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Conteúdo 10 de agosto de 2002

O que vai acontecer em termos de tecnologia da informação?

Se o assunto é “Tendências em Armazenagem”, por que não analisarmos este assunto pelo lado da tecnologia da informação, mais ainda pelo lado do WMS – Warehouse Management System, ou Sistema de Gerenciamento de Armazém? É que iremos fazer a seguir. E também apresentamos uma tabela com alguns dos sistemas WMS disponíveis no Brasil (para ver a tabela faça o download do Jornal LOGWEB n 6).

TI e automação

Milton Nagamine, diretor comercial da Store Automação, faz uma análise das tendências pelo prisma da tecnologia da informação.

Segundo ele, no mundo dos negócios têm acontecido grandes e profundas modificações, fazendo com que as empresas tomem medidas drásticas visando a redução de custos, aumento de produtividade e proporcionando maior agilidade nas operações.

Objetivando maior participação no mercado, as empresas estão lançando, diariamente, um número cada vez maior de produtos com diferentes dimensões e formatos, exigindo, assim, controles operacionais mais rígidos.

Em vista disto – segundo Nagamine – as empresas têm dois caminhos a seguir: investir maciçamente em logística própria de armazenagem de insumos e distribuição de produtos ou terceirizar estas operações com operadores logísticos.

De acordo com ele, independentemente da opção feita, a empresa responsável pela gestão da armazenagem tem que atentar, além de para os controles tradicionais, para outros, como não permitir endereçamento de produtos alimentícios próximos a produtos tóxicos/químicos; permitir o armazenamento de produtos iguais com lotes diferentes num mesmo palete/endereço; gerenciamento dos operadores e recursos disponíveis; armazenamento para vários depositantes e operações; rastreabilidade em cada processo; e controle de custos, receitas e fiscais.

Para o diretor da Store, estes fatores levam ao uso cada vez maior das tecnologias da Informação e Automação, como código de barras, código bidimensional, radiofreqüência, E.D.I. (Intercâmbio Eletrônico de Dados), Internet, coletores de dados com captura de imagem, transponder, uso integrado destas tecnologia, integração com ERP e roteirizador.

“O que se espera que aconteça é um sistema totalmente parametrizado e flexível, que permita ao supervisor definir a melhor forma de trabalho na operação: controle das várias embalagens do produto e a ocupação em vários formatos de paletes; controle das regras de armazenagem (que define onde os produtos podem ser armazenados); controle das regras de movimentação (que define como os produtos podem ser armazenados, podendo colocar produtos diferentes ou lotes diferentes no mesmo palete); gerenciamento das tarefas dos operadores (e através de convocação ativa ou automática, o sistema atribui e endereça as tarefas aos operadores autorizados a realizar a tarefa); gerenciamento dos recursos pelo próprio sistema (que define onde e os limites em que os recursos poderão atuar); armazenamento e os demais processos da operação parametrizados por depositantes ou clientes; rastreabilidade em cada processo (com registro de operador, recurso e tempo) ocorridos na operação; controle de custos e receitas para possibilitar o faturamento de serviços (se operador logístico); controles fiscais e emissão de documentos para órgãos regulamentadores (fiscais ou operacionais)”, diz Nagamine.

Ele também acredita que haverá um sistema totalmente on-line e em tempo real, permitindo total rastreabilidade do ciclo logístico de armazenagem, ou seja, portaria, recebimento, endereçamento, controle de qualidade, estocagem, separação, conferência e expedição dos produtos.

Nova Etapa

Por sua vez, Ricardo Montagna, diretor geral da Inovatech, acredita que estamos entrando numa nova etapa em termos de gestão de estoques e armazenagem.

“Na primeira, as empresas realmente se deram conta da importância de uma administração mais profissional de seus estoques e como a mesma poderia reduzir custos e influir nos resultados. A especialização evolui cada vez mais e a informação se tornou uma ferramenta inestimável neste processo, com os softwares de controle e otimização (WMS, Fretes, etc.). A nova fase se baseia nas tendências de maior integração entre os elos da cadeia (Supply Chain), automação cada vez maior da operação através da integração do software de gestão do armazém (WMS) com AGV´s, transelevadores, etc.”, informa ele.

Para Montagna, outra tendência a médio prazo é a utilização de RFID, permitindo uma rastreabilidade e controle muito maior da mercadoria em todas as etapas da movimentação interna. Ele também acredita que as empresas se preocuparão cada vez mais com uma identificação mais precisa dos elementos de custo da operação logística, evoluindo para o conceito de custeio baseado em atividade (ABC).

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