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Logística Setorial 8 de julho de 2021

Plásticos: OLs e Transportadoras atuam com cargas frágeis, em grandes volumes e de alto consumo

Isto acontece principalmente se levarmos em conta que a pandemia vem alimentando de forma exponencial a demanda da indústria por plásticos, para a produção de produtos de consumo médico e hospitalar. Sem contar que outros setores, como o automobilístico, vêm incrementando o uso deste material.

 

Para se ter uma ideia da importância do segmento de plásticos, destaque desta edição de Logweb envolvendo o papel dos Operadores Logísticos e das transportadoras no segmento, o tamanho desse mercado, mundialmente, deve atingir US$ 750,1 bilhões em 2028 (um aumento de 3,4%), segundo dados da Research and Markets publicados no Relatório 2021 do Setor Global de Plásticos, resultando no aumento da produção automotiva e, consequentemente, do consumo de plástico na fabricação de componentes. “Este resultado tem muito a ver com as políticas regulatórias sobre redução de peso veicular e eficiência de combustível que irão afetar ainda mais o segmento neste período. Sabemos que aplicações do plástico como substituto de materiais convencionais, como metais ou borracha, facilitam a economia de combustível, por conta da redução do peso e da densidade do automóvel”, explica Nilson Gomes dos Santos, diretor de Operações e Logística da TGA Logística Transportes Nacionais e Internacionais. A empresa atua com produtos destinados à indústria química, indústria em geral, indústria alimentícia e indústria automobilística, efetuando operações de transporte, armazenagem, picking e packing.

Também falando sobre as peculiaridades da logística neste segmento, Mauricio Fernandes Cortizo, gerente de Operações da Mosca Logística, empresa que opera, neste segmento, com baldes, vassouras, garrafas térmicas, tupperware, potes, utilidades do lar, utensílios de cozinha e utilidades para limpeza. “Devido à falta de padronização para acondicionamento e fragilidade, unitizamos 100% da mercadoria em gaiolas e paletes para ganharmos velocidade na operação e na preservação da integridade dos produtos.”

Mais especificamente, Cortizo diz que a logística aqui envolve alta complexidade na movimentação e conferência devido à altíssima quantidade de SKU´s. Os produtos deste segmento também não suportam lastro na arrumação e apresentam alto índice de cubagem, o que requer uma logística que detenha know how e segmentação na operação para aderência do perfil de plásticos.

“Por ser um produto derivado da indústria química, incorporamos especificamente para esse tipo de operação a ferramenta do Sistema de Avaliação em Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade, voltado às empresas que prestam serviços à indústria química, incluindo o transporte. Isso nos permite garantir a mais alta qualidade e elevada margem de segurança durante toda nossa operação”, diz agora Harley Amaral Silva, gerente geral de Operações da JSL. Ele lembra que a sua empresa tem diversos clientes neste setor, como Brasken, Motech, Zaraplast, CSI e Arlanxeo, entre outras, para as quais atuam com transporte de produtos acabados e de matérias primas, além de operarem na movimentação interna, que inclui transferência e entrega final do produto.

Silva também relaciona as exigências impostas aos OLs e às transportadoras para atuar neste segmento, com regras de segurança quanto à amarração das cargas e aos padrões específicos para os veículos tipo sider. Outras obrigações estão ligadas ao cumprimento de um Plano de Gerenciamento de Risco, exclusivo para esse tipo de operação.

“São exigidos equipamentos apropriados na manipulação, treinamento específico no manuseio e veículos com proteção no acondicionamento”, completa Cortizo, da Mosca Logística.

 

Mudanças e novidades

“Algumas das características da carga de plástico são sua fragilidade e o alto consumo do mercado. Por isso, uma das mudanças mais recentes foi a busca das operadoras por capacitação, a fim de movimentar e transportar grandes volumes de mercadorias”, diz, agora, Santos, da TGA Logística, referindo-se às mudanças ocorridas neste segmento mais recentemente.

“Na TGA, atentamos para todos os aspectos relacionados às operações de todos os setores que atendemos. Uma das iniciativas mais recentes foi a aquisição de uma máquina paletizadora stretch italiana, de última geração e já funcionando. Com capacidade de embalar paletes de 1 m x 1,20 m x 2 m de altura em 45 segundos, a máquina faz o trabalho de embalagem dos paletes ainda mais rapidamente e com mais qualidade, deixando a carga dos clientes mais segura para o transporte ou armazenagem, em menos tempo. Porém, todas as atividades automatizadas são amplamente supervisionadas por humanos, a fim de garantir agilidade e eficácia. Outra novidade recente é a adesão da TGA à Logística 4.0, o que nos garante maior controle e monitoramento de todos os processos, de ponta a ponta”, completa o diretor de Operações e Logística.

E Cortizo, da Mosca Logística, destaca as mudanças mais significativas: diversificação e acesso aos locais de compras, visibilidade nas plataformas digitais e valor agregado maior nos produtos.

“Unitizamos 100% da mercadoria em gaiolas e paletes para ganharmos velocidade na operação e na preservação da integridade dos produtos, veículos dedicados nas entregas, consolidação com demais player´s para aumentar a produtividade no last mile”, acrescenta o gerente de Operações da Mosca Logística.

Já para Silva, da JSL, não houve mudanças específicas ou drásticas neste segmento, em termos de transporte. Os impactos observados são os mesmos que afetaram a economia em 2020 e neste ano, devido à pandemia da Covid-19.

“O elemento mais importante neste momento é a inclusão de novos modelos de veículos, especificamente voltados para este tipo de operação, como silos e rodotrens, que oferecem aos nossos clientes uma melhor relação custo/benefício por conta da maior capacidade de carga”, completa o gerente geral de Operações da JSL.

 

Tendências

É sabido que a pandemia vem alimentando de forma exponencial a demanda da indústria por plásticos, para a produção de produtos de consumo médico e hospitalar. Segundo dados da Research and Markets, em abril do ano passado, por exemplo, uma das maiores fornecedoras mundiais deste insumo anunciou um aumento da produção mensal de polipropileno especializado em 1.000 t para atender à crescente necessidade de máscaras e aventais médicos.

“Por isso, uma das tendências é atendermos cada vez mais este segmento, com a mesma agilidade que o surto de Covid-19 vem exigindo, além de maior cuidado com a segurança nas operações de coleta, embarque, distribuição e logística reversa”, opina Santos, da TGA Logística, sobre as tendências neste setor.

A esta observação, Silva, da JSL, acrescenta o fato de haver um movimento forte no desenvolvimento e no uso de novas tecnologias, que geram mais eficiência e segurança nas operações, em especial no setor de plástico, agregando valor para toda a cadeia.

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