS na Senior Sistemas.

Ele diz que a grande vantagem do uso de Inteligência Artificial na gestão de estoques é que, quanto mais assertivo, sem que haja quebra no processo de vendas, mais eficiente. Um ponto que foi fundamental durante a pandemia, já que o consumo online teve um crescimento significativo.

“Portanto, a IA deve prever comportamento de consumo, eventos sazonais, tempo, entre outras questões que podemos programar. Todos esses pontos podem trazer uma variação para o estoque de uma empresa”, explica.

Com a previsão, conseguimos ter o produto certo, no momento certo para ele ser consumido. “Ou seja, comprar o que o estoque necessita na quantidade necessária é um diferencial enorme para a gestão de qualquer negócio no varejo.”

 

Automação, inovação e escala

De forma geral, a IA é uma oportunidade de potencializar a capacidade humana de trabalho, para empoderar o colaborador, automatizar tarefas repetitivas e ter ganho de escala e agilidade na produtividade, explica Vinícius Abreu, gerente de TI da Log-In Logística Intermodal.

Por exemplo, uma pessoa que não domina o inglês vai conseguir estudar um paper se usar o Google Translator. Isto é, o Google Translator, como uma ferramenta de Inteligência Artificial, tem o poder de aumentar a capacidade humana de trabalho.

Tendo em vista o impacto do aumento das operações de varejo omnicanal, principalmente no que toca o e-commerce, as operações logísticas têm usado diversas aplicações de Inteligência Artificial: robôs para movimentação de materiais, aplicações de realidade aumentada para otimização dos processos de picking, inventários com drones e RFID com retroalimentação das informações para abastecimento e enriquecimento do negócio, lista Levi Ferreira Lima Junior, engenheiro de Vendas da Zebra Technologies Brasil.

“Soluções, produtos e serviços baseados em IA permeiam diversas etapas da cadeia logística, levando automação, inovação e escala para as empresas desse ecossistema, incluindo organizações que atuam na linha de frente no combate à pandemia”, expõe Márcio Arbex, diretor de pré-vendas da TIBCO para a América Latina.

Essa tecnologia é usada desde a contratação, treinamento e monitoramento de funcionários da cadeia logística até a definição da melhor rota possível para cada entrega. “A IA permite repensar o inventário físico com uma perspectiva em tempo real, além de projetar, precificar e promover produtos de maneira mais inteligente, permitindo tomadas de decisão rápidas”, adiciona Arbex.

Com a pandemia, a maioria dos clientes do TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá, PR, adotou o home-office, e a empresa também. “Com isso, buscamos melhorar nossos canais de atendimento para dinamizar as interações e manter a qualidade no suporte mesmo com nossas equipes remotas”, conta Thomas Lima, diretor comercial e institucional.

A Inteligência Artificial foi peça chave nesse movimento: a TCP investiu no atendimento via Whatsapp e Chat no Portal do Cliente, estreitando o contato com os atendentes. “Além disso, desenvolvemos a nossa assistente virtual, a Tati, com o objetivo de auxiliar em dúvidas frequentes e agilizar a execução de serviços”, ressalta.

“Com a Inteligência Artificial foi possível automatizar diferentes funções de forma a proteger nossos colaboradores e também facilitar diversos processos internos de registro de produto, despacho e afins”, revela, por sua vez, Guilherme Juliani, CEO do Grupo Flash Courier.

Alessandro Souza, CTO da Kangu, diz que a Inteligência Artificial integrada com outras tecnologias e fontes de dados é o que está sendo aplicado nos dias de hoje. “Dados de trânsito, previsão de tempo e horários de pico, por exemplo, quando conectados com outras informações, possibilitam otimizar cada vez mais a operação”, opina.

 

Gostou? Quer saber mais?

Acompanhe as próximas publicações da Logweb, que trarão a continuação do tema, abordado por estes mesmos especialistas no uso da Inteligência Artificial na logística. Acesse www.logweb.com.br.

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