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Investimento 15 de outubro de 2020

Plano do grupo Fiat Chrysler Automóveis (FCA) de investir R$ 16 bilhões no país está mantido

A longa relação da empresa com o Brasil —lá se vão 44 anos— deve seguir forte. Mesmo com os impactos econômicos do novo coronavírus, a companhia reforça que o plano do grupo Fiat Chrysler Automóveis (FCA) de investir R$ 16 bilhões no país (sendo R$ 8,5 bilhões da Fiat) está mantido. Apenas o prazo em que o dinheiro será aplicado é que mudou, de 2024 para 2025.

Menos de um ano após o quinto título na categoria Carro da Folha Top of Mind, a Fiat lançou sua tecnológica Nova Strada. O modelo é a aposta para seguir no topo da pesquisa Datafolha. Segundo Zola, os consumidores, cada vez mais digitalizados, buscam por “verdadeiros smartphones sobre rodas”.

Outra novidade foi a reformulação do logo e da assinatura da companhia, que foi de “Movidos pela Paixão” para “A Paixão Move”. “A paixão move as pessoas, move você. Estamos expressando a prioridade de colocar o foco cada vez mais no cliente”, diz o diretor.

Zola diz ainda que a Fiat fará mais três lançamentos para os próximos anos: um modelo elétrico em 2021 e dois SUVs em 2022.

O que representa para a companhia ser reconhecida como marca Top of Mind? Ser a marca mais lembrada é motivo de muito orgulho para a Fiat, ainda mais em um prêmio tão importante como a Folha Top of Mind. Estar na mente das pessoas significa que a Fiat é uma marca que faz parte da vida dos brasileiros. Quando pensam em carro, pensam em Fiat. Isto é muito importante para nós.

Nos últimos sete anos, a Fiat soma cinco prêmios Top of Mind, quatro deles em dobradinhas com a Volkswagen. Quais os principais destaques da marca durante este período marcado por conquistas? Investimos em qualidade de forma contínua e intensa. Buscamos atingir um nível de excelência que represente a constante transformação que a empresa vivencia todos os dias.

Nos últimos quatro anos, lançamos modelos aspiracionais e tecnológicos como os Fiat Toro, Argo, Cronos, e, neste ano de 2020, a Nova Fiat Strada, que já se destaca como um sucesso de vendas. Estamos trabalhando no desenvolvimento de novos modelos, novos powertrains [motores], serviços conectados e mais tecnologia embarcada em nossos veículos. Todo esse processo traz confiança para o relacionamento com os consumidores brasileiros e latino-americanos, cada vez mais ávidos por tecnologia, design e inovação.

Como os resultados da pesquisa, feita pelo Datafolha em todo o país e que traz um retrato da lembrança de marcas em cada região brasileira e com recortes demográficos, podem auxiliar as estratégias e campanhas da empresa, pensado tanto em marketing como em ações locais? Estamos sempre atentos às informações qualificadas de fontes relevantes. Esse é um aporte importante ao nosso acervo de informações e ajuda a compor a bússola que nos orienta.

A possibilidade de conhecer em detalhes o consumidor em cada região do país, saber as diferenças do consumidor mercado a mercado, nos permite planejar melhor nossa atuação regional. Somos muito ativos em iniciativas regionais que nos permitam estar em contato com nossos clientes e ampliar nosso alcance e visibilidade de marca em cada praça. Pesquisas regionais permitem traçar estratégias regionais mais precisas.

Todas as nossas decisões são resultado de um processo de entendimento do consumidor, a partir do qual desenhamos nossas estratégias frente às tendências tecnológicas, comportamentais e sociais. Valorizamos muito o diálogo constante com o público.

A empresa cedeu espaço no Fiat Club de Betim (MG) para a instalação de um hospital de campanha. Como essa e outras medidas de combate à Covid-19 representam a missão e os valores da empresa? A pandemia acentuou nossa percepção da empresa como uma razão social, que não basta em si, mas existe na sua interação com a sociedade. Por isso, estabelecemos uma parceria com as autoridades e a comunidade para apoiar a prevenção e o enfrentamento ao coronavírus.

Nosso programa abrangeu de doações às autoridades da saúde até o aproveitamento dos conhecimentos e habilidades de nossos profissionais para auxiliar em diversas frentes no combate aos efeitos da pandemia.

O momento pediu e ainda pede união de esforços, e a FCA e a Fiat fazem questão de se fazer presente e atuante junto às comunidades em sintonia com o compromisso global em ser uma cidadã corporativa.

Como os novos cenários do mundo e da economia impactaram as previsões e o planejamento da marca no Brasil? O setor automotivo foi bastante atingido pela crise. As fábricas suspenderam a produção por semanas, com o intuito de preservar a saúde dos trabalhadores da cadeia produtiva e como parte do esforço para reduzir a circulação do vírus. O mercado parou no final de março e ficou inativo em abril, até meados de maio.

Estamos observando uma retomada gradativa, mas o setor somente deve se recuperar depois de 2022. Em 2019, o mercado brasileiro foi de 2,7 milhões de veículos. Este ano não passará de 1,9 milhão de unidades.

Mas, considerando o médio e longo prazos, a Fiat Chrysler Automóveis está otimista e manteve os investimentos de R$ 16 bilhões no Brasil, com uma readequação de prazo de execução, que será alongado em um ano, até 2025.

Em junho, lançamos a Nova Fiat Strada, líder no segmento de picapes. O modelo é um sucesso de vendas. E também estão previstos até 2022 dois novos dois SUVs da Fiat, além de novos motores turbo e transmissão, serviços conectados, mais tecnologia embarcada. Em 2021, vamos trazer para o Brasil um modelo elétrico da marca Fiat.

O mais recente lançamento da marca é a Nova Fiat Strada. É um veículo que busca atender a interesses tanto de consumidores do campo quanto da cidade. Esse segmento é hoje a principal aposta da Fiat? As picapes e SUVs compõem os segmentos mais dinâmicos do mercado. A Fiat lidera o segmento de picapes há muitos anos. A Fiat Strada é líder de mercado há 20 anos e está no topo do ranking, ao lado da Fiat Toro. Lançada em junho último, a Nova Strada mostra sua força. Em um agosto robusto, com 8.640 unidades vendidas, foi o segundo modelo mais emplacado do Brasil. Esta tendência de ótimo desempenho se repete em setembro.

O que os brasileiros podem esperar dessa nova geração de carros, em termos de inovação? A inovação se expande em vários eixos, como a segurança veicular, eficiência energética, design e conectividade.

Nossos veículos incorporam os avanços dos materiais, que permitem inovações de projetos que resultam em modelos mais seguros para seus ocupantes e também para os pedestres em caso de acidentes. Inauguramos no ano passado o Safety Center, que nos permite fazer testes físicos que contribuem muito para aprimorar a segurança.

Quanto à eficiência energética, trabalhamos por uma múltipla matriz energética da propulsão da mobilidade. Entendemos que o etanol é um combustível renovável e limpo, que recicla no ciclo vegetal da cana-de-açúcar o CO2 liberado durante sua queima. Assim, desenvolvemos motores mais eficientes, como os GSE turbo que chegam ao mercado no ano que vem, e avançamos também globalmente na eletrificação.

O design é um eixo importante porque conecta o consumidor através da razão e da emoção: traduzimos suas expectativas em modelos bonitos e funcionais, que se tornam aspiracionais

E há um campo enorme se abrindo à nossa frente que são os serviços conectados. O consumidor está cada vez mais digital e quer veículos mais inteligentes, que sejam verdadeiros smartphones sobre rodas. A partir desta constatação, desenvolvemos a central multimídia UConnect, que está presente na Nova Strada e traz como pioneirismo a conexão sem fio para Apple Carplay e Android Auto. Resultado de mais de três anos de desenvolvimento, foi um projeto liderado pela FCA na América Latina, que será utilizada globalmente. A central multimídia é o ponto de partida da transformação digital. É aí que acontece a integração do carro com as mais avançadas tecnologias.

Mobilidade e conectividade estão juntas. O consumidor quer estar conectado dentro do carro e ter acesso a serviços com comodidade, para que possa comprar, pagar, acessar entretenimento, conectar-se com a casa, o trabalho, as redes sociais, tudo a bordo de seu carro

A lembrança de marca, medida pela pesquisa Datafolha, envolve fatores que se transformam com o tempo. Os carros da Fiat também mudaram. Quais características transformaram o processo de fabricação de um carro no Brasil? As mudanças podem ter muitos drivers [condutores], como a evolução tecnológica, novos conceitos de design, novas ideias sobre mobilidade ou, sobretudo, novas demandas do consumidor. A Fiat é sensível a todas estas variáveis, porque é uma marca que se caracteriza pela inovação e pela busca permanente de encantar seu cliente.

Para se conectar ainda mais com um consumidor que mudou, a marca promoveu uma profunda evolução para um novo modelo de negócios, que ajusta mais o foco no cliente como razão de tudo o que a empresa faz. Para desenvolver esse reposicionamento, a Fiat realizou um trabalho extenso, de quase um ano, que envolveu diversas áreas ligadas a clientes, concessionários e parceiros. Esse movimento envolve três pilares: novos produtos e tecnologias, experiência do consumidor e comunicação.

Esta onda de renovação é visível na Fiat Strada e nas concessionárias com novos padrões de excelência. Será muito visível nos próximos lançamentos de veículos, motores, transmissão, serviços conectados e inovações que estão por vir e levarão a percepção da Fiat a um novo patamar, tornando a marca mais forte, desejada e reconhecida pelo apreço ao cliente.

A renovação passa pelo incremento em design, tecnologias, funcionalidade e conectividade. Mas não pode parar por aí. Durante a pandemia, a participação dos canais digitais na jornada de compra dos clientes aumentou de forma decisiva, em mais de 90%. É preciso, portanto, aprimorar constantemente a experiência do consumidor. A UX [experiência do usuário] é parte do encantamento que buscamos despertar.

A Fiat mudou sua assinatura de “Movidos pela Paixão” para “A Paixão Move”. Quais mudanças da empresa se refletem nessa transformação? O novo momento da marca, com tantas mudanças em produtos e tecnologias, experiência do consumidor e comunicação, pedia um novo tom da marca e o Fiat Flag, ícone com quatro linhas que homenageia a origem italiana da companhia de um modo único e atual. A Fiat sempre esteve no coração do brasileiro, mas sentimos que era necessário torná-la mais quente, mais próxima e antenada com as tendências do momento.

Essa nova fase da Fiat, baseada nos principais anseios e expectativas do consumidor, vai impulsionar a marca nos próximos anos. Mais do que carros, estamos falando de mobilidade e comportamento, de soluções e anseios. Achamos que seria possível expressar esta essência em uma nova assinatura: “Fiat. A Paixão Move”. Há uma diferença importante em relação à assinatura anterior, “Fiat. Movidos pela Paixão”, que se refere à própria Fiat, a nós mesmos.

A nova assinatura fala das pessoas. A paixão move as pessoas, move você. Estamos expressando exatamente a prioridade de colocar o foco cada vez mais no cliente. Mostra também que nosso tema é a paixão, essência de nossa relação emocional com o cliente, herança italiana, um jeito de ser italiano, que se aproxima muito do modo brasileiro. Por isto dizemos que a Fiat é mezzo brasileira e meio italiana, ousada e inovadora em sua essência.

Estamos sempre buscando surpreender, indo além dos anseios e expectativas. Dessa forma, acreditamos que vamos nos manter na preferência dos consumidores.

Para além da montadora da Fiat em Betim (MG) e a da Fiat Chrysler em Goiana (PE), existem planos de ampliação? Quais os próximos projetos da Fiat para o Brasil? A Fiat prepara uma ofensiva de novos produtos que prometem surpreender os brasileiros nos próximos dois anos. Essa virada no portfólio teve início com a Nova Fiat Strada, que evoluiu em todos os aspectos para ampliar ainda mais a sua liderança entre as picapes vendidas no Brasil.

A mesma estratégia de renovação, com forte incremento em design, tecnologias e funcionalidade, está guiando o desenvolvimento dos esperados SUVs da Fiat, que vão marcar o retorno da marca ao segmento que mais cresce no mercado mundial. O primeiro dos dois novos utilitários esportivos, com personalidade própria e distinto dentro do portfólio da marca, está planejado para 2021. No ano seguinte, também um modelo único e sem comparação com o que existe na categoria deve estrear no Brasil.

As novidades futuras também estarão presentes nos trens de força, com novos motores turbos flex de três e quatro cilindros e a introdução do câmbio CVT em importantes produtos da gama.

Com que previsões Fiat, uma marca Top of Mind, trabalha para o Brasil nos próximos meses? A pandemia interrompeu a curva de ascensão das vendas de veículos no Brasil. Foi um grande impacto e a indústria vai precisar de três anos para se recuperar completamente. Mas estamos observando que o momento agudo da crise ficou para trás. Ainda estamos atravessando a crise sanitária e econômica e, é claro, precisamos de muita cautela.

Mas já há sinais importantes de inflexão do mercado. A Fiat tem registrado um crescimento superior ao da indústria, mostrando vigor na retomada de mercado. Superamos os 18% de market share em agosto. O desempenho positivo se deve ao êxito do lançamento da Nova Strada mas também ao bom desempenho dos demais modelos da marca.

Estamos em movimento firme de retomada e os últimos meses mostram consistência na recuperação da demanda. Por isto, para nós, o pessimismo é um sentimento que deve ficar no passado.

Fonte: Folha de S. Paulo

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